Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

terça-feira, 29 de março de 2016

Pat Metheny Group - Para quem quiser ouvir (III)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

FIRST CIRCLE

“First Circle” obteve um “Grammy” para a “Melhor Actuação de Jazz de Fusão” em 1985.
Foi gravado em Julho/Novembro de 1982. Músicas escolhidas, a faixa nº. 3 “First Circle” de 9’ 16” e a faixa nº. 4 “If I Could” de 7’ 01”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra acústica corda de aço);
Lyle Mays (piano, sintetizador e oberheim);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Paul Wertico (bateria); e
Pedro Aznar (percussão, voz e campainhas).

Produção Pat Metheny para a ECM Records, em 1984.

A versão de “First Circle” foi gravada do DVD do espectáculo no Japão, em 1995 e com uma formação diferente do álbum original, desta composição, onde constam: Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada), Lyle Mays (piano e teclas), Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico), Paul Wertico (bateria), David Blamires (voz, e vários instrumentos), Mark Ledford (voz, e vários instrumentos) e Armando Marçal (percussão).

First Circle

É um “encore” em alguns espectáculos ao vivo do grupo. Esta composição é extraordinária e contagiante.

00:01 – Palmas;
00:26 – Introdução com vozes (Mark Ledford e David Blamires);
01:14 – Introdução com os vários instrumentos, começando pela guitarra de Metheny e pelo piano de Lyle Mays;
02:28 – Tema com o grupo todo;
03:02 – Vozes (Mark Ledford e David Blamires) e no final um crescendo;
04:02 – Voltamos ao tema principal com as vozes (Mark Ledford e David Blamires);
04:40 – Piano (Lyle Mays), na parte final em crescendo;
06:52 – Um viragem completa no som, com a percussão (Armando Marçal) e bateria (Paul Wertico) a dominar;
07:28 – De novo as vozes (Mark Ledford e David Blamires), e voltamos ao tema;
07:53 - Tema em final de música, sempre em crescendo;


If I Could

Mais uma balada do PMG que já trouxe aqui ao “Pacto”, não precisamos de ler comentários acerca dela. É simplesmente ouvi-la.

19 comentários:

  1. Então, vou ficar a ouvir enquanto vagueio um pouco mais pelos blogues. Mais tarde, provavelmente, outro dia que isto não dá para tudo, voltarei para a mixórdia de temáticas. :)

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    1. Luísa ouve que penso que vais gostar. A primeira é uma mistura de sons e vozes diferentes daquilo que todos nós costumamos ouvir na rádio ou na televisão. Fora da rotina, é isso que nós queremos mesmo !!!

      A segunda é uma balada maravilhosa que simboliza perfeitamente o seu título "If I Could". ...Ahh se eu pudesse, se tivesse uma varinha mágica acabava com a guerra no Mundo !

      Obrigado

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  2. OUVI "If I Could".

    A música fora da rotina e as belas imagens deixaram-me absolutamnente tranquila.

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    1. Ainda bem Teresa que ficaste deliciada e tranquila !

      Obrigado

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  3. Gostei do primeiro tema, as palmas tiveram um bom efeito musical.
    Quanto à 2ª, bom, nem imaginas...deixei a música a tocar e fiquei embalada nesta melodia fabulosa

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    1. A balada é qualquer coisa de exuberante. "If I Could" é de uma beleza impressionante !

      Obrigado Manuela

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  4. Today and ever...'If I Could'...

    Maravilha de som!!

    :)

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  5. Será que hoje é o dia do teu aniversário, Ricardo?

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    1. Não sei porque motivo pensaste nisso, mas não é hoje não ! Tive uma ex-colega e Amiga que faria hoje 67 anos se fosse viva.
      Também não sou mentiroso ! :))... hoje é uma virtude ser mentiroso, ou pelo mens parece ser na sociedade em que vivemos ! :((
      Eu faço anos em Novembro, no último dia, do signo Escorpião do Zodíaco, dia 21.

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  6. Se me dissesses assim: "de todos os posts do Pacto escolhe apenas um como favorito"...
    Como em três anos e meio que por aqui ando já tiveste tantos bons momentos e eu não saberia escolher o melhor... escolheria este por nele estarem dois dos meus temas favoritos do PM.

    Engraçado como escolheste "casar" dois temas tão antagónicos nas sensações que transmitem: o "First Circle" é contagiante... um verdadeiro "cavalo de batalha" que não deixa ninguém indiferente, já que o seu ritmo em crescendo nos eleva e enche de energia! Posso estar "macambúzia" ou sem energia... mas ouvir esta música muda-me logo a disposição!
    O "If I Could" é o oposto... relaxa-me e emociona-me! É já uma "velha amiga"!

    Obrigada por este Grande momento musical que nos ofereceste!
    Beijos... porque posso!
    (^^)

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    1. Ambos os temas constam do mesmo álbum e se um prima pela tipo de música, algo latina que dá vontade de pular, o outro é uma das melhores baladas do Pat Metheney.
      Óbvio que o 1º. tema obriga a atenção mais cuidada a ouvir e a degustar !

      Obrigado Afrodite

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  7. Vamos lá procurar pistas nos comentários anteriores e no Google...

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  8. Este comentário era para o primeiro post (ainda estou sob o efeito da ginjinha ao almoço...).

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    1. Gábi,
      hehehe
      E eu nem te digo nem te conto... cheguei a casa com um sono tal que parecia dopada! A Ginginha de Óbidos é das boas!! :))
      (a Manu é especialista!!)

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    2. Pois Gabriela a ginginha de Óbidos é uma maravilha e sobe à cabeça ! Concentra-te mas esquece a ginginha ! :))

      Obrigado Gabriela

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    3. Afrodite a Manuela tem muito orgulho em Óbidos, porque a ginginha é um de cartões de visita dessa bonita vila e ela tem sido embaixatriz dessa mesma bebida, nos dois almoços em que participou!

      Ontem fomos, quem nada levou, presenteados com algumas recordações gustativas deliciosas, o chupa-chupa da Isabel, os fidalguinhos, embaixadores de Braga, teus e da Maria, e a ginginha com a chávena de chocolate da Manuela!

      A Teresa levou uns marcadores de livros lindos !

      Obrigado Afrodite

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.