A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Eyes Thru Glass (IX) – Ericeira

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica. Cliquem sobre a primeira foto para poderem vê-las em formato maior.  
No dia 23 de Agosto de 2014, andei pela Ericeira. Uma vila piscatória muito simpática.









sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O Elixir de Amor de Caetano Donizetti


Mais uma célebre Ópera, obrigatória conhecer.

A escolha erudita desta vez recai, sobre a ópera de Caetano Donizetti, “O Elixir de Amor”.

Resumo da história desta Ópera

A acção decorre numa aldeia vasconça, nas cercanias de Baiona.

Este é o caso de Nemorino, um rapaz pobre e tímido, apaixonado por Adina, uma jovem de posição, "coquette", ilustrada e caprichosa, a quem um dia ele ouve ler a história de Tristão e Isolda e do seu filtro mágico. Quando chega à aldeia, Dulcamara, charlatão ambulante que, com os seus modos teatrais, diz ser médico e tudo e a todos vende, Nemorino, o ingénuo, compra-lhe um “elixir de amor” que, afinal, nada mais é do que uma garrafa de bom vinho.
Um tanto toldado dá-se conta de que, subitamente todas as raparigas da aldeia o requisitam, mas desconhece ser apenas por que irá receber a herança de um seu tio que acaba de falecer. Por sua vez Adina, enciumada, e perplexa perante o desplante das novas atitudes do pretendente, agasta-se e diz querer apressar o seu casamento com Belcore, sargento fanfarrão empenachado com quem tem um compromisso. A ideia é vingar-se de Nemorino, mas na verdade Adina está seduzida… e tudo dá grandes voltas, como na vida, onde, por vezes, correm furtivas lágrimas… Belcore parte para a guerra com os seus recrutas desarrimados e até convém, a orquestra suspira e Dulcamara diverte-se, come e bebe. Todos festejam, o enlace.

Personagens de O Elixir de Amor

Adina, rendeira rica e estouvada ………………….. Soprano
Nemorino, lavrador timorato e apaixonado por
            Adina ………………………………………… Tenor
Belcore, sargento da guarnição na aldeia …………Barítono
Dr. Dulcamara, charlatão …………………………….Baixo “Buffo” (1)
Gianetta, aldeã ………………………………………..Soprano

Aldeãos e aldeãs soldados e músicos do regimento

(1) – Baixo “Buffo” é um baixo que assume um papel cómico.

Do autor Caetano Donizetti, … (excertos)

Nascido em Bérgamo a 29 de Novembro de 1797, Caetano Donizetti, pode dizer-se que desde o berço deu mostras inequívocas de forte propensão musical e seu pai, não obstante viver com grandes dificuldades, não quis contrariar-lhe a vocação e matriculou-o no Liceu Musical da sua cidade natal, onde estudou canto com Francisco Salari (1751-1828), piano com António Gonzales (1764-1830) e harmonia e composição, com o célebre compositor bávaro João Simão Mayr (1763-1845). Aos dezanove anos, foi recomendado por este último, a sua ida a Bolonha dar os últimos retoques no estudo do contraponto com o Padre Mattei (1750-1825).
Regressado a Bérgamo, quis dedicar-se à composição teatral, mas o pai, desta feita, não gostou dos seus desígnios, pois, desejoso de aumentar o seu magro orçamento familiar, preferia que ele se consagrasse ao ensino. Na mira de pôr cobro às querelas constantes, Donizetti resolveu assentar praça, seguro de que poderia empregar as horas de lazer na satisfação dos seus desejos. Posto em prática o seu plano, foi colocado em um regimento da guarnição de Veneza e, a 14 de Novembro de 1818, tentou fortuna com a sua primeira ópera, “Henrique de Borgonha”, e foi bem sucedido.
Donizetti produziu uma série de partituras que lhe asseguraram a imortalidade e suscitaram os maiores êxitos em toda a Europa. No número delas se conta com o “melodrama” O Elixir de Amor, composto sobre um libreto do insigne Felix Romani (1788-1865) e representado pela primeira vez, com enorme êxito, em Milão, no Teatro “della Canobbiana” a 12 de Maio de 1832. Em Lisboa, foi a 26 de Outubro de 1840, em benefício do camaroteiro de São Carlos, que se ouviu pela primeira vez esta ópera.
Caetano Donizetti falece em 1848.

