Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Marta Hugon – Jazz Singers (XLI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Marta Hugon (19??) – A sua prioridade é a empatia musical com o grupo. Dotada de um sólido conhecimento da tradição do jazz - ensinou na escola do “HotClube”, tendo também sido solista da “Big Band” - Marta Hugon manifesta uma constante necessidade de se reinventar musicalmente e de acompanhar o espírito dos tempos.
Estas várias vertentes resultaram num percurso sólido de constante evolução: no seu primeiro disco, “Tender Trap”, Marta Hugon interpretou os standards na sua forma mais pura e honesta. No segundo, “Story Teller”, mostrou maior ousadia na selecção e na interpretação dos temas e dos arranjos. Em “A Different Time” decidiu avançar para um repertório de música original, em que funde na perfeição a sua forte personalidade musical com a do grupo de músicos que a acompanha há vários anos e foi a primeira vez em que a cantora recorre a arranjos orquestrais, da autoria de Filipe Melo.
O seu novo disco,"Bittersweet", foi escrito em parceria com Filipe Melo e produzido por Nelson Carvalho, e conta diversos convidados como Samuel Úria e João Só. O álbum foi apresentado num concerto de lançamento no Centro Cultural de Belém a 2 de Junho de 2016 e editado no dia seguinte pela Sony Music Portugal.

Swin Slow, do álbum “A Different Time” de 2011.


Crash Into Me


Hate Song, com Marta Hugon (vocal), Filipe Melo (piano), Mário Delgado (guitarra), Bernardo Moreira (baixo eléctrico) e André Sousa Machado (bateria). Do álbum “Bittersweet” de 2016.


Jazz Singer

sábado, 23 de julho de 2016

O Barbeiro de Sevilha de Giachinno Rossini


Mais uma célebre Ópera, obrigatória conhecer.

A escolha erudita desta vez, recai sobre a ópera de Gioacchino Rossini, “O Barbeiro de Sevilha”.

Resumo da história desta Ópera

Antecedentes

Em 1809 o magnate Domenico Barbaia assumiu a direcção do Teatro de São Carlos de Nápoles, sendo o principal responsável pelo prestígio conseguido por aquela sala de espectáculos que se tornaria a mais reputada em toda a Europa. O Teatro de São Carlos de Nápoles sempre tivera uma programação de carácter conservador. Foi assim que a vinda de Gioacchino Rossini, em 1815, iria ser uma lufada de ar fresco. Essa vinda do compositor, então com 24 anos, ficou a dever-se precisamente a Domenico Barbaia. Para o Teatro de São Carlos de Nápoles, Rossini escreveu, entre 1815 e 1822, 9 óperas dum total de 18. As outras 9 destinaram-se a outros teatros, já que o contrato assim o permitia. Entre estas 18 óperas escritas em Nápoles conta-se um dos maiores, se não o maior, sucesso do compositor. Estamos a falar de "O Barbeiro de Sevilha". O libreto é de Sterbini que se baseou numa comédia homónima de Beaumarchais. A estreia teve lugar em Roma em 1816.

