A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Jazz Standards (CXXXI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Days of Wine and Roses (#135) - Música de Henry N. Mancini e Letra de Johnny Mercer
Ambos compositor e letrista alegaram que a sua canção vencedora do “Oscar” foi de rápida inspiração para eles. O título do filme determinou a melodia, e como Mancini disse na sua autobiografia, Será que eles mencionavam a música ? "A música surgiu do nada e ali estava...” Johnny Mercer, também, diz que ele "não conseguia obter as palavras rápido o suficiente."
Andy Williams cantou "The Days of Wine and Roses" na banda sonora do filme e ganhou um disco de ouro para a “Columbia Records”. A sua versão esteve nas tabelas de vendas por 12 semanas, chegando ao lugar 26, à frente da versão instrumental de Henry Mancini que subiu somente ao lugar 33. A canção também recebeu um Grammy de “Canção do Ano”, e Mancini recebeu Grammies de “Gravação do Ano” e “Melhor Orquestração”. O Oscar para a “Melhor Canção” foi o segundo atribuído à dupla Henry Mancini e Johnny Mercer letrista. Eles tinham vencido em 1961, o mesmo Oscar, com a composição "Moon River" do filme “Breakfast at Tiffany”.

Frank Sinatra (Hoboken, EUA, 12-12-1915 — Los Angeles, EUA, 14-05-1998) – orquestração de Nelson Riddle


Bill Evans (Plainfield, EUA, 16-08-1929 — New York, EUA, 15-09-1980) –gravado entre 31-08 e 07-09 de 1980 em São Francisco, no Jazz Club Keystone Korner. Com Bill Evans (piano), Mark Johnson (contrabaixo) e Joe Labarbera (bateria).


Andy Williams (Wall Lake, Iowa, EUA, 03-12-1927 - Branson, Missouri, EUA, 25-09-2012)


Wes Montgomery (Indianapolis, Indiana, EUA, 06-03-1923 - Indianapolis, Indiana, EUA, 15-06-1968) – no “Plaza Sound Studios”, New York City, 22 de Abril de 1963, com Mel Rhyne (orgão), Wes Montgomery (guitarra) e Jimmy Cobb (bateria)


Letra

The days of wine and roses laugh and run away like a child at play
Through a meadow land toward a closing door
A door marked "nevermore" that wasn't there before
The lonely night discloses just a passing breeze filled with memories
Of the golden smile that introduced me to
The days of wine and roses and you
(The lonely night discloses) just a passing breeze filled with memories
Of the golden smile that introduced me to
The days of wine and roses and you-oo-oo

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Prémio Valmor, Ano de 1939, Av. Columbano Bordalo Pinheiro, 52-54

No ano de 1939 foi premiada uma moradia na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, 52, um projecto dos arquitectos Carlos (1887-1971) e Guilherme Rebelo de Andrade (1891-1969) para Bernardo Nunes da Maia. Construção sóbria e algo pesada, com decoração de inspiração tradicional, é um dos primeiros trabalhos no qual os irmãos Rebelo de Andrade ensaiam o estilo “D. João V”, presente em muitos edifícios por eles projectados depois.

Em plena Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, sensivelmente a meio (junto a uma paragem de autocarro), e encontra-se do lado direito quem vai da Praça de Espanha, em direcção a Sete Rios. Encontra-se actualmente para venda, após ter tido como inquilinos a empresa MSF (Moniz da Maia, Serra e Fortunato, Empreiteiros SA).

Arquitecto Carlos Rebelo de Andrade  (1887-1971):

“Natural de Lisboa, era diplomado com o curso de Arquitectura Civil da Escola de Belas Artes, durante o qual, logo no primeiro ano, foi distinguido com duas medalhas de prata.
Ligado a seu irmão Guilherme, participou em quase todos os concursos para monumentos e edificações públicas que no seu tempo se realizaram entre nós. Projectou e dirigiu com o Arq.º Alfredo de Assunção Santos, as obras do Pavilhão de Honra da Exposição Internacional do Rio de Janeiro, em 1922, pelo qual granjeariam com a medalha de prata da S.N.B.A. e um prémio de mérito artístico, a Medalha de Ouro da Secção de Arquitectura e ainda os trabalhos do Pavilhão de Portugal na Exposição Ibero-Americana de Sevilha, em 1929.
...
Fez parte dos corpos directivos da Sociedade (depois Sindicato) dos Arquitectos Portugueses.
Autor de várias edificações particulares, foi do seu risco também a Fonte Monumental, na Alameda D. Afonso Henriques.
Obteve com seu irmão, o Prémio Valmor de 1939, pela construção da moradia situada na Av. Columbano Bordalo Pinheiro, N.ºs 52-54.“.