Texto extraído e adaptado de:
Colecção "Ópera", Volume 20, Direcção Mário de Sampayo Ribeiro, Editor Manuel B. Calarrão, Lisboa, Março de 1948, Preço 5$00.

DVD indicativo: Em www.amazon.fr a ópera “Elixir de Amor”.

Trechos Musicais
1º. Acto
Quanto é bella, quanta è cara ! (Rolando Villazon – Nemorino, Tenor)


Della crudele isotta (Kathleen Battle - Adina, Soprano)


Come paride vezzoso (Pablo Elvira – Sargento Belcore, Barítono)




2º. Acto
Udite, udite, O rustici ! (Ildebrando D'Arcangelo - Dr.Dulcamara, Baixo “Buffo”) 


4º. Acto
Una furtiva lágrima (Luciano Pavarotti - Nemorino,  Tenor) 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Violino (V) – Groups & Soloists of Jazz


(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Um novo formato na rúbrica “Groups & Soloists of Jazz”. Desta vez escolherei um instrumento e trarei aqui quatro intérpretes (pelo menos) do referido instrumento. Poderão haver mais publicações sobre o mesmo instrumento.       

Didier Lockwood (Calais, França, 31-12-1949 - 20xx)
Over the Rainbow, composição de 1938, música de Harold Arlen e Letra de Yip Harburg Live Jazz “Sous Les Pommiers” em 2015, com o guitarrista Biréli Lagrène.


Jean-Luc Ponty (Avranches, França, 29-09-1942 - 20xx)
Mirage, do álbum “Enigmatic Ocean” de 1977. Aqui no Festival de Jazz de Montreux (Suiça) de 1982. Com Jean-Luc Ponty (violino), Allan Zavod (teclas), Jamie Glaser (guitarra), Rayford Griffin (bateria) e Keith Jones (baixo).


Stéphane Grappelli (Paris, França, 26-01-1908 — Paris, França 01-12-1997)
Blue Moon, composição de 1934, da autoria de, música Richard Rodgers e letra de Lorenz Hart, tocada aqui por Stéphane Grappelli (violino), Martin Taylor (guitarra) e Jon Burr (contrabaixo).


Svend Asmussen (Copenhaga, Dinamarca, 28-02-1916 - 20xx)
It Don't Mean a Thing If It Ain't Got That Swing, do DVD Jazz Clube Montmartre e gravado em Copenhaga (Dinamarca) em 1986, com Svend Asmussen (violino), Niels-Henning Ørsted Pedersen (contrabaixo), Kenny Drew (piano) e Ed Thigpen (bateria).

sábado, 10 de dezembro de 2016

Eyes Thru Glass (VIII) - Sesimbra

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica. Cliquem sobre a primeira foto para poderem vê-las em formato maior. 
No dia 30 de Janeiro de 2010, em Sesimbra, “bati” talvez as melhores e das últimas fotos, que fiz com a minha HP PhotoSmart 850. 
Durante muitos anos, Sesimbra em Setembro, foi o local das minhas férias de Verão. Com os meus pais e no início de cada mês nove, apanhávamos a camioneta do João Maria dos Anjos, para esta maravilhosa praia. A viagem durava mais de uma hora. A primeira vez foi em 1957, no ano em que completei 4 anos.








segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Jazz Standards (CLVIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

I Can't Give You Anything but Love (#162) - Música de Jimmy McHugh e Letra de Dorothy Fields
Esta canção foi cantada por Aida Ward e Willard McLean na comédia musical de Broadway, “Blackbirds” de 1928. O programa apresentou um elenco composto por alguns dos melhores artistas afro-americanos, incluindo Florence Mills, Ethel Waters e Bill "Bojangles" Robinson. “Blackbirds” chegavas às 518 apresentações, e "I Can not Give You Anything But Love" foi o sucesso do espectáculo. A popularidade da melodia pode ser facilmente determinada a partir da informação das tabelas de vendas, especialmente a partir de 1928:

Cliff Edwards (1928, vocal, Nº. 1);
Ben Selvin e sua orquestra (1928, Nº. 2);
Johnny Hamp's Kentucky Serenaders (1928, Hal White, vocal, Nº. 4);
Segar Ellis (1928, vocal, Nº. 19);
Gene Austin (1929, vocal, Nº. 12);
Nat Shilkret Rhyth-Melodists (1929, Nº. 12);
Teddy Wilson e sua orquestra (1936, Billie Holiday, vocal, Nº. 5); e
Rose Murphy (1948, vocal, Nº. 13).

