A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Keith Jarrett – Groups & Soloists of Jazz (XIV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Keith Jarrett (Allentown, Pennsylvania, 08-05-1945 – 20xx) – é um pianista e compositor, considerado um ícone do jazz norte-americano.
Começou a sua carreira com Art Blakey (bateria), depois com Charles Lloyd (saxofone) e Miles Davis (trompete). Desde o início dos anos 70, ele obteve grandes sucessos como pianista de jazz e de clássica, tanto em solo como chefe de grupo. As suas improvisações são do jazz tradicional, mas não só, também de outros géneros como, a música de “Western”, o “Gospel”, os “Blues”, e a música “Folk” étnica. …

Reparem que Keith Jarreth, apresenta a mesma tendência de trautear durante as composições, tal como o pianista canadiano, Oscar Peterson, fazia.

Solo, último “encore” no concerto  em Tóquio, decorria o ano de 1984.


Somewhere Over the Rainbow, no concerto  em Tóquio (1984).


Bye Bye Blackbird, gravado ao vivo em Tóquio, em 25 de Julho de 1993, no “Open Theater East”. Aqui, em trio, com Gary Peacock (contrabaixo) e Jack DeJohnette (bateria).


Billie's Bounce, gravado ao vivo em Tóquio, em 30 de Março de 1996, no “Open Theater East”. Em trio, com os mesmos músicos da música anterior, Gary Peacock (contrabaixo) e Jack DeJohnette (bateria).

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Lisboa (XV) – Av da Liberdade Nº.?

Nesta cidade onde ainda restam alguns edifícios bonitos e de outras épocas, encontrei mais um na Avenida da Liberdade, esquina com a Barata Salgueiro. Este felizmente encontra-se de “boa” saúde, embora como muitos outros aquilo que tenho encontrado, são prédios com necessidades de limpeza e conservação, principalmente, no que diz respeito a humidades. Este, infelizmente, em termos de numeração não encontrei o número da porta que eventualmente terá caído. Parece-me ser um edifício, arquitectonicamente, bonito.

Musicalmente, José Afonso acompanha este conjunto de fotos, com a música
“O Homem Voltou” do álbum “Coro dos Tribunais”, de 1974. Editado originalmente para a etiqueta “Orfeu” e gravado em Londres nos estúdios “Pye” de 30 de Novembro a 8 de Dezembro de 1974. Nele colaboraram para além de José Afonso, como óbvio, Adriano Correia de Oliveira, Carlos Alberto Moniz, Fausto, José Niza e Vitorino. Existe, pelo menos, uma versão em CD de 1996, da etiqueta “Movieplay Portuguesa SA”.

Para quem viveu, como eu, anos anteriores ao 25 de Abril é um artista obrigatório para ouvir e ter um espaço reservado de memória no nosso cérebro.

Citação de Zeca Afonso:

Faço música como quem faz um par de sapatos, isto é, tento alinhar sons e torná-los coerentes entre si, como quem faz um utensílio. E o mundo social da música não me seduz grandemente, como me seduzem os palcos e todo esse tipo de estruturas sobre que assenta uma canção. Seduz-me, sim, aquilo que posso fazer em torno da música: os contactos que estabeleço, os amigos que arranjo, esta “irmandade” progressista que se vai estabelecendo à medida que vamos correndo as terras, descobrindo que nessas terras vivem indivíduos que têm determinado tipo de preocupações…”.

“Morre” no dia 23 de Fevereiro de 1987, com 57 anos de idade. Já fez 22 anos. Que saudade Zeca...

In Viriato Telles, Cadernos de Reportagem, Ano 1, Nº. 2, 1983, Relógio d’Água Editores Lda.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1912, Alameda Linhas Torres 22

Em 1912 houve um Prémio Valmor (este é o que mais me dói mostrar aqui !!!). Conhecido como “Villa Sousa” e que se situa na Alameda das Linhas de Torres, 22. Possuía, em tempos, um grande jardim e destacava-se pela harmonia e elegância do seu torreão.
Encontra-se, pura e simplesmente, em ruínas. Somente a fachada principal e algumas paredes-mestras se encontram de pé.

A sua localização é do lado direito da Alameda das Linhas de Torres, para quem vai do final da Praça do Campo Grande em direcção ao Paço do Lumiar. Fica mais ou menos em frente ao Restaurante “O Difícil” que tem esplanada toda envidraçada e de alumínio verde escuro.