...  e Arquitecto Guilherme Rebelo de Andrade (1891-1969):

“Natural da Ericeira, frequentou o Instiututo Industrial de Lisboa e tinha o Curso Complementar do Comércio, tirado no Liceu Passos Manuel, preparatórios que apresentou para ingressar na Escola de Belas-Artes, onde finalizaria o Curso de Arquitectura Civil, em 1913.
Em 1915 alcançou uma Menção Honrosa no concurso para o Monumento a Camões, em Paris,
...
Dirigiu o restauro e remodelação dos Palácios de Queluz e Belém e as ampliações do Museu Nacional de Arte Antiga. Deveram-se ainda aos «irmãos Andrade» os arranjos do extinto Café Chiado (Revista «Arquitectura», Abril de 1927) e da Casa Quintão, na Rua Ivens, bem como os projectos da Escola Naval do Alfeite.
...
Obteve com seu irmão, o Prémio Valmor de 1939 pela construção da moradia, na Av. Columbano Bordalo Pinheiro, N.ºs 52-54.”.

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM
Outros acontecimentos nesta década:

Anos 30 – Construção da Alameda Afonso Henriques e Bairro Azul;
1930 – Cinema Eden, do arquitecto Cassiano Branco;
1934 – Casa da Moeda, de Jorge Segurado;
1934 - Hotel Vitória, de Cassiano Branco;
1934 - Elaboração de novo projecto para a criação do Parque Florestal de Monsanto;
1935 – Lisboa estende-se já até Algés, Poço do Bispo, Ajuda, Campolide, Benfica, Carnide, Lumiar e Areeiro.
1937 – Projectos dos bairros de habitação económica da Ajuda da autoria de Paulino Montês;
1937 - Café Portugal, de Cristino da Silva;
1938/40 – Cinema Cinearte, de Rodrigues Lima;
1938/43 – Praça do Areeiro, do arquitecto Luís Cristino da Silva;
1938/43 - Plano “De Gröer”;
1939/45 – Segunda Guerra Mundial.

A seguir à imagem do Google MAP, e da segunda à oitava fotografia são referentes a 2008, daí em diante são de 2013.


Próxima publicação dia 14-02-2015 com o Prémio Valmor de 1940, na Avenida da Liberdade, 266, arquitectada por Porfírio Pardal Monteiro. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os Festivais das Canções (1996)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Esta longa retrospectiva sobre o Euro Festival da Canção e o Festival da Canção RTP, terminará com a publicação do ano 2000.

Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube, os três primeiros lugares de cada um deles.

Euro Festival 1996, em 18 de Maio, Oslo (Noruega).

1º. Eimear Quinn (18-12-1972) - The Voice


2º. Elisabeth Andreassen (28-3-1958) - I Evighet


3º. One More Time (1991 – 1997) - Den Vilda


Festival RTP da Canção de 1996, em 7 de Março, no Teatro Politeama (Lisboa).

1º. Lúcia Moniz (09-09-1976) – O Meu Coração Não Tem Cor


2º. Patrícia Antunes (??-??-19??) – Canto em Português


3º. SomSeis (19?? – ????) – A Canção da Paz

Descansa em Paz e Obrigado Demis ! ...

Quem não experimentou dançar Demis Roussos (15-06-1946 – 25-01-2018), ou mesmo Aphrodite’s Child (1967 – 1972). Lembro-me bem, desses tempos das “festas de garagens”, embora tenham passado muitos anos !
Talvez esta seja a sua música de maior impacto, cantada a solo.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Em 02-09-2011. Obrigado.

Tobé vendedor na “Feira do Relógio”

O Tobé é um vendedor de colchões e roupa interior na Feira do Relógio.