Lady Gaga (Manhattan, New York, EUA, 28-03-1986 - 20xx) e Tony Bennett (Queens, New York, EUA, 03-08-1926 - 20xx) – Video de estúdio


Diana Krall (Nanaimo, Canadá, 16-11-1964 - 20xx) – 15 de Agosto de 1998, no Festival de Jazz de Newport


Ringmasters (Estocolmo, Súecia, 20xx - 20xx) - Jakob Stenberg (tenor), Rasmus Krigström (lead), Emanuel Roll (barítono) e Martin Wahlgren (baixo). Filiados na “Society of Nordic Barbershop Singers”, este grupo sueco, exibe um conjunto vocal muito bom e, obviamente, muito agradrável de ouvir, como o são, estes grupos vocais.


Peggy Lee (Jamestown, North Dakota, EUA, 26-05-1920 – Bel Air, California, EUA, 21-01-2002), Dean Martin (Steubenville, Ohio, EUA, 07-06-1917 – Beverly Hills, California, EUA, 25-12-1995) e John Allan "Jack" Jones (Hollywood, California, EUA, 14-01-1938 - 20xx)


Letra

I can't give you anything but love, baby
That's the only thing I've plenty of, baby
Scheme a while dream a while
We're sure to find
Happiness and I guess
All those things you've always pined for
Gee, I'd like to see you looking swell, baby
Diamond bracelets wool worth doesn't sell, baby
Till that lucky day
You know darned well, baby
I can't give you anything but love

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Eyes Thru Glass (VII) - Trafaria

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica. Cliquem sobre a primeira foto para poderem vê-las em formato maior.

No dia 27 de Abril de 2014 e no dia 18 de Junho de 2016, andei pela Trafaria. Recolhi algumas fotos dessa vila do concelho de Almada. Nessa freguesia existiu uma “leprosaria” em 1695. Elevada a vila em 1985. Hoje prima por alguns restaurantes agradáveis, estou a lembrar-me de um que gosto, particularmente, a “Taberna do Zé da Lídia”. Come-se muito bem, mas é necessário marcar, o restaurante é muito pequeno.

Tenho algum ligação adicional com esta mesma vila, visto que é lá que fazem nos “Bombeiros Voluntários da Trafaria”, os nossos cursos de reciclagem de “Brigadas de 1ª. Intervenção”.












domingo, 27 de novembro de 2016

Pat Metheny Group – Para quem quiser ouvir (X)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

THE WAY UP

PMG termina hoje a minha mostra, espero que não só, vos tenha agradado aquilo que vos coloquei aqui, mas também e muito mais importante, que o vosso ouvido tenha amolecido para outros sons musicais, menos ouvidos. Desconfiem de tudo o que é fácil ouvir e logo de seguida trautear.
Muito mais ficou para ouvir, quem quiser, pode descarregá-lo ou eu posso dar indicações dos álbuns, mas tudo se encontra no sítio do artista Pat Metheny http://www.patmetheny.com.

Não irei parar por aqui com a amostragem da música de Pat Metheny e do seu grupo. Escolhi para já para finalizar, algo mais complexo e difícil de ouvir. Não posso criar o guião como fiz até aqui para as músicas, porque este álbum tem 4 partes, sendo esta a primeira, e considerada a abertura (“Opening”). Mas quem gostou do grupo, vai querer ouvir as outras três partes (Part One, Part Two e Part Three), onde irá encontrar as ligações, o tema, os solos, de toda a música.

“The Way Up” de composição total de Pat Metheny e Lyle Mays.
Foi gravado em 2003/2004 em New York (Right Track Recording Studio). Músicas escolhidas, a faixa nº. 1 “Opening” de 5’ 17” e a faixa nº. 2 “Part One” de 26´27”, aqui um pequeno excerto que começa precisamente aos 04:46.