                                                 

Arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior (1878-1962):

“Natural de Lisboa, curso a Escola de Belas-Artes desta cidade, onde se formou com distinção. Seguiu depois para Paris, onde, como pensionista do Legado Valmor, frequentou o “atelier” Pascal (1) e satisfez provas que o habilitaram também com o diploma francês. Completou a sua formação com viagens de estudo através da própria França, Bélgica e Espanha, digressões demoradas e atentas, fixadas em muitos aspectos por magníficos desenhos que lhe forneceram elementos e sugestões para a temática decorativa e compositiva da sua obra.
Na década de trinta, desfrutando o apogeu da sua carreira, subscreveu os prédios construídos, na Avenida António Augusto de Aguiar, N.º 100; na Avenida da República, N.º 71; na Avenida Rodrigues Sampaio, N.º 158; na Avenida Ressano Garcia, N.º 24, e os dois prédios da Avenida de Berne, N.º 6 e 8.
Respeitante aos anos de 1905, 1912, 1914, 1915 e 1927, obteve o Prémio Valmor, respectivamente, com os edifícios da Avenida Cinco de Outubro, N.º 6-8, Alameda das Linhas de Torres, N.º 22 (semidemolido, hoje em ruínas, somente com as fachadas em pé!), Avenida Fontes Pereira, N.º 28, Avenida da Liberdade, N.º 206-218, e ainda com o da mesma artéria, N.º 176-180.
Nos anos de 1908 e 1912 foi distinguido com Menções Honrosas do mesmo Prémio, pelos prédios situados, respectivamente, na Avenida da República, N.º 45, tornejando para a Avenida Visconde Valmor (já demolido, em 1949/1950!), e na Praça Duque de Saldanha, N.º 12, tornejando para a Avenida Praia da Vitória, N.º 44, este existente e bem conservado (começa a apresentar sintomas de degradação!).”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM
(1) - Jean-Louis Pascal (04-06-1837 – 17-05-1920) foi um arquitecto francês.

Acontecimentos referentes à década:

1902 - Inauguração do elevador de Santa Justa;
1903 - Publicação do novo regulamento de salubridade para as construções urbanas;
1904 – Aprovação do Plano Geral de Melhoramentos, apresentado pelo engenheiro Ressano Garcia (1847-1911);
1905 – Desenvolvimento das construções ao longo da Avenida Fontes Pereira de Melo e da futura Avenida da República;
1905 - Jardim Zoológico, nas Laranjeiras, Raul Lino;
1907 – Animatógrafo do Rossio;
1908 - Projecto para o Parque Eduardo VII do arquitecto Miguel Ventura Terra.

As 7 primeiras fotos, a seguir à imagem do Google MAP, são de 2008 e as seguintes de 2013.


Próxima publicação dia 10-06-2014 com o Prémio Valmor (Menção Honrosa de 1913), na Avenida António Augusto Aguiar 3, a moradia pertence à Ordem dos Engenheiros. Foi arquitectado por Miguel Ventura Terra.

sábado, 24 de maio de 2014

Duas composições dos álbuns mais vendidos (VII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

EUA, Eagles, “Desperado” e “One Of These Nights”, Their Greatest Hits (1971–1975), 17/02/1976, Rock / Folk Rock / Country Rock

Editado 17-02-1976, um dos álbuns de maior sucesso de todos os tempos, e por indicação do “Guiness Book of World Records” com vendas de cerca de 42 milhões de unidades. Um agradabilíssimo grupo de “Rock & Roll” norte-americano nascido nos anos 70 (1971-1980), regressando em 1994 até hoje.
Este álbum foi Nº. 1 nos Estados Unidos e Canadá, e ainda Nº. 2 no Reino Unido e na Nova Zelândia. São duas excelentes composições.