Um dia ele chega a casa e diz à mulher:

- Tens de começar a ir trabalhar, amor. Olha para mim, hoje vendi 3 colchões e 20 cuecas e ganhei 600 euros.

Ela responde:

- Olha Tobé, eu sem sair de casa, só com um colchão e sem cuecas fiz 800 euros.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Rão Kyao – Groups & Soloists of Jazz (XXI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Rão Kyao (Lisboa, 23-08-1947 – 20xx) – É o nome artístico de João Maria Centeno Gorjão Ramos Jorge, OIH (Ordem Infante D. Henrique). É um músico e compositor português, famoso como intérprete de flauta de bambu e de saxofone.
É o segundo de três filhos de José Duarte Ramos Ortigão Jorge e de sua primeira mulher Maria Carlota Centeno Gorjão Henriques.
Foi aluno do Colégio Militar, em Lisboa.
Estreou-se ao vivo como intérprete de saxofone tenor, aos 19 anos de idade, tendo sido nessa fase inspirado pelo jazz. Para além de tocar em numerosos clubes lisboetas, tocou também no estrangeiro, em países como Dinamarca, Espanha, França e Países Baixos. Fixou-se em França.
No fim da década de 1970 partiu para a Índia, tentando redescobrir o elo perdido entre a música portuguesa e a música do oriente. Durante esse período, estudou música indiana e flauta “bansuri”. Dessa experiência, resultaram o álbum Goa (1979), e novas sonoridades no seu trabalho.
Participou no álbum "Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos" da Banda do Casaco.
Em 1978 foi conselheiro do III Governo Constitucional, mas saiu ao fim de alguns meses.
Em 1983, lançou o álbum “Fado Bailado”, que viria a ser o primeiro álbum português a chegar a disco de platina. Nesse trabalho, interpretou ao saxofone diversas obras de Amália Rodrigues, com a colaboração do mestre da guitarra portuguesa António Chaínho.
No ano seguinte, lançou o álbum “Estrada da Luz”, que viria a torná-lo famoso a nível nacional pelas suas interpretações com flauta de bambu.
No ano de 1996, regressou ao fado, gravando o álbum ao vivo “Viva o Fado”.
Em 1999, compôs o hino oficial da cerimónia da transferência de soberania de Macau, tendo nesse âmbito gravado o álbum “Junção”, com a orquestra chinesa de Macau. O tema Macau viria a regressar à sua obra em 2008, no álbum “Porto Interior”, gravado em parceria com a intérprete chinesa Yanan.
A 8 de Junho de 2007 foi feito Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Em 2012, aceitou interpretar, e gravar, um álbum de "Melodias Franciscanas", em que empresta toda a sonoridade das suas flautas a melodias dos Franciscanos de Portugal (OFM), nomeadamente a composições de Mário Silva, Boaventura e Saldanha Júnior. Na gravação, feita na igreja de Santa Teresa de Jesus (Lisboa), foi acompanhado ao órgão por Renato Silva Júnior.

Depois de um Sonho, do álbum “Coisas Que a Gente Sente” de 2012.


Fado Bailado, do álbum “Fado Bailado” de 1983. Arranjo e saxofone de Rão Kyao, guitarra de António Chaínho e viola de José Maria Nóbrega.


Na Planície, do álbum “Coisas Que a Gente Sente” de 2012.


Terraço, do álbum “Live at Cascais” de 1980.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Vencedores 3º. Desafio Musical

3º. Desafio Musical (III)

Vencedores na totalidade:
Afrodite, Rui Espírito Santo, Maria Eu, Luísa e Pedro Coimbra.

Vencedores na parcialidade:
António Gomes

Vocal


Intérpretes: Paulo de Carvalho
Composição: Cab’Verde na Estrela
Álbum: Volume 1
Ano: 1978

Em 1978 grava o álbum Volume I que inclui canções como "Nini dos Meus Quinze Anos", "Gostava de Vos Ver Aqui" e "Cab'Verde na Estrela". O disco conta com arranjos de Pedro Osório e colaboração de Fernando Assis Pacheco.