Formação:

Pat Metheny (guitarra e guitarras acústica e sintetizada);
Lyle Mays (piano e teclas);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Antonio Sanchez (bateria);
Richard Bona (vocal, percussão e vários instrumentos);
Cuong Vu (vocal, trompete e vários instrumentos); e
Gregoire Maret (harmónica).

Produção de Pat Metheny e Co-produção de Steve Rodby e Lyle Mays.

A versão aqui exibida é do DVD ao vivo gravado na Coreia do Sul, em Seoul, no “LG Arts Center”. Aqui na versão do DVD a única diferença da composição do grupo, é a substituição de Richard Bona por Nando Lauria (guitarra, vocais, percussão e instrumentos variados)

Opening” (completo) e “Part One” (incompleta). 11:25 segundos de excelente música.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Deus lhe Pague - Interacção Humorística (CLVIII)

Em 11-04-2012. Obrigado.

Deus lhe Pague

Em São Paulo, um homem sentiu-se mal no meio da rua, caíu e foi levado para a urgência de um hospital particular, pertencente à Universidade Católica, administrado totalmente por Freiras. Lá, verificou-se que teria que ser urgentemente operado ao coração, o que foi feito com total êxito. Quando acordou, a seu lado estava a Freira responsável pela tesouraria do hospital e que lhe disse prontamente:
 - Caro Senhor, sua operação foi bem sucedida e o Senhor está salvo. Entretanto, há um assunto que precisa de sua urgente atenção. Como o  senhor pretende pagar a conta do hospital ?
 E a cobrança começou...
 - O Senhor tem seguro de saúde?
 - Não, Irmã.
 - Tem cartão de crédito?
 - Não, Irmã.
 - Pode pagar em dinheiro?
 - Não tenho dinheiro, Irmã.
 E a freira começou a ter suores frios, antevendo a tragédia de perder o recebimento da conta hospitalar ! Continuou com o interrogatório;
 - Em cheque então, o senhor pode pagar ?
 - Também não, Irmã.
 Nessa altura, a freira já estava a beira de um ataque. E continuou...
 - Bem, o senhor tem algum parente que possa pagar a conta?
 - Ah.... Irmã, eu tenho somente uma irmã solteirona, que é freira, mas não tem um tostão.
 A Freira, corrigindo-o:
 - Desculpe que lhe corrija, mas as freiras não são solteironas, como o senhor disse, elas são casadas com Deus !!!_
 - Magnífico! Então, por favor, mande a conta pro meu cunhado! 

Assim nasceu a expressão: "Deus lhe Pague!!!".

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Snarky Puppy – Groups & Soloists of Jazz (XXXI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Snarky Puppy (Brooklyn, New York, EUA, 2004 – 20xx)“Snarky Puppy” é um conjunto instrumental, sediado em Brooklyn, Nova York. Liderado pelo baixista, compositor e produtor Michael League. Cruzando vários géneros musicais, Michael descreve os “Snarky Puppy” como "uma banda de “Pop” que improvisa muito, sem vocais".

A banda foi formada em Denton, no Texas, em 2004, e consiste num grupo mutável de quase 40 músicos, conhecida como "The Fam", que executa em uma variedade de instrumentos, incluindo guitarra, piano, teclado, sintetizador, percussão e cordas. Muitos dos actuais e antigos membros da banda já foram estudantes na Universidade do Norte do Texas. O grupo em digressão costuma ser formado por: Michael League (baixo), Robert “Sput” Searight (bateria), Nate Werth (percurssão), Larnell Lewis (bateria), Shaun Martin (teclas), Cory Henry (teclas), Justin Stanton (trompete e teclas), Bill Laurance (teclas), Bob Lanzetti (guitarra), Chris McQueen (guitarra), Mark Lettieri (guitarra) , Mike “Maz” Maher (trompete e “flugelhorn”) e Chris Bullock (saxofone tenor, clarinete e flauta). Apresentaram-se com Erykah Badu, Marcus Miller, Justin Timberlake, Kirk Franklin, Ari Hoenig, Roy Hargrove e Snoop Dogg.

