Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sábado, 18 de julho de 2015

SIC Abandonados – Fundição Alba

Poder-me-ão perguntar porque “carga de água” estou a divulgar algo que passa num canal privado da televisão portuguesa ? Este programa até dá ao Domingo, logo a seguir ao jornal da noite !...

E é um excelente programa !

Eu quero trazer aqui, chamar a atenção e divulgar arquitectura industrial e privada que se perdeu. Consequências, muito mais graves e associadas a essa perda, causaram o fim dessas fábricas e instituições em termos de empregos e de mais valias para a região onde se situavam. Tempos em que se acreditava que valia a pena desenvolver a indústria e as artes no nosso País e de muitas coisas que poderia aqui falar, mas que todos nós sabemos e temos ideias sobre.

Todas as gerações gostam de deixar um cunho do seu dedo, da sua mão, na nossa sociedade, certíssimo ! Não entendo é porque para isso acontecer, tem de se destruir “coisas” de outras épocas que eram rentáveis e que empregavam milhares de pessoas.

Temos de aprender a preservar o que é nosso e defender com “unhas e dentes” a nossa Cultura e Tradição. Somos Europeus de uma de mescla de povos, dos mais antigos do Mundo, não precisamos de histórias, a nossa História é riquíssima.

“Os Abandonados foram conhecer a história do único carro que, do motor à carroçaria, foi feito em Portugal, o Alba, e a fábrica onde nasceu em Albergaria-a-Velha. Foi desta fundição, que chegou a ser a maior do país, que saíram também bancos de jardim e candeeiros, instalados de norte a sul de Portugal.”

16 comentários:

  1. Concordo que se devem preservar as tradições e o património portugueses.

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    1. Claro que fico satisfeito por assim ser. Temos deixado acabar com tradições e património :(( que não deveriam ter terminado !

      Obrigado "Menina das Cadeiras"

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  2. Nunca vi esse programa, mas agora ao ler o post respondi cá para mim. Foi o FAP de Fernando Palhinhas, um Fiat Adler Palhinhas, de que me lembro perfeitamente no início dos anos 50. !
    Acontece é que é mais antigo mas não totalmente português,. como o Alba, de que não me lembro.
    :))
    Estou satisfeito com a minha memória, Ricardo ! Há mais de 60 anos que certamente não ouvia falar no FAP e agora, mesmo sem consultar o Google me recordei do nome e do seu fabricante !
    Yeeesss ! ... o alemão está longe !!! rsrsrs
    Abraço

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    1. Rui ainda que o meu "post" te fez lembrar algo importante como o Fiat Adler Palhinhas. Esta fundição Alba dói ver desaparecida.

      Sabe-se lá como estaria hoje ?
      O que se teria produzido por lá ?
      O que se teria evitado em dependência e em dinheiro, se nós portugueses acreditássemos de que somos capazes ser tão bons ou melhores que os estrangeiros ?

      Utilizamos mais a conversa lamuriosa de que somos bons e melhores, em vez de, na prática, fazermos, sem falar ! Falamos demais e produzimos muitas vezes de menos :(((

      Um Abraço Rui

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    2. Relativamente ao teu último parágrafo, nós somos bons é a criticar pela negativa, assim a modos como "O velho, o rapaz e o burro" :
      Quem não faz nada para "mudar o mundo" está sempre muito empenhado em provar que a pessoa que faz alguma coisa está errada ! ... mas se essa mesma pessoa tivesse feito o oposto a reacção seria a mesma !
      Melhor seria se usasse essa energia para tentar mudar, de fato, alguma coisa.

      Abraço Ricardo ! Curioso lembrar-me da Fernando Palhinhas e não da Alba ! :((

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    3. Estamos de acordo ! Um abraço Rui

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  3. Ricardamigo

    Não só na SIC há programas desse tipo; na RTP também, só que dedicado a casos pouco conhecidos das empresas nacionais. Gosto de ambos.. O exemplo da fundição de Albergaria-a-Velha (Fábricas Metalúrgicas ALBA) e do ALBA é bem a demonstração de que quando querem os tugas também sabem fazer coisas boas.

    Em 1953 tinha eu 12 anos andei no ALBA do António Martins Pereira e pela primeira vez cheguei (chegámos aos 120 km/hora. Nunca me esquecerei da emoção que tomou conta de mim.