Letra

Vai p'ro Jardim da Estrela
É Domingo é dia dela
Quem lhe dera vê-la já

Vai de flor na lapela
Flor mais bela do que ela
Ele jura que não há

Chega cedo e fica à espera
E quem espera desespera
Conta o tempo que ainda falta
Entretém-se a ver a malta

Ai já cheira a canela
Na calçada lá vem ela
Mais bela não há

Há no céu tanta estrela
Mas um brilho como o dela
Faz arder seu coração

Quer pegar na mão dela
E os seus olhos de gazela
Têm brasas de carvão

Curiosa passa gente
Não adivinha o q'ele sente
Sente que a vida é um jeito
De abraçar o sol ao peito

Ai como custa vê-la
Com receio de perdê-la
Entre os dedos da mão

Diz um adeus p'ra ela
É um adeus de barco à vela
Correndo as ondas do mar

Fica o retrato dela
Perfumado na lapela
Flor que nunca vai murchar

Cabo Verde é uma lembrança
Quase uma tristeza mansa
Diz que aqui a vida é boa
Ou enganos de Lisboa

Ai se não fora ela
Com o seu cheiro de canela
Não podia aguentar.

domingo, 18 de janeiro de 2015

3º. Desafio Musical (II)

Começamos hoje, dia 18-01-2015, com reedição a 21-01-2015 às 20:00. Têm três dias completos e desta vez, uma única composição para descobrir.

Comentário NÃO moderados. Dêem “dicas”, não dêem as soluções.

Respostas para o meu endereço de “mail” ricardosantos1953@gmail.com.

Perguntas:

Quem canta/toca ?
De que música se trata ?
Quem compôs ?
Nome do álbum original ?
E em que ano foi lançado ?

Vocal I

 

sábado, 17 de janeiro de 2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Jazz Standards (CXXX)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Dinah (#134) - Música de Harry Akst e Letra de Sam M. Lewis e Joseph Young
Eddie Cantor fez parte do elenco do musical “Kids Boots” de Florenz Ziegfeld, que estreou na Broadway a 31 de Dezembro de 1923 e durou em cena até 21 de Fevereiro de 1925. A música para o musical foi escrita por Harry Tierney e Joe McCarthy. No entanto, durante a exibição do espetáculo, a canção "Dinah", de Sam M. Lewis, Joe Young e Harry Akst, foi acrescentada ao final e cantada por Eddie Cantor, tornando-se o sucesso do mesmo. No entanto, foi a vocalista Ethel Waters, a responsável por popularizar a composição. É-lhe muitas vezes creditada a primeira audição de “Dinah”, visto que ela a interpretou num espectáculo, “Plantation Revue”, num clube nocturno em 1925. No ano seguinte, a melodia subiu como uma flecha, após a sua gravação, e alcançou o segundo lugar nas tabelas:

Ethel Waters (1926, vocal, Nº. 2)
The Revelers (1926, Nº. 4)
Cliff Edwards (1926, vocal, Nº. 5)
Fletcher Henderson (1926, Nº. 13)
Ted Lewis e Orquestra (1930, Nº. 13)
Bing Crosby e os “Mills Brothers” (1932, vocal, Nº. 1)
“Boswell Sisters” (1935, vocal, Nº. 3)
Fats Waller e “His Rhythm” (1936, vocal, Nº. 7)
Sam Donohue e Orquestra (1946, Nº. 9)
...

Django Reinhardt (Liberchies, Pont-à-Celles, Bélgica, 23-01-1910 - Fontainebleau, França, 16-05-1953)


Lionel Hampton (Louisville, Kentucky, EUA, 20-04-1908 - New York City, New York, EUA, 31-08-2002) e Orquestra


Boswell Sisters (1925 – 1936)


Ethel Waters (Chester, Pennsylvania, EUA, 31-10-1896 - Chatsworth, California, EUA, 01-09-1977)


Letra

Dinah
Is there anyone finer
In the state of Carolina?
If there is and you know her
Show her to me.
Dinah
Got those Dixie eyes blazin'
How I love to sit and gazin'
To the eyes of Dinah Lee.
Every night why do I
Shake with fright?
Cause my Dinah might
Change her mind about me.
Oh, Dinah
Should you wander to China
I would hop an ocean liner
Just to be with Dinah Lee.
Every night why do I
Shake with fright?
Cause my Dinah might
Change her mind about me.
The name of this song is Dinah.
Said it.
The name of this song is Dinah.
Snag it.
The name of this song is Dinah.
Ah, Tell it.
The name of this song is Dinah.
Oh, Dinah
Should you wander to China,
The state of Carolina
Listen, and you know her
I would like to have you show her to me.
Dinah
Got those Dixie eyes blazin'
How I love to sit and gazin'
To the eyes of Dinah Lee.
Oh, Dinah
Should you wander to China
I would get me an ocean liner
Just to be with Dinah Lee.