“Snarky Puppy” lançou o seu álbum de estreia, “The Only Constant”, em 2006. Os seus três primeiros álbuns foram lançados pela “Sitmom Records”. Desde o seu quarto álbum, “Tell Your Friends”, de 2010, a banda assinou para a “Ropeadope Records”.

O álbum “We Like It Here” foi realizado e gravado ao vivo em Outubro de 2013 no composto artístico “Kytopia” em Utrecht, Holanda. Foi lançado em Fevereiro de 2014, estreando no primeiro lugar do iTunes Jazz Charts.

Em 26 de Janeiro de 2014, “Snarky Puppy”, juntamente com Lalah Hathaway, ganhou um “Grammy” na categoria “Melhor Actuação R&B”, pela sua interpretação na canção "Something" de Brenda Russell, do “Family Dinner - Volume 1”.

Em 25 de Outubro de 2014 a banda assinou para “Impulse! Records. Em 26 de Maio de 2015, lançaram o álbum “Sylva”, uma colaboração com a “Dutch Metropole Orchestra”. Vários primeiros lugares em tabelas de vendas da Billboard, incluindo #1 na “Heatseekers Chart”, #1 “Top Jazz Current Album” e #1 “Contemporary Jazz Album”. Em 15 de Fevereiro de 2016 o álbum fez com que banda ganhasse o seu segundo “Grammy”, desta vez para a categoria de “Best Contemporary Instrumental Album (smooth jazz)”.

Thing Of Gold, Gravado (livre de mistura de estúdio) e filmado em 16 de Dezembro de 2011, no "Shapeshifter Lab" em Brooklyn, New York, para a editora "GroundUP Music". Álbum: Ground UP".

00:00 - Tema e exploração do tema (Moog sintetizador e resto da banda);
03:00 - Improvisação de Trompete;
03:44 - Variações sobre o tema (Moog sintetizador e resto da banda) e improvisação do moog sintetizador, o tema em fundo pelo grupo até ao fim;


Lingus, Gravado e filmado (livre de mistura de estúdio) em 16 de Dezembro de 2011, no "Shapeshifter Lab" em Brooklyn, New York, para a editora "GroundUP Music". Álbum "We Like It Here"

00:00 - Tema e exploração do mesmo pelo grupo e no final pequeno solo viola, repetição;
03:06 - Vão começar as improvisações (de todo o grupo instrumentos de sopro falando entre si e respondendo uns aos outros;
03:59 - O tema de novo com o grupo;
04:20 - Teclados; teclado e bateria; melodias complexas (jazz fusão)… (não desistam de ouvir até ao fim);
08:18 – De novo tema grupo e “moog sintetizador”; vai terminar em crescendo, detas vez sem voltar ao tema.


Tio Macaco, Gravado e filmado (livre de mistura de estúdio) em 16 de Dezembro de 2011, no "Shapeshifter Lab" em Brooklyn, New York, para a editora "GroundUP Music". Álbum "We Like It Here"

Aqui sem indicações, ouçam o ritmo do início da música e depois vamos entrar algum minimal repetitivo e de melodias complexas (jazz fusão) durante algum tempo. Tentem habituar-se às sonoridades e vão tentando escutar os vários instrumentos que vão fazendo solos seguidos. O tema nunca deixa de estar presente. A música tem uma excelente componente rítmica quase no final, umas marimbas, uma bateria e um tambor, endiabrados.


Shofukan, Gravado e filmado (livre de mistura de estúdio) em 16 de Dezembro de 2011, no "Shapeshifter Lab" em Brooklyn, New York, para a editora "GroundUP Music". Álbum "We Like It Here"

Este sem ajuda com a indicação em que minutos:segundos ocorre esta variação, e para os resistentes ! Não fujam, ouçam até ao fim. Amoleçam o vosso ouvido !... mas eu não estou a ver-vos, podem desligar :) !