1º. Acto

A acção passa-se em Sevilha e a ópera inicia-se numa rua em frente da casa de Don Bartolo, que tem a tutela da muito rica Rosina com quem, por isso mesmo, pretende casar, apesar da grande diferença de idades. É junto das janelas dessa casa que o Conde de Almaviva canta uma serenata à dita Rosina, quando aparece o barbeiro Figaro a quem o Conde facilmente suborna para o ajudar a chegar junto da sua amada. E Figaro elabora um plano astucioso: o Conde entrará em casa de Don Bartolo sob o disfarce de Lindoro, um oficial acabado de chegar à cidade, que, para facilitar as coisas, deverá fingir estar completamente embriagado.
O 2º. quadro passa-se no interior da casa de Don Bartolo onde Rosina confessa a Figaro estar apaixonada por um jovem que lhe fizera uma serenata, e que ela julga chamar-se Lindoro. É assim que entrega ao barbeiro uma carta que este deverá fazer chegar ao jovem. Chega Don Bartolo, e Figaro esconde-se. E é do esconderijo que escuta uma conversa entre Don Bartolo e Don Basilio, o mestre de música, durante a qual os dois velhos combinam difamar o Conde de Almaviva, e assim apressar o casamento do tutor com a sua pupila. Figaro revela o que ouviu a Rosina e, juntos, discutem o que fazer em semelhante conjuntura. Don Bartolo regressa e pretende saber o que se passa, mas Rosina consegue disfarçar. É então que surge o Conde disfarçado de oficial e fingido estar completamente embriagado, ao mesmo tempo que apresenta a Don Bartolo o título de aboletamento (alojar; aquartelar) em sua casa. Este fica assustadíssimo e quer desfazer-se do intruso alegando estar dispensado dum tal dever. Então o Conde desembainha a espada, e aproveita a confusão que esse gesto provoca para passar um bilhetinho a Rosina. Alertados pelo barulho chegam o barbeiro e Don Basilio, seguidos duma patrulha que quer levar o pretenso oficial sob prisão. Só não o fazem porque o fidalgo revela, em segredo, ao Comandante, a sua verdadeira identidade. Don Bartolo e Don Basilio ficam consternados.

2º. Acto

Este passa-se também em casa de Don Bartolo onde o Conde de Almaviva tenta um novo disfarce para se aproximar de Rosina. Desta vez é um professor de música que vem substituir Don Basilio, pretensamente doente. Para acalmar as suspeitas de Don Bartolo, o falso professor mostra-lhe uma carta escrita por Rosina, alegando tê-la obtido junto duma das amantes do Conde. A lição de música começa, sendo interrompida primeiro por Figaro, que se apresenta para barbear Don Bartolo, depois por Don Basilio que, conquistado pelo dinheiro, se finge doente. Entretanto Almaviva e Rosina planeiam a fuga, mas Don Bartolo desconfia e decide não adiar mais o casamento com a pupila. Desgostosa com as calúnias acerca do seu amado, Rosina aceita casar com o velho tutor, que manda Don Basilio a casa do Notário para preparar o contracto. Despeitosa, Rosina denuncia mesmo o plano de fuga, o que leva Don Bartolo a sair para ir buscar a polícia. Surge uma tempestade, durante a qual o Barbeiro e o Conde aproveitam para entrar por uma janela. Almaviva revela a sua verdadeira identidade a Rosina e os dois renovam as suas juras de amor preparando-se para fugir. Entretanto aparece Don Basilio com o Notário. O casamento realiza-se, não entre o tutor e a pupila mas entre Rosina e o Conde. As testemunhas são o Barbeiro e Don Basilio. Quando Don Bartolo chega com a polícia já é tarde. Resta-lhe resignar-se – o que não é assim tão difícil já que Almaviva renuncia ao dote de Rosina.

Personagens de O Barbeiro de Sevilha

O Conde de Almaviva ………………………………….Tenor
D. Bártolo, médico tutor de …………………………….Baixo “Buffo”
Rosina, rica pupila que mora com D. Bártolo………...Soprano Ligeiro
Fígaro, barbeiro …………………………………………Barítono  
D. Basílio, mestre de música de Rosina, hipócrita…  Baixo
Fiorello, criado de Almaviva ……………………………Tenor
Berta, velha criada de D. Bártolo ……………………...Soprano

Um oficial, um alcaide, um tabelião, alvazis, soldados tocadores de instrumentos


Do autor Gioacchino Rossini, … (excertos)