Desesperado


One Of These Nights

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Jazz Standards (CXVII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Autumn in New York (#121) - Música e Letra de Vernon Duke

A composição de Vernon Duke foi escrita para o musical de 1934 “Thumbs Up!” e apresentada pela primeira vez por J. Harold Murray. Treze anos mais tarde, a canção subiu ao lugar 27 nas tabelas de vendas, graças a uma versão interpretada por Frank Sinatra.
O compositor Vernon Duke escreveu três peças para “Thumbs Up!”: Um número de dança para o sapateado de Hal Le Roy; um tango para J. Harold Murray; e a composição "Autumn in New York”. Apenas a última canção permaneceu no espectáculo que estreou em 27 de Dezembro de 1934, e terminou cinco meses depois. Na sua autobiografia “Passaporte to Paris”, Duke descreveu o musical, como "uma decente e média revista, que recebeu foi medianamente divulgado e noticiado".
Duke, escreveu "Autumn in New York" enquanto estava de férias em Westport, Connecticut. Mais uma vez a partir da sua autobiografia, ele fala sobre o "núcleo" da música: "Tanto o longo verso ‘conversa’ e o constante e modelar refrão, não continham os ingredientes daquilo que a editora ‘Harms’ chamaria de ‘apelo popular’; a canção era uma verdadeira explosão emocional e, possivelmente, esta autenticidade foi responsável por se ter tornado um ‘standard’. No entanto, eu toquei-a uma ou duas vezes em Westport e verifiquei que os espectadores se retiravam, para o bar, no meio do verso longo".

Frank Sinatra (Hoboken, EUA, 12-12-1915 — Los Angeles, EUA, 14-05-1998) – Em 1974


Jonathan Kreisberg Group (????) – Com Jonathan Kreisberg (guitarrra), Will Vinson (saxofone alto), Gary Versace (piano), Joe Martin (contrabaixo) e Mark Ferber (bateria), no festival Jazzbaltica, Salzau, Alemanha, em 5 de Julho de 2008.


The Singers Unlimited (EUA, 1971 – 20xx) – Com Len Dresslar, Bonnie Herman, Don Shelton e Gene Puerling.


Manhattan Jazz Orchestra (1983 – 20xx) - David Matthews e Amigos, um grupo de músicos pertencentes à “Manhattan Jazz Orchestra”. Com Ryan Kisor (trompete), Andy Snitzer (saxofone tenor), David Matthews (piano), Terry Silverlight (bateria) e Chip Jackson (contrabaixo).


Letra

Autumn in New York
Why does it seem so inviting?
Autumn in New York
It spells the thrill of first-knighting
Glittering crowds and shimmering clouds
In canyons of steel
They're making me feel
I'm home
It's autumn in New York
That brings the promise of new love
Autumn in New York
Is often mingled with pain
Dreamers with empty hands
May sigh for exotic lands
It's autumn in New York
It's good to live it again
Lovers that bless the dark
On benches in Central Park
It's autumn in New York
It's good to live it again

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Os Lobos de Yellowstone

Como os Lobos mudaram os rios no Parque Natural de Yellowstone, nos Estados Unidos da América


Obrigado Fernanda !

terça-feira, 20 de maio de 2014

Bruno Bozzetto - Sex and Fun

Qual o maior nervo do corpo humano ? - Interacção Humorística (CXXII)

Em 26-06-2011. Obrigado.

Qual o maior nervo do corpo ?

 Você sabia que no corpo humano há um nervo que liga o olho ao ânus?

É o chamado “Anal Optic Nerve” (Nervo Óptico Anal), e é responsável por dar às pessoas uma perspectiva de merda sobre a vida.


Se você não acreditar, puxe um fio de cabelo do cú e veja se ele não lhe traz uma lágrima ao olho.

domingo, 18 de maio de 2014

Tony Bennett – Jazz Singers (XXII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Dominick Anthony "Tony" Benedetto (Queens, New York, EUA, 03-08-1926 - 20xx) – Conhecido como Tony Bennett, é um cantor de música de Jazz, popular, e “standards”. Bennett é também pintor, tendo criado obras, sob o nome de Anthony Benedetto, as quais estão em exposição pública permanente em diversas instituições. Ele foi o fundador do “Frank Sinatra School of the Arts”, em Nova York .
Criado em Nova York, Bennett começou a cantar com tenra idade. Lutou na fase final, da Segunda Guerra Mundial, como soldado de infantaria do Exército dos EUA, no teatro europeu de guerra. Depois disso, ele dedicou-se ao canto e estudo a sua técnica, assinou pela “Columbia Records”, e teve a sua estreia como cantor, com uma canção popular “Because of You", em 1951. Vários sucessos se seguiram, como "Rags to Riches". Nessa altura, Bennett apostou numa abordagem musical mais abrangente para abarcar o jazz. Ele chegou ao seu primeiro ponto alto de carreira, no final dos anos 1950, com álbuns, como “The Beat of My Heart” e “Basie Swings, Bennett Sings”. Em 1962, Bennett a gravou o seu primeiro original, " I Left My Heart in San Francisco". Durante a época do “Rock”, a sua carreira e sua vida pessoal sofreram uma recessão prolongada.
Bennett retornou no final dos anos 1980 e 1990, obtendo, novamente, discos de ouro e expandiu a sua audiência ao público da geração “MTV”, mantendo o seu estilo musical intacto. Continua a ser um popular e elogiado pela crítica artista e concertista na década de 2010. Bennett já ganhou 17 prémios “Grammy”, incluindo um “Lifetime Achievement Award”, apresentado em 2001 e dois “Emmy Awards”, e tem-se nomeado para “NEA Jazz Master” e “Kennedy Center Honoree”. Vendeu já, mais de 50 milhões de discos, em todo o Mundo.