No fim desta publicação sobre os "Snarky Puppy" quero agradecer à Afrodite porque trouxe para partilhar, os "Snarky Puppy" pela primeira vez ao convívio do nosso grupo, no seu blogue musical “Smooth Latitude”, com o tema "Skate U". Alguém atenta a novos estilos de música... às vezes é preciso coragem !!!

sábado, 19 de novembro de 2016

Inesquecíveis (XVI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos) e (http://memoriaglobo.globo.com/ da TV Globo)

Novela:          O Casarão                           
Ano:               1976
Tema:             Latin Lover   
Intérprete/s:   João Bosco (13-07-1946)                         
Autor/es:        João Bosco / Aldir Blanc


Novela:          Roque Santeiro                             
Ano:               1985  
Tema:             Mistérios da Meia-Noite    
Intérprete/s:   Zé Ramalho (03-10-1949)                       
Autor/es:        Zé Ramalho


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Eyes Thru Glass (VI) – entre as praias da Torre e Carcavelos

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.
Cliquem sobre a primeira foto para poderem vê-las em formato maior.

No dia 24 de Junho de 2014, fiz umas quantas imagens entre as praias da Torre e Carcavelos.







segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Humor – Canção de Lisboa – Fado com Vasco Santana

Humor – Canção de Lisboa – Fado com Vasco Santana


Humor – A Menina da Rádio – O Rádio com António Silva

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

La Traviata de Giuseppe Verdi


Mais uma célebre Ópera, obrigatória conhecer.

A escolha erudita desta vez recai sobre a ópera de Giuseppe Verdi, “La Traviata”.

Resumo da história desta Ópera

A acção decorre em Paris e nos seus arrabaldes, O primeiro acto decorre em Agosto, o segundo e terceiro em Janeiro e quarto em Fevereiro.

1º. Acto

Há festa em casa de Violeta Valéry, prometida ao Barão de Douphol. Violeta é apresentada pelo amigo, do Barão, Gastão Letorières ao seu amigo Alfredo Germont. Gastão diz que ele (Alfredo) já a conhecia há algum tempo e a amava em segredo. Alfredo faz então um brinde a Violeta e declara-se a ela. Violeta diz que sendo um mulher mundana, não sabe amar e que somente lhe pode oferecer amizade. Ele que procure outra mulher. No entanto, oferece-lhe uma camélia e diz-lhe para voltar no dia seguinte.
A festa acaba e Violeta pensa nas palavras que Alfredo lhe dirigiu na declaração de amor.

2º. Acto

Violeta e Alfredo começam um relacionamento amoroso e vão morar numa casa de campo, nos arredores de Paris. A criada de Violeta, Aninhas, conta a Alfredo as dificuldades financeiras porque Violeta passa, indo constantemente a Paris vender os seus bens. Jorge Germont, pai de Alfredo, visita Violeta e pede-lhe para abandonar Alfredo para sempre. Jorge conta-lhe sobre a sua família e especialmente da sua filha, na Provença, e crê que se Alfredo continuar envolvido com Violeta, isso irá prejudicar a sua reputação. Violeta acede ao pedido do pai de Alfredo e escreve uma carta a Alfredo. Parte para uma festa em casa de sua amiga Flora Bervoix. Alfredo ao ler a carta de Violeta pensa que o esta o vai trair e dirige-se de imediato a casa de Flora.

3º. Acto
A festa inicia-se com um grupo de mascarados que animam os convidados. Violeta chega acompanhado do Barão Douphol. Alfredo surge logo em seguida. Alfredo começa a jogar com o Barão e ganha. Quando o jantar é servido ela e Alfredo ficam sós no salão, e Alfredo força-a a confessar a verdade. Violeta mente dizendo que ama o Barão. Furioso, Alfredo chama todos os convidados para o salão, atira com todo o dinheiro ganho no jogo, na cara dela e desafia Douphol para um duelo. Violeta desmaia.
4º. Acto

Violeta adoece e está sem dinheiro nenhum. A tuberculose atinge-a e recebe cartas de vários amigos, entre elas, uma que lhe chama a atenção. É do pai de Alfredo, Jorge Germont, arrependido por a obrigado a ficar contra Alfredo.
Pai e filho visitam a doente. Violeta, Alfredo e Jorge reconciliam-se os três e começam a fazer planos. A doença de Violeta não vai deixá-la viva e após entregar um retrato seu a Alfredo, morre.