Filho de uma cantora de fracos dotes vocais, Ana Guadarini e de Giuseppe Rossini, trompetista de modestas possibilidades. Os seus pais levaram vida de feirantes, ele a tocar nas orquestras de teatrinhos de província e ela a pisar os palcos no desempenho de segundas-partes, até que o seu pai decidiu empregar-se como pregoeiro e trombeta do município de Pesaro, cidade e porto de mar no Adriático, não longe da microscópica República de São Marino. É nesta altura que nasce Gioacchino Rossini, em Pesaro, 29 de Fevereiro de 1792. Aos 12 anos, já mostra inequívoca vocação para a música. Foi um egresso (alguém que deixou a vida religiosa; ex-frade; aquele que saiu) franciscano que o iniciou nos primeiros segredos da Arte em que viria a pontificar.
Dotado de linda voz de soprano, começou a cantar nas igrejas, e como seu físico fosse esbelto, seus pais entraram de alimentar grandes esperanças de que, após a crise da puberdade, deviesse um tenor de primeira ordem.
A 20 de Março de 1807, com 15 anos, entrou para o Liceu Musical de Bolonha, onde estudou contraponto e completou a educação artística com o celebérrimo Padre Estanislau Mattei (1750-1825).
Não tardou em fazer os primeiros ensaios de composição com êxito. Seu primeiro triunfo alcançou-o com a farsa “La cambiale di matrimónio” cantada em 3 de Novembro de 1810, no Teatro de S. Moisés, de Veneza, Tinha quase 19 anos e com essa idade o seu saber gozava de tal reputação que o escolheram para dirigir a execução de “As Estações”, do grande José Haydn (1732-1809).
Em virtude do espaço de que podemos dispor, renunciamos a dar uma ideia, por pálida que seja, do que foi a gloriosa carreira deste músico insigne a quem ficámos devendo, além de “O Barbeiro de Sevilha”, partituras como “A Italiana em Argel” (1813), Otelo (1816), “A Gata Borralheira” (La Cenerêntola) (1817), “A Pega Ladra” (1817), “Semiramis” (1823) e, especialmente, “Guilherme Tell” (1829), depois da qual não voltou a escrever por se ter convencido que a arte de cantar entrara em decadência irremediável, isto quando o mundo pasmava ouvir as “Marchisios”, a “Albioni”, a “Patti” e o “Mongini” ! E nessa convicção viveu ainda quase 40 anos, até falecer em Ruelle, nos arredores de Paris, a 13 de Novembro de 1868.

Texto extraído e adaptado de:
Colecção "Ópera", Volume 17, Direcção Mário de Sampayo Ribeiro, Editor Manuel B. Calarrão, Lisboa, Dezembro de 1947, Preço 4$00.

DVD indicativo: Na Amazon francesa existem vários com diversos cantores, escolhi este.

Trechos Musicais

Abertura de “O Barbeiro de Sevilha”, Orquestra Filarmónica de Berlim dirigida por Claudio Abbado.


1º. Acto
Ecco, Ridente in Cielo - Alfredo Kraus, Conde de Almaviva (tenor)


Largo al factotum - John Rawnsley, Figaro (barítono)


Una voce poco fa - Cecília Bartoli, Rosina (soprano)


La calumnia é un venticello - John Relyea, D. Basilio, John del Carlo, D. Bartolo, (ambos baixos)


2º. Acto
Di se felice innesto (Final da Ópera) com Rosina, Teresa Berganza; Conde Almaviva: Luigi Alva; Fígaro: Hermann Prey; D. Bártolo: Enzo Dara; D. Basílio: Paolo Montarsolo; Berta: Stefania Malagù; Fiorello: Renato Cesari; Orquestra e Coro do Teatro Scala de Milão; Maestro: Claudio Abbado; Direcção: Jean-Pierre Ponnelle)

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Há miúdos assim... - Interacção Humorística (CLV)

Em 14-03-2012. Obrigado.

Há miúdos assim

Num infantário a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas. Ela faz força, faz força, e ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase. Nisto diz o miúdo:

- As botas estão trocadas!

A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente. Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas. Ao fim de muito tempo e muito esforço, conseguiu calçar:

- Bolas. Estava a ver que não.