The Way You Look Tonight, acompanhado ao piano por Bill Charlap, no “Elvis Costello's Spectacle”.


Smile, ao vivo em palco, em São Francisco.


I Left My Heart In San Francisco, promoção do “Union Bank of California”. Dançado por Na Lei Hulu I Ka Wekiu


The Very Thought of You

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Os Festivais das Canções (1986)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.

Euro Festival 1986, em 3 de Maio, Bergen (Noruega).

1º. Sandra Kim (15-10-1972) - J'Aime la Vie


2º. Daniela Simmons (19??) - Pas pour Moi


3º. Sherisse Laurence (19??) - L'Amour de Ma Vie


Festival RTP da Canção de 1986, em 22 de Março, nos estúdios da RTP.
O sítio dos Festivais da Canção da RTP não indica quem ficou em segundo ou em terceiro, por isso, daquilo que me lembro, penso que os “Trabalhadores do Comércio ficaram em 2º. e os “Rimanço” em 3º.

1º. Dora (20-05-1966) – Não sejas Mau para Mim


2º. Trabalhadores do Comércio (1981) - Os Tigres de Bengala


3º. Rimanço (19??) - No Vapor da Madrugada

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1912, Praça Duque de Saldanha 12

Menção Honrosa atribuída a uma moradia unifamiliar, situada na Praça Duque de Saldanha, 12. Proprietário Nuno de Oliveira. Com três pisos e cantarias de pedra contrasta com as fachadas envidraçadas que envolvem a praça, apresentando-se em bom estado de conservação.

Faz esquina entre a Avenida Praia da Vitória e a Praça Duque de Saldanha. O edifício está pintado de azul claro e neste momento, parece estar devoluto. Começa a apresentar sintomas de degradação.


Arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior (1878-1962):

“Natural de Lisboa, curso a Escola de Belas-Artes desta cidade, onde se formou com distinção. Seguiu depois para Paris, onde, como pensionista do Legado Valmor, frequentou o “atelier” Pascal (1) e satisfez provas que o habilitaram também com o diploma francês. Completou a sua formação com viagens de estudo através da própria França, Bélgica e Espanha, digressões demoradas e atentas, fixadas em muitos aspectos por magníficos desenhos que lhe forneceram elementos e sugestões para a temática decorativa e compositiva da sua obra.
Na década de trinta, desfrutando o apogeu da sua carreira, subscreveu os prédios construídos, na Avenida António Augusto de Aguiar, N.º 100; na Avenida da República, N.º 71; na Avenida Rodrigues Sampaio, N.º 158; na Avenida Ressano Garcia, N.º 24, e os dois prédios da Avenida de Berne, N.º 6 e 8.
Respeitante aos anos de 1905, 1912, 1914, 1915 e 1927, obteve o Prémio Valmor, respectivamente, com os edifícios da Avenida Cinco de Outubro, N.º 6-8, Alameda das Linhas de Torres, N.º 22 (semidemolido, hoje em ruínas, somente com as fachadas em pé!), Avenida Fontes Pereira, N.º 28, Avenida da Liberdade, N.º 206-218, e ainda com o da mesma artéria, N.º 176-180.
Nos anos de 1908 e 1912 foi distinguido com Menções Honrosas do mesmo Prémio, pelos prédios situados, respectivamente, na Avenida da República, N.º 45, tornejando para a Avenida Visconde Valmor (já demolido, em 1949/1950!), e na Praça Duque de Saldanha, N.º 12, tornejando para a Avenida Praia da Vitória, N.º 44, este existente e bem conservado (começa a apresentar sintomas de degradação!).”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM
(1) - Jean-Louis Pascal (04-06-1837 – 17-05-1920) foi um arquitecto francês.

