A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Pat Metheny Group – Para quem quiser ouvir (II)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

TRAVELS

“Travels II” é o segundo CD do duplo álbum “Travels” gravado ao vivo com as actuações em Filadélfia, Dallas, Sacramento e Hartford. Este duplo ganhou mais um “Grammy” para a “Melhor Actuação de Jazz de Fusão” em 1984.
Foi gravado em Julho/Novembro de 1982. Músicas escolhidas, a faixa nº. 3 “Travels” de 5’ 03” e a faixa nº. 5 “San Lorenzo” de 13’ 35”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra, guitarra sintetizada, synclavier guitarra);
Lyle Mays (Piano, sintetizador, harpa-auto, órgão e piano sintetizado);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Dan Gottlieb (bateria); e
Nana Vasconcelos (percussão, voz e berimbau).

Produção de Manfred Eicher, para a ECM Records, em 1983.

Travels

Uma balada lenta do grupo, variantes várias sobre o tema, com a guitarra de Metheny, e também com o grupo. O título é significativo, “Travels”, “Viagens”. A versão aqui publicada tem: Pat Metheny (guitarras eléctrica e acústica); Larry Grenadier (baixo) e Billy Stewart (bateria).


San Lorenzo

Uma música muito mais rica que a balada anterior, com uma introdução com o grupo, um tema explorado com a guitarra de Metheny, dá entrada às teclas de Lyle Mays, de seguida ambos em solo, o tema volta com a guitarra de Pat, continuamos com um solo de piano em crescendo de Mays, nas teclas, a música desce de sonoridade e Lyle continua, finalizamos com o tema e os mesmos acordes com que se começou.

10 comentários:

  1. Entre estes dois temas de P.M., sem dúvida que prefiro o segundo.

    O 'Viagens' é um som demasiado lento, não chegou a empolgar-me! :)

    De qualquer modo foram duas novidades para mim, o que é muito bom e te agradeço, por partilhares connosco os teus conhecimentos musicais, Ricardo!

    Que tenhas um excelente fim-de-semana e obrigada!

    :)

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    1. Janita, boa tarde

      Fico satisfeito que tenhas gostado do segundo tema. Diria que irias gostar mais do primeiro, mas afinal preferiste o segundo. Acho o primeiro mais acessível à maioria dos ouvintes, mas ...

      Obrigado

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  2. Adorei a primeira, aqueles acordes cativaram-me, se pudesse escolher era mesmo essa música que escolhia para viajar :)

    Bom Domingo Ricardo

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    1. É na realidade uma boa música para fazer uma curta viagem. Ou então entrar em modo repetição, da mesmas, e fazer um passeio um pouco mais longo !

      Obrigado Manuela

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  3. Gosto muito das duas... bem diferentes... mas ambas com o selo inconfundível de PM.

    Beijinhos e votos de bom Domingo
    (^^)

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    1. A única pena que tenho é que a versão de "San Lorenzo" que publiquei, não é nenhuma das que tenho em CD. Uma das duas que possuo, é espectacular, e é que oiço com alguma frequência.

      Obrigado Afrodite

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  4. Sempre um prazer, Ricardo.
    Dos tais eternos.
    Aquele abraço, boa semana

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    1. Comungo na totalidade da tua opinião !

      Abraço Pedro

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  5. Curioso que, gostar de um determinado tipo de música, é também resultante de um "treino" e "aprendizagem" !
    Ouvi logo no primeiro dia e sinceramente não me entusiasmou por aí fora !
    Ouvi de novo agora, por mais tempo e mais atenção ao texto e já gostei bastante mais ! ...
    Aprende-se a gostar e também o nosso estado de espírito, em diferentes momentos, poderá estar mais ou menos receptivo a determinados tipos de música !

    Abraço, Ricardo ! :)

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    1. Rui essa tua apreciação é a mais verdadeira possível. O degustar também pode ser um verbo utilizado, mas neste caso para o sentido auditivo. Quanto vezes isso me acontece. Tentar ouvir todos os instrumento, mas um a um, dentro de cada música.

      Obrigado pela tua excelente apreciação !

      Um Abraço

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.