    Obrigado Ricardamigo pela ideia que tiveste de mencionar o ABANDONADOS e o velhinho ALBA!

    Bjs da Kel e abç do alfacinha

    Estive na Churrasqueia do Campo Grande e não me pareceu mal. Pedi-lhes um orçamento para, no mínimo 20 bicos. Ficaram de mo entregar na segunda semana de Agosto. Também pedi ao editor do Crónicas que concebesse o emblema da reunião, ao mesmo tempo que o solicitei ao João Brito, proprietário de uma boa tipografia e meu Amigo que tem designers a trabalhar para ele.

    Irei dando novas do que apurar

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    1. Tens mais 12 anos do que eu ! :))) ... e andaste no Alba ! Também eu gostaria de ter andado.
      A ideia de trazer aqui o programa da SIC é somente um alerta para este vício que temos de destruir gratuitamente, muitas vezes, coisas que podem perfeitamente coabitar na sociedade de hoje, não ?!

      Quanto à Churrasqueira do Campo Grande e ao emblema da reunião, muito interessante e obrigado pelo teu afinco, na procura. Eu tenho estado um pouco arredado disso, neste momento !
      Vou passar este comentário por "mail" à Teresa !

      Obrigado Henrique e um Abraço

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  4. Pedro Mourinho (jornalista cujo trabalho aprecio imenso) dizia na peça de reportagem que "o mais provável é que algures nas nossas vidas nos tenhamos cruzado com algo que tenha sido desenhado e feito na ALBA".
    É bem verdade pois eu ainda tenho panelas (que herdei da minha mãe mas confesso que já não as uso) com a chancela da ALBA!

    Boa tarde Ricardo.
    Beijinhos domingueiros
    (^^)

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    1. Pois é na realidade verdade aquilo que ele diz. Eu tenho ainda uma ou duas panelas, cá por casa. O símbolo/monograma nunca me foi estranho.

      Gosto imenso deste programa, é um dos poucos que vejo com agrado !

      Obrigado Deusa Grega !

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  5. Lembro-me de ter visto esta reportagem do Pedro Mourinho, na altura fiquei triste porque deixamos acabar coisas que tiveram valor e que algumas delas deixaram marcas nas nossas vidas.
    Não sei se tenho alguma coisa com o símbolo desta fábrica, mas a partir de agora quando olhar para um candeeiro ou banco de jardim, irei verificar se tem a chancela da Alba.

    Saudações sempre em dia :)

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    1. É triste mesmo ver estas obras de outros tempos desaparecerem, fruot de tempos difíceis que estamos a passar e de se julgar, quem julga claro, que o dinheiro é tudo !

      É bem possível que encontres ainda algo com a chancela da Alba !

      Obrigado Manuela

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  6. Lembro-me do símbolo da ALBA e tenho uma vaga ideia deste programa. Não podemos deixar de nos interrogar como foi possível que empresas destas, que eram lucrativas e empregavam centenas de pessoas, puderam ir ficando abandonadas até se transformarem em fantasmas de um passado não muito longínquo.
    Ainda bem que te lembras de nos trazer estes temas, dignos de uma reflexão sobre os tempos que atravessamos de degradação nacional!
    Obrigada, Ricardo!

    Boa semana e um abraço!!! :)

    ( Amanhã tenho por aqui 'feriado'. :) )

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    1. Pois tudo o que dizes é verdade e deixas-nos muito expectantes para que futuro algo risonho poderão ter os nossos descendentes e seus filhos ?!
      Não há moral, não há justiça, perderam-se imensos valores. Respeito e educação, já não é importante !....

      Um abraço e bom feriado !

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  7. Vi esta reportagem às uns tempos, não sei bem quando, mas não foi à muito, talvez 2 ou 3 meses, não sei, sei que a semana passada lembrei desta reportagem, porque estive a mexer em coisas que guardo entre elas 2 tachos, um fogareiro e um ferro a carvão de engomar da marca ALBA.

    Um beijinho Ricardo e uma boa semana.

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    1. Sabes esses utensílios qualquer dia valerão algum bom dinheiro. Digo eu !
      Foi há algum tempo sim, que deu o programa sobre a fundição Alba.

      Obrigado Adélia

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.