Acontecimentos referentes à década:

1910 – Instauração da República.
1910 (até este ano) - Realiza-se na zona do Campo Grande uma das mais importantes feiras de Lisboa;
1914 – Projecto de monumento ao Marquês de Pombal por F. Santos, A. Couto e A. Bermudes;
1914/18 – Primeira Guerra Mundial;

1919 – Início das obras no Bairro Social do Arco Cego.

As doze primeiras fotos, a seguir à imagem do Google MAP, são de 2008 e as seguintes de 2013.


Próxima publicação dia 26-05-2014 com o Prémio Valmor de 1912, na Alameda Linhas Torres 22, a moradia apelidada de “Villa Sousa”, completamente em ruínas. Somente no ar, as fachadas. Foi arquitectado por Miguel Ventura Terra. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

O Amolador de tesouras e navalhas...

Infelizmente, no tempo em que eles tinham um “carro” todo catita, onde transportavam um pequeno equipamento de afiar as tesouras e navalhas, um chapéu-de-chuva do qual retiravam as varetas para arranjar os avariados que os clientes lhes levavam, nesse tempo, dizia eu, não haviam os meios de gravação de imagem que hoje existem, como um simples telemóvel. Foi com um que gravei este pequeno “clip” este Domingo.


Hoje e, ultimamente, tenho visto amoladores com uma bicicleta em vez do carro tradicional como este que se vê aqui.


Antigamente, dizia-se, “lá está ele a adivinhar chuva !”. Espero que não, este ano estamos um bocado farto dela e acho que já tivemos a nossa conta !

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Lisboa (XIV) – Torre da antiga SACOR

(In Wikipédia ou em “site” indicado - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

História:

Cabo Ruivo, em Lisboa, é a área em torno do Cabeço das Rolas, situada na frente do Tejo, entre a Matinha e Beirolas.
Nesta área estava instalada aqui há uns anos a refinaria Sacor/Petrogal, o Depósito Geral de Material de Guerra, com todas as velharias que combateram na guerra das colónias, em África, e ainda outras indústrias. Existia uma ponte-cais com 300 metros de frente acostável, para servir os petroleiros que abasteciam a refinaria.
Com a construção da Expo 98, actual Parque das Nações que reabilitou esta zona oriental da cidade de Lisboa, a zona de Cabo Ruivo foi intervencionada, fazendo parte do programa ambiental. Era onde se encontrava a Porta Sul, da qual fazia parte integrante a antiga torre de “cracking” da refinaria.
A origem do nome Cabo Ruivo deverá estar relacionada com a cor da colina que domina a área, de tons avermelhados. A sua zona superior (topo) é designada por Cabeço das Rolas.
Se, actualmente, está quase a um quilómetro do Rio Tejo, sobretudo por causa sobretudo de requalificações e terraplanagens de origem humana, houve tempos e até ao século XVIII o rio chegava ao seu sopé (base). Associado à sua localização, na zona onde o rio começa a inflectir norte-sul para este-oeste, esta elevação era de uma marca conspícua para todos os que navegassem no Mar da Palha.

