Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

domingo, 5 de abril de 2015

O Prémio Valmor (Visconde Valmor – Fausto Queiroz Guedes), a segunda volta !


Últimas palavras…:

Dou por concluído aquilo que me comprometi mostrar. Este despretensioso trabalho sobre os Prémios e Menções Honrosas Valmor até 1943.
Em hora de balanço, aqui ficam umas curtas estatísticas, após o trabalho terminado:

755 fotografias exibidas, da minha autoria, “batidas” com equipamentos digitais: HP PhotoSmart 850 e Nikon D3200;

Dos 40 premiados entre 1902 e 1943, deixaram de existar 12 prédios urbanos, os quais foram demolidos, infelizmente;

1 prédio recuperado na Rua Viriato Nº. 5;

1 prédio pintado, recentemente, na Rua de Infantaria 16 Nº. 92-94.

2 prédios para venda: A “Casa Visconde de Valmor”, “ex-Clube dos Empresários” e sito na Avenida República, 36-38; E ainda o prédio na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, 52-54.

Seria importante que a Câmara Municipal de Lisboa, sensibilizasse os inquilinos de prédios urbanos premiados com o Prémio e/ou Menção Honrosa Valmor, em preservar os mesmos e em manter este patrímónio.
É preciso dinamizar e fazer algo com estas obras de arte, senão num futuro próximo estarão todos elas em ruína, ou serão demolidas.
Um exemplo de ruína é “Villa Sousa”, Prémio Valmor de 1912, na Alameda das Linhas de Torres Nº. 22, do arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior e o qual edifício, está completamente arruinado e abandonado.

Caro Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o que é que se pode fazer sobre isto?
Em Portugal já deveríamos saber administrar empresas e cultura simultaneamente. Poderíamos ter cultura com proventos financeiros, não ?
Deixo à disposição da Câmara Municipal de Lisboa, caso pretenda, as fotografias que fiz.

Bibliografia e Agradecimentos        
         
“Link” Prémios Valmor – CML (Câmara Municipal de Lisboa): http://www.cm-lisboa.pt/viver/urbanismo/premios/premio-valmor-e-municipal-de-arquitetura. O “link” atrás citado serviu de base, para colectar e situar o básico dos Prémios Valmor.   
     
A restante documentação, tal como, biografia dos arquitectos, etc., foi recolhida no GEO (Gabinete de Estudos Olisiponenses, http://geo.cm-lisboa.pt/). Uma palavra de agradecimento à Dr.ª Manuela Canedo que mais uma vez, me ajudou na consolidação da documentação que era necessária para o trabalho que eu pretendia executar.    
      
Agradecimentos aos bibliotecários da “OASRS (Ordem dos Arquitectos Secção Regional Sul)”, na pessoa de Fátima Coelho que me indicou literatura disponível na Biblioteca Nacional, para consulta, e ainda, Madalena Marques Sousa, Zélia de Sousa e Castro, Luís de França e Sá, e Carlos Manuel da Graça Vences da da “Biblioteca Nacional de Portugal”.  

A Todos que colaboraram e que me visitaram, o meu Muito Obrigado !!!

11 comentários:

  1. Ricardo um trabalho notável!
    espero os muitos apelos que são feitos pela preservação do património sejam ouvidos e tenham um seguimento feliz

    um abraço
    Angela

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fi-lo com muito prazer e gosto, não só pela importância da preservação do nosso património lisboeta, mas de toda a nossa cultura, aqui em termos arquitectónicos, mas também porque gosto de fotografar.

      Ser ouvido, pois !!!... seria o mais importante !

      Obrigado Angela

      Eliminar
  2. Foi muito bom conhecer um pouco do "Prêmio Valmor",através do excelente e minuicioso trabalho que nos mostrastes aqui.
    Parabéns ,Ricardo
    Uma boa semana e abraços.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lis ainda bem que gostaste. Gosto de te ver por aqui a visitar-me.

      Obrigado e um forte abraço

      Eliminar
  3. Fiquei deveras impressionada com o trabalho que desenvolveste. Este não é um post qualquer é um serviço público e espero que os teus apelos dêem frutos.
    É pena que se deixe perde o nosso valioso património.

    Beijos Ricardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sabes, o gosto pela arquitectura, embora nem sequer tenha formação dela, e o prazer pela fotografia, deu-me motivação para fazer este trabalho. Gosto imenso de fotografar pessoas e caras, mas isso tem um problema e actualmente, ainda mais agudo. É sempre preciso autorização e com as notícias daquilo que vagueia pela e na Internet, tornou esse meu gosto pela fotografia humana, praticamente impossível. Sendo assim decidi enveredar pela pedra, eplos edifícios, monumentos, esses em 95% dos casos são públicos e podemos fotografá-los sem autorização.

      Espero que sim, que dê frutos, e que alerte as pessoas, para não perdemos alguns edifícios que são autênticos monumentos na nossa capital.

      Obrigado pelo teu comentário Manuela

      Eliminar
  4. Um trabalho de mérito, sem dúvida alguma. Um trabalhão, diria mesmo, mas quem faz por gosto... :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Cavalo que corre por gosto, não cansa !".E não me cansei mesmo Luísa.
      Foi muito interessante, aprendi muito, e fiquei a gostar mais da minha cidade !

      Obrigado

      Eliminar
  5. Na hora de despedida de Valmor, não poderia deixar de vir, embora, tardiamente, felicitar-te pelo excelente trabalho que desenvolveste nesta rubrica que tanta informação nos forneceu acerca da história da nossa rica e bela arquitectura.

    Estás, portanto, de parabéns, Ricardo.

    O meu agradecimento sincero!
    :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Janita agradeço imenso as tuas felicitações e garanto-te que este trabalho deu-me um enorme gozo fazê-lo. Sobre arquitecturas mais virão, mas agora numa volta por alguns dos arquitectos presentes no Prémio Valmor. Verão edifícios, alguns bem conhecidos, desenhados e arquitectados com maestria.

      Mais uma vez obrigado !

      Eliminar
    2. Janita agradeço imenso as tuas felicitações e garanto-te que este trabalho deu-me um enorme gozo fazê-lo. Sobre arquitecturas mais virão, mas agora numa volta por alguns dos arquitectos presentes no Prémio Valmor. Verão edifícios, alguns bem conhecidos, desenhados e arquitectados com maestria.

      Mais uma vez obrigado !

      Eliminar

Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.