- Sabe é que estas botas não são minhas!

A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente.

Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:

- Ok! De quem é que são estas botas, então?

- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!

A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz. Mais uma série de tempo e finalmente consegue. No fim diz-lhe:

- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?

- Dentro das botas!

domingo, 17 de julho de 2016

Inesquecíveis (XIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos) e (http://memoriaglobo.globo.com/ da TV Globo)

Novela:          Roque Santeiro                             
Ano:               1985  
Tema:             De Volta Pro Aconchego  
Intérprete/s:   Elba Ramalho (17-08-1951)                                
Autor/es:        Dominguinhos / Nando Cordel



Novela:          Tieta do Agreste                             
Ano:               1989
Tema:             A Lua e o Mar         
Intérprete/s:   Moraes Moreira (08-07-1947) e Pepeu Gomes (07-02-1952)           
Autor/es:        Pepeu Gomes/ Moraes Moreira/ Fausto Nilo


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Pat Metheny Group - Para quem quiser ouvir (VI)

Estamos sensivelmente a meio da minha abordagem a este grande grupo e às suas excelentes composições.

Vamos hoje começar a escuta, e nas semanas que nos faltam, de algo que vai talvez decidir o irem ficar admiradores (fãs) ou não, do Pat Metheny e do seu grupo. Veremos quem são os resistentes !! J

Alguns dos temas que exibirei até ao fim desta rúbrica, serão mais complicados de ouvir, mas também os mais interessantes. Aqueles que desde que iniciei este blogue e o anterior tenho vindo a dizer e mostrar. Temos de aprender a ouvir o diferente. Fugir à rotina, lembram-se ?

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

SECRET STORY

 “Secret Story” de composição total de Pat Metheny com excepção de uma música. Na actuação inclui a “Pinpeat Orchestra” do “Royal Ballet”, a London “Symphony Orchestra” dirigida por Jeremy Lubbock e o “Choir of the Cambodian Royal Palace”.
Foi gravado no Outono/Inverno de 1992 em New York (Power Station). Músicas escolhidas, a faixa nº. 4 “Finding And Believing” de 10’ 00” e a faixa nº. 11 “Antonia” de 6’ 11”.

Formação (no álbum original as formações foram variáveis consoante as músicas, na primeira música foram:

Pat Metheny (guitarras eléctrica e acústica, e guitarra sintetizada);
Steve Ferrone (bateria);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Willy Lee (baixo eléctrico);
David Blamires (voz, e vários instrumentos);
Mark Ledford (voz); 
Gil Goldstein (acordeão);
Armando Marçal (percussão); e
Nana Vasconcelos (percussão)

… na segunda foram:

Pat Metheny (synclavier acordeão e guitarras, teclas e piano);
Paul Wertico (bateria);
Steve Rodby (baixos acústico);
Nana Vasconcelos (percussão);
Toots Thielemans (harmónica); e
Dan Gottlieb (timbales).

Produção de Pat Metheny, para a David Geffen Company, em 1992.

A versão de “Find And Believing”, é uma das existentes no Youtube. Esta  foi gravada, do espectáculo nos EUA, Brunswick, New Jersey, em 24 de Novembro de 1992. A formação do grupo é: Pat Metheny (guitarras), Torsten DeWinkel (guitarra), Jim Beard & Gil Goldstein (teclas), Steve Rodby (contrabaixo), Paul Wertico (bateria), Armando Marcal (percussão), David Blamires e Mark Ledford (vozes e outros instrumentos).

Finding And Believing

A importância que podem ter duas vozes na sonoridade faz com que este tema seja, perfeitamente, fora do vulgar. O som por elas emitido parece ser o das carpideiras que choram e que gritam por alguém que morreu (procurando e acreditando na pessoa que ali está a ser venerada e que já não se encontra entre os vivos). Se a conseguirem ouvir, na totalidade, garanto-vos, vão querer ouvi-la mais vezes. É uma composição assombrosa, pela força que dela imana.