A SACOR foi a primeira empresa petrolífera portuguesa a dominar todo o processo, desde a importação, o transporte, a refinação e a distribuição dos produtos petrolíferos. Foi fundada em 28 de Julho de 1937, por um romeno radicado em França, Martin Saim. Até aos anos 30 do século XX, Portugal era abastecido de produtos petrolíferos importados e de várias empresas estrangeiras como a (Shell, a Vacuum - posteriormente Vacuum-Socony - e a Atlantic). Apesar de em 1933, com a constituição da SONAP (Sociedade Nacional de Petróleos), na qual o governo português detinha 40% do capital, sendo o restante detido por investidores franceses, não houve grande alteração do panorama petrolífero, sobretudo porque nenhuma destas empresas estrangeiras fazia a refinação em Portugal. A necessidade de refinar em Portugal o petróleo está directamente ligada à elaboração do Decreto-Lei Nº. 1947, de 12 Fevereiro de 1937, conhecido como "A Lei dos Petróleos", que complementado pela Lei Nº. 1965, de 17 de Maio do mesmo ano (Lei do Condicionamento Industrial). Com essas duas Leis são criadas as condições, e o enquadramento legal, para a criação de uma empresa petrolífera que se foi apelidada de SACOR.
A SACOR escolheu Cabo Ruivo, na zona oriental de Lisboa, e que era tradicionalmente a zona industrial da capital, para instalar a sua refinaria, que foi oficialmente inaugurada a 11 de Novembro de 1940. Face à Segunda Guerra Mundial, e às limitações tanto para a exportação, como para o transporte por via marítima, condicionou que a nova refinaria atingisse o seu potencial de produção que era de 300.000 toneladas/ano. Os problemas com o transporte do petróleo tinham já sido alvo da atenção do estado português, que através do Instituto Português de Combustíveis tinha adquirido quatro petroleiros: o "Gerez", o "Aire", o "Marão" e o "Sameiro". Contudo, estes quatro navios foram insuficientes para garantir as necessidades energéticas portuguesas.
As empresas petrolíferas e o Estado iriam em 13 de Junho de 1947 constituir a SOPONATA para ultrapassar essas dificuldades. A SACOR detinha metade do capital da nova empresa. Terminada a guerra, e ainda pela aplicação da Lei Nº. 1947, a qual favorecia quem refinasse em Portugal, a SACOR foi ter uma posição dominante da distribuição, obtendo do estado metade do mercado.
Em 1953 foi criada a ANGOL, seguida da MOÇACOR em 1957 para a distribuição dos seus produtos, respectivamente, em Angola e Moçambique.
Em 1958 a SACOR introduziu a gasolina super, e criou a GAZCIDLA, para a distribuição do gás butano, e a PROCIDLA, para o propano. Em 1959 a SACOR criou a sua própria empresa de navegação, a SACOR MARITÍMA.
Nos anos que se seguiram à guerra assistiu-se um substancial aumento do parque automóvel, a SACOR criou uma rede de postos de abastecimento por todo o país. Muitos destes postos partilhavam o mesmo desenho, e são ainda hoje facilmente identificados pelo arco que abriga as bombas.
Logo após o 25 de Abril, a empresa foi nacionalizada e integrada na actual GALP. Actualmente subsiste o seu ramo marítimo (SACOR MARÍTIMA SA). A SACOR (actual GALP) foi uma marca querida do povo, lembro-me de cadernetas que se colavam selos das bombas de diferentes localidades tipo passaporte de viagem e variados objectos.

(In Portal dos Clássicos por Francisco Lemos Ferreira, adaptação Ricardo Santos)

Conclusões:

Mais uma vez lamentamos que, e apesar de ser encontrar, geograficamente, dentro da cidade e já, na altura, causasse problemas de poluição ambiental, a SACOR tenha desaparecido do mapa industrial português. Mapa esse que cada se vai esboroando cada vez mais.
Passámos de um país pequeno com indústria que nos dava alguma independência em relação ao exterior para um país completamente dependente do exterior. Somos uma enorme empresa de serviços que vive das respectivas multinacionais que aqui permanecem, enquanto os nossos preços forem competitivos. Infelizmente e nos últimos 15 anos, já estamos a apercebermo-nos cada vez mais que elas estão a fugir para os países subdesenvolvidos, como por exemplo a Índia e alguma da Europa de Leste, Roménia, Bulgária, Polónia.
Seria preciso muita força e vontade para mudar o panorama português. Primeiro acabarmos com a corrupção, e depois colocarmos à frente, os competentes (eles andam por aí !), para governar, decentemente, este barco.
Os que vieram depois do 25 de Abril e garanto-vos não ser saudosista, nunca o fui, estão mais preocupados em encher os bolsos, do que fazerem algo de concreto e positivo por todos nós que, pelo menos uma vez na história foi dos povos mais importantes do Mundo.

Em relação às fotos, não eram somente estas que queria fotografar. Queria mesmo tirar algumas do cima da Torre, mas o seu acesso ao topo está vedado e proibido, sem autorização da GALP. Fiquei-me pelas imagens a nível do solo. A ideia de tirar fotos numa zona alta do Parque das Nações não foi posta por mim, de parte, e como soy dizer-se “há mais marés que marinheiros !”