Personagens de La Traviata

Violeta Valéry ……………………………………Soprano
Flora Bervoix …………………………………….Meio-Soprano
Aninhas …………………………………………..Soprano
Alfredo Germont ………………………………...Tenor
Jorge Germont, seu pai ………………………    Barítono
Visconde Gastão de Letorieres…………….      Tenor
Barão de Douphol ………………………………. Barítono
Marquês de Obigny …………………………….. Baixo
Dr. Grenvil ………………………………………..Baixo
José, criado de Violeta ………………………....Tenor
Criado de Flora ………………………………….Baixo
Moço de recados ………………………………..Baixo

Amigos e criados de Flora e Violeta, mascarados ou não.

Do autor Giuseppe Verdi, … (excertos)

Nascido a 10 de Outubro de 1813, na aldeia de Roncole (Busseto / Parma), desde muito começou a demonstrar uma inequívoca propensão musical. Em criança, Verdi ficava boquiaberto a ouvir os músicos ambulantes e os cegos tocadores de sanfona (instrumento musical de corda friccionada), que vagueavam por estas zonas. Filho de família pobre, para a qual o dinheiro chegava à rasa para o seu sustento, valeu-lhe um músico retirado, chamado Biastrocchi que fazia de organista na freguesia que o iniciou na arte da música. Por essa altura, morreu nas redondezas um certo sacerdote em cujo espólio, figurava velha espineta (espécie de cravo, instrumento com teclado, idêntico ao cravo e ao piano), meio desmantelada, que o pai de Verdi comprou por dez reis de mel coado e que um tal Estêvão Cavaletti - primeiro admirador de Verdi – consertou de graça, em 1821, dando-se, unicamente, por satisfeito “com a boa disposição que o pequeno mostrava para aprender a tocar o instrumentos”. Três anos depois, Verdi já substituía o professor Biastrocchi, a tocar no órgão da igreja. Seu pai, no entanto, decidiu mandar José (Giuseppe) Verdi para a escola, em Busseto. A partir dessa data, todos os Domingos e dias santos, chovesse ou fizesse Sol de rachar, José palmilhava duas vezes o caminho para ir tocar o órgão da velha igreja paroquial de Roncole, sua terra natal.
Durante trinta anos rara foi a temporada em que o Teatro Nacional de São Carlos, não voltou a ouvir “La Traviata”. Depois começou a ser dada com intermitências cada vez maiores, ao passo que devinha (1)  de obrigação no cartaz do Coliseu dos Recreios.
A 14 de Fevereiro de 1901 prestou-se em São Carlos um preito (2) de homenagem a Verdi que falecera com mais de 87 anos, em Milão, a 27 de Janeiro anterior. Representou-se “La Traviata” e o terceto final de “Os Lombardos” completou o espectáculo.

(1) devinha (devir) - do Lat.  Devenire; v. int., dar-se, suceder, acontecer; vir a ser, tornar-se; transformar-se; s. m., o futuro, o porvir


Texto extraído e adaptado de:
Colecção "Ópera", Volume 18, Direcção Mário de Sampayo Ribeiro, Editor Manuel B. Calarrão, Lisboa, Janeiro de 1948, Preço 4$00.

DVD indicativo: Carlo Rizzi, Anna Netrebko, Rolando Villazon, Paul Gay, Orquestra Filarmónica de Viena, editado pela Deutsche Grammophone (foto início do artigo).

Trechos Musicais

1º. Acto

Libiamo ne' lieti calici com Angela Gheorghiu, Violeta (soprano), Andrea Bocelli, Alfredo Germont (tenor)


É strano - Anna Netrebko , Violeta (soprano)


2º. Acto

Pura siccome na Angelo - Edita Gruberová, Violeta (soprano) e Giorgio Zancanaro (barítono)


3º. Acto

Ogni suo aver (Ao vivo, em 9 de Março de 2008. No Teatro Dante em Campi Bisenzio, Florença, Itália, com Simonida Miletic – Violeta Valery ; Tiziano Barbafiera - Alfredo Germont; direcção maestro Alan Freiles; Orquestra Nuova Europa)


4º. Acto

Prendi… quet’é l’immagine - Final morte de Violeta; Anna Netrebko – Violeta Valery (soprano)