00:01 – Introdução e tema com vozes de David Blamires e Mark Ledford (01:04), e todo grupo a acompanhar;
03:44 – O tema dá origem (contrabaixo Steve Rodby) a uma mudança radical de som, com uma orquestra de rectaguarda;
06:39 – Novamente uma mudança de som com começo por piano (Jim Beard) ao qual se junta todo o grupo e novamente as vozes Blamires e Ledford;
08:05 – Solo de guitarra de Pat Metheny;
10:28 – As vozes juntam-se para o final.


A versão de “Antonia” é uma das versões existentes no Youtube que foi gravado do DVD do espectáculo no Japão, em 1995, e com uma formação diferente do álbum original, desta composição, onde constam: Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada), Lyle Mays (piano e teclas), Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico), Paul Wertico (bateria), David Blamires (voz, e vários instrumentos), Mark Ledford (voz, e vários instrumentos) e Armando Marçal (percussão).

Antonia

Antonia poderá ser a descrição musical de uma mulher. É evidente demais (será ?), mas imaginem-na, como poderiam imaginar a vossa mãe, mulher ou namorada. Cada nota é a descrição do seu corpo e/ou da sua maneira e ser, da sua vida.

00:01 – Introdução guitarra Pat Metheny;
00:25 – O acordeão de David Blamires acompanhado pela guitarra com Pat Metheny;
01:07 – E surge o tema (acordeão);
01:42 – O tema continua (acordeão) juntando-se os outros elementos do grupo e o assobio de Mark Ledford;
03:14 – Solo de guitarra de Pat Metheny, com todo o grupo;
05:34 - E ressurge o tema (acordeão) até ao final da música;

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Jazz Standards (CLIV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Nice Work If You Can Get It (#158) - Música de George Gershwin e Letra de Ira Gershwin
Multi-talentoso actor, bailarino, vocalista Fred Astaire apresentou, pela primeira vez, esta composição de George Gershwin, no filme 1937, “A Damsel in Distress”. A gravação de Astaire, acompanhada pela orquestra de Ray Noble, o qual tinha um papel no filme, subiu para o primeiro lugar nas tabelas de vendas do ano seguinte:

Shep Fields e a sua “Rippling Rhythm” (1937, Nº. 8)
Teddy Wilson e a sua orquestra (1937, Billie Holiday, vocal, Nº. 20)
Fred Astaire (1938, vocal, Nº. 1)
Maxine Sullivan (1938, vocal, Nº. 10)
Andrew Sisters (1939, vocal, Nº. 12)

“A Damsel in Distress” (Uma Donzela em Perigo), com roteiro de autor e dramaturgo notável e P.G. Wodehouse, foi o oitavo musical de Fred Astaire para RKO e a sua terceira em que não dançou com a sua parceira Ginger Rogers. Além de Astaire, o filme incluiu Joan Fontaine como uma senhora inglesa aristocrata, Alyce Marshmorton, e a dupla marido/mulher, George Burns e Gracie Allen. Previsivelmente, a ausência de Ginger Rogers atingiu o filme muitíssimo, tanto financeiramente como na crítica, uma vez Fontaine, embora nascido na Inglaterra e certa para o papel, foi incapaz de cantar, e sua dança no filme não foi nada de especial. Uma sequência de uma dança entre Astaire e Allen, embora competente e divertida, foi uma desilusão para aqueles que esperavam magia de Ginger Rogers e Fred Astaire.

Billie Holiday (Filadélfia, EUA, 07-04-1915 — New York, EUA, 17-07-1959) – Em 1955.


Frank Sinatra (Hoboken, EUA, 12-12-1915 — Los Angeles, EUA, 14-05-1998) e Peggy Lee (Jamestown, North Dakota, EUA, 26-05-1920 – Bel Air, California, EUA, 21-01-2002) – Em 1962.