Música:

A música que vai acompanhar estas fotos é o tema principal da banda sonora da série americana “Miami Vice”, e não tem nada a ver com elas, aparentemente. No entanto, para mim, este som produzido tem muito a ver com construções metálicas, pelo menos, eu associo-o com isso.
Da autoria de Jan Hammer, nascido a 17 de Abril de 1948, em Praga, na antiga Checoslováquia, hoje fazendo parte da República Checa, é um compositor, pianista e teclista. As suas composições ganharam vários “Grammy”. Ele foi um dos teclistas do agrupamento “Mahavishnu Orchestra”, no início dos anos 70, grupo liderado John MacLaughlin.
Jan Hammer colaborou com inúmeros músicos de topo, para além de John MacLaughlin, falamos de Jeff Back, Al Di Meola, Mick Jagger, Billy Cobham, John Abercombrie, Lenny White, Carlos Santana, Stanley Clark, Neal Schon, Steve Lukather e Elvin Jones, entre outros. Ele compôs e produziu, pelo menos, 14 bandas sonoras originais para filmes, a música para os 90 episódios da série norte-americana “Miami Vice” e dos 20 episódios da popular série britânica “Chancer”.
O seu maior desafio foi sem dúvida, quando os produtores de “Miami Vice” lhe destinaram a feitura da música para esta série, em finais de 1984. Logo em 2 Novembro de 1985, a banda sonora de “Miami Vice” atingiu o primeiro lugar no BillBoard. O álbum vendeu, nos EUA, mais de 4 milhões de cópias e foi quadrúplo-platina.

sábado, 10 de maio de 2014

Duas composições dos álbuns mais vendidos (VI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

EUA, Meat Loaf, “Bat Out Of Hell” e “Heaven Can Wait ”, Bat Out Of Hell, 1977/ Rock / Hard Rock / Rock Opera /Heavy Metal

Meat Loaf é o nome artístico de Michael Lee Aday, nascido a 27 de Setembro de 1947, nos Estados Unidos da América. Michael é cantor e actor e lidera uma banda de música, também com o nome de “Meat Loaf”, onde é vocalista. É bastante conhecido pelo seu álbum “Bat Out Of Hell” e por muitas canções que fizeram parte de bandas sonoras de filmes. O seu nome traduzido em português, é "Bolo de Carne”, prato típico nos EUA, feito com carne picada, queijo, tomate, cebola e especiarias". Embora seja uma excelente banda, não faz o meu género, no entanto tem músicas com muita qualidade, dentro do género, como as duas que vamos ouvir.
Editado em 1977, o álbum “Bat Out of Hell”, vendeu mais de 43 milhões de cópias.

Bat Out of Hell


Heaven Can Wait

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Raúl Solnado

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Raúl Augusto de Almeida Solnado (Santa Isabel, Lisboa, 19-10-1929 — Campo Grande, Lisboa, 08-08-2009) - Foi um comediante, humorista, apresentador de televisão e actor português. Filho de Bernardino da Silva Solnado (Fundada, Vila de Rei, 1902 - ????) e de sua mulher Virgínia Augusta de Almeida (Maceira, Fornos de Algodres, c. 1905 - Santa Isabel, Lisboa, 19-10-1929).
Unanimemente reconhecido, como um dos maiores nomes do humor português, começou a fazer teatro na “Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul” (1947), profissionalizando-se em 1952.
Em 1953 estreia-se no teatro de revista com "Viva O Luxo", apresentado no Teatro Monumental. Entra também na revista "Ela não Gostava do Patrão".
1956 é o ano de "Três Rapazes e Uma Rapariga" no Teatro Avenida.
Participa ainda nos filmes "O Noivo das Caldas" e "Perdeu-se um Marido".
No ano de 1958 participou nos filmes "Sangue Toureiro" e "O Tarzan do Quinto Esquerdo".
Desloca-se pela primeira vez ao Brasil em 1958 onde as coisas correram mal.
Em 1960 torna-se primeiro actor na peça "A Tia de Charley" apresentada no Teatro Monumental.
Participa no filme "As Pupilas do Senhor Reitor" (Prémio S.N.I.).
"A Guerra de 1908", um “sketch” do espanhol Miguel Gila, adaptado para português por Solnado, é interpretado na revista "Bate o Pé", estreada no Teatro Maria Vitória em Outubro de 1961. Entra também no filme "Sexta-feira, 13".

A Guerra - TV Record (Brasil), em 1967.


Chamada para Washington - TV Record (Brasil), em 1967.