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Prémio Valmor, Ano de 1938, Igreja Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Após 6 anos sem atribuir nenhum prémio, no ano de 1938 é premiado o primeiro edifício não habitacional, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, situada no cruzamento das avenidas Avenida Marquês de Tomar e Avenida de Berna, um projecto do arquitecto Porfírio Pardal Monteiro para a Arquiconfraria do Santíssimo Sacramento de São Julião.
Única igreja modernista de Lisboa e um dos mais interessantes edifícios deste tipo, causou polémica quando inaugurada. Valeu a intervenção do Cardeal Patriarca de Lisboa, que veio a público defendê-la chamando-lhe “igreja moderna bela”.
Construída em betão armado e com uma nave central com arcos ogivais, conta com a participação de vários artistas plásticos, entre os quais Almada Negreiros (vitrais), Francisco Franco (escultura do Apostolado na fachada) e Leopoldo de Almeida (imagens de Nª Sra. de Fátima e de São João Baptista).

É uma área grande situada com entrada principal na Avenida Marquês de Tomar, mas também com parte da outra lateral para a Avenida de Berna

Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957):

“Natural de Montelavar (Sintra), e então também musando o nome de Porfírio Pedro Monteiro, tinha 17 anos quando frequentava o primeiro ano do Curso da Arquitectura Civil da Escola de Belas-Artes, concluindo-o em 1918. Tirocinou com Ventura Terra, do qual foi discípulo estimado. O período dos anos 20 a 40 é de grande produção de «atelier» e se corresponde, por um lado, ao dos seus Prémios Valmor, também terá o Instituto Superior Técnico (1927), a Estação do Cais do Sodré (1928), o Instituto Nacional de Estatística (1931-35). Quando da inauguração da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, a revista “Arquitectos”, do Sindicato Nacional dos Arquitectos, N.º 6/Agosto-Outubro de 1938, dedicou-lhe uma expressiva local, a págs. 182; o mesmo sucedeu com o edifício do «Diário de Notícias», no N.º 13, de Maio-Junho de 1940, do referido orgão sindical. Participou na Exposição do Mundo Português com o Pavilhão dos Descobrimentos.
...
Obteve o Prémio Valmor correspondente aos anos de 1923, 1928, 1929, 1938 e 1940 com as seguintes edificações situadas na Av da República, N.ºs 49-49-D; Calçada de Santo Amaro, Nº. 83-85; Av. Cinco de Outubro, N.ºs 207-215; Av. Marquês de Tomar (Igreja N.ª S.ª de Fátima) e Av. da Liberdade, N.ºs 266-266-A (Sede do «Diário de Notícias»).
Recebria também , respeitante a 1930, uma Menção Honrosa do Prémio Valmor pelo prédio situado na Av. da República, N.º 54, infelizmente já desaparecido.”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM
Outros acontecimentos nesta década:

Anos 30 – Construção da Alameda Afonso Henriques e Bairro Azul;
1930 – Cinema Eden, do arquitecto Cassiano Branco;
1934 – Casa da Moeda, de Jorge Segurado;
1934 - Hotel Vitória, de Cassiano Branco;
1934 - Elaboração de novo projecto para a criação do Parque Florestal de Monsanto;
1935 – Lisboa estende-se já até Algés, Poço do Bispo, Ajuda, Campolide, Benfica, Carnide, Lumiar e Areeiro.
1937 – Projectos dos bairros de habitação económica da Ajuda da autoria de Paulino Montês;
1937 - Café Portugal, de Cristino da Silva;
1938/40 – Cinema Cinearte, de Rodrigues Lima;
1938/43 – Praça do Areeiro, do arquitecto Luís Cristino da Silva;
1938/43 - Plano “De Gröer”;
1939/45 – Segunda Guerra Mundial.

A seguir à imagem do Google MAP, e da segunda à décima primeira fotografia são referentes a 2008, daí em diante são de 2013.