Thelonious Monk (Rocky Mount, EUA, 10-10-1917 — Weehawken, New Jersey, EUA, 17-02-1982)


Joe Pass (New Brunswick, New Jersey, EUA, 13-01-1929 – Los Angeles, California, EUA, 23-05-1994) – Do álbum “Ira, George, & Joe”, de 1981, com Joe Pass (guitarra), John Pisano (guitarra), Jim Hughart (contrabaixo) e Shelly Manne (bateria).


Letra

The man who only live for making money
Lives a life that isn't necessarily sunny;
Likewise the man who works for fame --
There's no guarantee that time won't erase his name
The fact is
The only work that really brings enjoyment
Is the kind that is for girl and boy meant.
Fall in love -- you won't regret it.
That's the best work of all -- if you can get it.
Holding hands at midnight
'Neath a starry sky...
Oh that is nice work if you can get it.
And you can get it -- if you try.
Strolling with the one girl
Sighing sigh after sigh...
Oh nice work if you can get it.
And you can get it -- if you try.
Just imagine someone
Waiting at the cottage door.
Where two hearts become one...
Who could ask for anything more?
Loving one who loves you,
And then taking that vow...
Nice work if you can get it,
And if you get it --
Won't you tell me how?
And you can get it -- if you try.
And you can get it -- if you try.
And you can get it -- if you try.
And you can get it -- if you try
Holding hands at midnight
'Neath a starry sky...
Nice work if you can get it
And you can get it -- if you try.
Strolling with the one girl
Sighing sigh after sigh...
Nice work if you can get it
And you can get it -- if you try
Who could ask for anything more?

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

domingo, 3 de julho de 2016

Patchworks of Music Glued (V)

E neste dia 10 de Abril de 2016, vi chegar, no meu sonho, um combóio do longínquo “Farwest”, à estação da Gare do Oriente…

Subi confiante na primeira carruagem, ao lado do vagão da lenha, Vestia à “cowboy”. Chapéu à “Buffalo Bill”, uma camisa preta com um lenço vermelho ao pescoço, umas calças cinzentas, botas pretas acima do joelho, com esporas, um coldre de pistola, uma mala de roupa numa mão e na outra a minha “Winchester”.

“All aboard !!!”… Um silvo agudo de apito, invadiu-me o ouvido…

As primeiras rotações, das rodas da locomotiva, patinaram em cima dos carris. Uma chuva de estrelas de faúlhas. A enorme chaminé começou a fumegar. O monstro de metal punha-se em marcha.

Uma viagem imaginária de regresso a casa…



Foto minha, "batida" no dia 10 de Abril de 2016, na Gare do Oriente, dia do 3º. Encontro de Bloggers, no Monte Aventino, no Porto.

Música, do "Pat Metheny Group", extraída do álbum “Still (Life Talking)” de 7 Jullho 1987, para a etiqueta “Geffen”. A composição “Last Train Home”, composta por Pat Metheny.

A peça "Last Train Home" foi usada num comercial de Natal pela rede de supermercados com sede na Flórida, a “Publix”, focando as famílias que viajam para a Flórida de trem para a quadra natalícia. Metheny até brincou sobre isso quando ele se apresentou em Tampa Bay, referindo-se a ela como "a canção Publix". O programa de rádio NPR "Radio Deluxe with John Pizzarelli" usava a melodia como tema de encerramento. A composição também foi destaque durante o “The Weather Channel” nas previsões locais meteorológicas.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Vencedores Desafio de 29 de Junho

Hoje era o dia de publicar os resultados deste desafio (29-06-2016), onde a Bloguer Manuela Pereira publicou a sua música. Aqui ficam os resultados:


Vencedores foram: Rui Espírito Santo e Janita
Obrigado a todos os que participaram, Rui, Afrodite, Graça, Manuela, Teresa (Ematejoca) e Fê. 
Podem comentar aqui ou no "post" do próprio desafio.