Entrevista a Raúl Solnado, no celebérrimo programa “Zip Zip” (Maio de 1969 a Dezembro de 1969, e possivelmente no dia 29 de Dezembro de 1969, em pleno fim da ditadura, com Marcelo Caetano, no poder, como primeiro-ministro. “No último episódio de ZIP ZIP, e depois de uma primeira parte dedicada a uma paródia futurista à sociedade portuguesa, Carlos Cruz e Fialho Gouveia decidem aceder ao pedido de milhares de espectadores e entrevistam Raul Solnado, o mentor mítico e hilariante do programa. É uma entrevista relevante da figura de um dos maiores cómicos portugueses, e da maneira como a feitura deste programa marcou tanto a sua carreira e a fama que alcançou junto dos portugueses. (in Youtube)”.

Rio fundo ? - Interacção Humorística (CXXI)

Em 07-06-201. Obrigado.

Rio fundo ?

O fazendeiro novo chega na beira do rio com a sua manada de vacas e pergunta para um menino que está ali por perto, em cima de uma cerca:

- Esse rio é fundo menino?

O menino responde:

- Bom, a criação do meu pai passa com a água no peito...

Então, o fazendeiro começa a guiar a sua manada rio dentro e, lá pelo meio do rio, algumas vacas começam a afogar-se.

Desesperado,  ele pergunta para o menino:

- Porra !!!... Seu pai cria o quê, moleque filho da puta ?

- Patos !

terça-feira, 6 de maio de 2014

Jazz Standards (CXVI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Speak Low (#120) - Música de Kurt Weill e Letra de Ogden Nash
A comédia musical “One Touch of Venus”, musicada por Kurt Weill, estreou na Broadway em Outubro de 1943, e esteve em cena por 567 vezes. Sidney Joseph Perelman e Ogden Nash (letrista), com base na novela de 1885, “The Tinted Venus”, por F. Anstey, pseudónimo de Thomas Anstey Guthrie. Na produção Mary Martin interpretou uma estátua de Vénus, que ganhou vida quando um barbeiro, Rodney Hatch, interpretado por Kenny Baker, colocou o anel de noivado que tinha comprado para a sua namorada no dedo da estátua. A deusa do amor tenta Hatch e tenta conquistá-lo com a composição "Speak Low", a notável e sedutora canção do musical, cantada por Mary Martin. Mas para sua consternação, ela (Vénus) segue-o, por toda a cidade de Nova York, mas para resolver todos os casos de amor complicados, dos outros, antes de resolver o seu e, finalmente, retornar ao seu pedestal na galeria de arte.
"Speak Low" foi lugar 5 nas tabelas de venda, em 1944, gravado por Guy Lombardo e os “His Royal Canadians”, com o vocalista Billy Leach.

Eileen Wilson (????) e Dick Haymes (Buenos Aires, Argentina, 13-09-1918 - Los Angeles, California, EUA, 28-03-1980) – Do filme de 1948 “One Touch of Venus”, dirigido por William A. Seiter. Aqui no video, Ava Gardner, fazendo o papel de Vénus, mas dobrada na voz, durante a composição por Eileen Wilson.


Norah Jones (Brooklyn, EUA, 30-03-1979 - 20xx) e Tony Bennett (Queens, New York, EUA, 03-08-1926 - 20xx) – para a Sony Music Entertainment (2011)


Kurt Weill (Dessau, Alemanha, 02-03-1900 – New York, EUA, 03-04-1950) – O autor da música, desta composição, na voz e ao piano.


Marisa Monte (Rio de Janeiro, Brasil, 01-07-1967 – 20xx) – Do seu primeiro álbum “MM”, em 1989, com vendas de 500 mil cópias.


Letra

Speak low when you speak love
Our summer day withers away too soon, too soon
Speak low when you speak love
Our moment is swift, like ships adrift, we're swept apart too soon
Speak low, darling, speak low
Love is a spark, lost in the dark too soon, too soon
I feel wherever I go that tomorrow is near,
Tomorrow is here and always too soon
Time is so old and love so brief
Love is pure gold and time a thief
We're late, darling, we're late
The curtain descends, ev'rything ends too soon, too soon
I wait, oh darling, I wait
Will you speak low to me, speak love to me and soon
Time is so old and love so brief
Love is pure gold and time a thief
We're late, darling, we're late
The curtain descends, ev'rything ends too soon, too soon
I wait, darling, I wait
Will you speak low to me, speak love to me
Will you speak low to me, speak love to me and soon
And soon
Speak love
Speak love
Speak love

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)