Próxima publicação dia 28-01-2015 com o Prémio Valmor de 1939, na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro 52-54, arquitectada por Carlos e Guilherme Rebelo de Andrade.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Giuseppe Verdi / Dois excertos corais

Da biografia deste compositor italiano, brevemente falaremos, na minha abordagem a quatro das suas óperas, mas para já Giuseppe Verdi, nasceu em Roncole, Itália, em 10 de Outubro de 1813 e faleceu em Milão, Itália, 27 de Janeiro de 1901.

Coro dos Escravos Hebreus, "Va pensiero", no 3º. Acto, da ópera "Nabucco", de 1842.


Coro dos Ferreiros, “Vedi! le fosche notturne sponglie”, no 2º. Acto, da ópera "Il Trovatore", de 1853.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Frango Congelado - Interacção Humorística (CXXXIV)

Em 30-08-2011. Obrigado.

Frango Congelado

Dois amigos encontram-se num bar. Um deles está com um olho negro.
- O que foi que te aconteceu? - pergunta o outro.
- Olha, levei com um frango congelado na cara, só isso! - responde o amigo.
- Um frango? Mas como é que foi que aconteceu isso?
- É que ontem a minha mulher estava de mini-saia e baixou-se para dentro do congelador para pegar nalguma coisa. Eu estava atrás dela e não resisti, agarrei-a por trás ali mesmo.
- Sério?
- Claro! E ela não queria, remexia-se, e eu fiquei com mais vontade ainda, ela começou a gritar e eu ainda ficava mais vidrado...
- Porra!
- Ela debatia-se como uma louca, e eu cada vez mais esganado...
- Estou a imaginar a cena! - diz o outro excitado.
- E nessa altura, ela conseguiu pegar num frango congelado e espetou com o
dito cujo nas minhas ventas!
- Mas que coisa estranha! A tua mulher não gosta de sexo?
- Em casa, delira ! No Pingo Doce é que não ...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Carol Welsman – Jazz Singers (XXIX)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Carol Welsman (Toronto, Canadá, 29-09-1960 – 20xx) – É uma pianista e vocalista de Jazz canadiana. De família de pessoas ligadas à música, é neta do maestro e compositor Frank Welsman e irmã do compositor John Welsman.
Já teve cinco nomeações para o Juno Award.
Carol Welsman frequentou o “Berklee College of Music”, em Boston, onde se formou em piano. Estudou, também, cantou no continente europeu.
Em 1990, retorna a Toronto e para ingressar na “Jazz Performance Faculty” na Universidade de Toronto e além das aulas particulares que deu, formou um conjunto de Jazz vocal improvisado. Desde aí, ela deu aulas e fez “workshops” em diversas faculdades e universidades, tanto no Canadá e os EUA. Em 1995, ela publicou seu primeiro CD "Lucky to Be Me", composto de “standards” de Jazz e sua própria música "This Lullaby", que ela apresentou em 11 de Setembro de 2004, no espectáculo de Larry King que comemorava o “9 de Setembro”. A canção foi, também, adoptada por Celine Dion, para o seu CD de 2004, "Miracle".
Carol Welsman também escreve/escreveu letras para vários cantores, como por exemplo, Ray Charles e Nicole Scherzinger do grupo “Pussycat Dolls”. Juntamente com Herbie Hancock ela organizou os “2000 Billboard Jazz Awards”.
Em 2005, ela foi objecto de um documentário chamado "Language of Love", produzido pela “Stormy Nights”. Filado no Brasil, Itália e América do Norte, Carol toca com Herbie Hancock, Djavan, e Romano Musumarra.
O seu CD de 2009, "I Like Men" - Reflexões de Miss Peggy Lee, foi eleito o álbum “Top 5” de selecção dos álbuns norte-americanos, do ano de 2009.
Em 30 de abril de 2010, ela participou no “Marian McPartland Piano Jazz” e foi entrevistada por Jon Weber.
A língua nativa de Carol Welsman é o Inglês, mas ela também canta e ensina francês e, algumas das suas músicas são em português.

Hold me, do CD com o mesmo nome, de 2001, composta por Carol Welsman e John Acosta


Canteloupe Island, do documentário "The Language of Love", filmado em 2006 e que foi passou na CBC (Canadá).


You Take Me Away, do CD “The Language of Love”, de 2003, composta por Carol Welsman e John Acosta.


Don't Get Around Much Anymore, do CD “Lucky To Be Me”, de 1995, composta por Duke Ellington e Bob Russell.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Quatro composições dos álbuns mais vendidos (XIX) ... os Beatles merecem quatro !!!

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Esta série de publicações termina hoje. Não podia terminar melhor, porque vamos ouvir o grupo que talvez tenha originado toda a mudança radical no panorama popular musical.

GBR, Beatles, “Love Me Do”, “Yellow Submarine”, “Lady Madonna” e “Something”, The First One Tops, Data 13/11/2000, Pop / Rock

Editado 13-11-2000, um dos álbuns de maior sucesso de todos os tempos, e por indicação do “Guiness Book of World Records” com vendas de cerca de 31 milhões de unidades. Contém as 27 músicas que estiveram em primeiro lugar em algumas tabelas de vendas, maioritariamente no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Para quem não é coleccionador, um bom álbum de referência da história da música dos Beatles.
Os Beatles são sem sombra de música, os impulsionadores, para toda a música “Pop” e “Rock” da década de 60, e têm talvez uma das duplas de compositores mais famosos de todos os tempos, falo-vos de John Lennon e Paul McCartney, embora, seria muito injusto não falar em George Harrison.

Love Me Do


Yellow Submarine


Lady Madonna


Something

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Jazz Standards (CXXIX)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

But Beautiful (#133) - Música de Jimmy Van Heusen e Letra de Johnny Burke
Bing Crosby estreou a composição "But Beautiful" no filme "Road to Rio", o quinto que ele fez com Bob Hope e Dorothy Lamour. “Road to Rio” “meteu no bolso”, comercialmente, todos os outros filmes de 1948 e também estreou, pela primeira vez, as composições "You Don’t Have to Know the Language" e "Experience". O compositor Jimmy Van Heusen e o letrista Johnny Burke trabalharam e colaboraram por mais de uma dúzia de anos, produzindo dezenas de sucessos e músicas premiadas.

"But Beautiful" esteve em tabela de vendas quatro vezes, com:

Frank Sinatra (1948, quatro semanas, Nº. 14);
Bing Crosby (1948, Orquestra Jovem Victor, 3 semanas, Nº. 20);
Margaret Whiting (1948, Orquestra DeVol Frank, 2 semanas, Nº. 21);
Art Lund (1948, Orquestra Johnny Thompson, 1 semana, Nº. 25).

Bing Crosby (Tacoma, Washington, EUA, 03-05-1903 — Madrid, Espanha, 14-11-1977) - Bing Crosby canta este lina balada a Dorothy Lamour, na cena do filme “Road to Rio”, de 1947.


Bill Evans (Plainfield, EUA, 16-08-1929 — New York, EUA, 15-09-1980) – O icónico e exuberante pianista norte-americano Bill Evans, 7 meses e meio, antes da sua trágica morte. Aqui video, no Iowa, EUA, em 30 Janeiro de 1979. Acompanham-no o seu dueto preferido, o contrabaixista Marc Johnson e o baterista Joe La Barbera


Lady Gaga (Manhattan, New York, EUA, 28-03-1986 - 20xx) e Tony Bennett (Queens, New York, EUA, 03-08-1926 - 20xx) – Video de estúdio.


Grant Green (St. Louis, Missouri, EUA, 06-01-1935 - New York City, EUA, 31-01-1979) – com Grant Green (guitarra), Jimmy Forrest (saxophone tenor), Harold Mabern (piano), Gene Ramey (contrabaixo) e Elvin Jones (bateria). Em New York, Dezembro de 1959.


Letra

Love is funny, or it's sad
Or it's quiet, or it's mad
It's a good thing or it's bad
But beautiful
Beautiful to take a chance
And if you fall, you fall
And I'm thinking
I wouldn't mind at all
Love is tearful or it's gay
It's a problem or it's play
It's a heartache either way
But beautiful
And I'm thinking if you were mine
I'd never let you go
And that would be
But beautiful I know
But beautiful
And I'm thinking if you were mine
I'd never let you go
And that would be
But beautiful I know

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)