Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Os Festivais das Canções (1985)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.

Euro Festival 1985, em 4 de Maio, Gotemburgo (Suécia).

1º. Bobbysocks (1984) - La det swinge


2º. Wind (1985) - Für Alle


3º. Kikki Danielsson (10-05-1952) - Bra vibrationer


Festival RTP da Canção de 1985, em 7 de Março, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

1º. Adelaide Ferreira (23-09-1959) - Penso em ti, eu sei


2º. Eduarda (19??) - Meu Amor, Minha Dor, Meu Jardim


3º. Nuno (1971 ?) e Henrique  (07-08-1972) – Meia de Conversa

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1911, Rua Alexandre Herculano 25

O Prémio Valmor em 1911 também foi atribuído a um edifício de habitação (15). Este situa-se na Rua Alexandre Herculano 25. O projecto é da autoria do Arquitecto Miguel Ventura Terra (1866-1919) e o proprietário era António Tomás Quartim. Considerado um excelente modelo de arquitectura urbana, este edifício apresentava um nobre estilo, incorporando diversos materiais e demonstrando uma notória influência parisiense. Actualmente encontra-se em bom estado. 

Encontra-se no lado esquerdo da Rua Alexandre Herculano 25, quem se dirige da Avenida da Liberdade para o Largo do Rato, e é logo no primeiro quarteirão. Actualmente funciona lá, a Direcção Municipal de Reabilitação Urbana, departamento da própria CML. Um departamento que penso eu, ter muita responsabilidade, nas melhorias e recuperações dos edifícios patrimoniais desta capital europeia.

Arquitecto Miguel Ventura Terra:


Prémios Valmor (1903, 1906, 1909, 1911) e Menção Honrosa (1913)

Arquitecto Miguel Ventura Terra (1866-1919):

“Natural da freguesia de São Pedro de Seixas do Minho, iniciou os seus estudos na Academia Portuense, entretanto Escola de Belas-Artes, que concluiu com a obtenção do diploma de Arquitecto e, em 1886, partiu para Paris, como bolseiro do Governo, após um polémico concurso, reclamado e sanado, onde lhe foi confirmado o primeiro lugar. Nesta cidade, candidatou-se à respectiva Escola de Belas-Artes, tendo ficado entre os cinco primeiros classificados. Discípulo dos notáveis arquitectos Jules André (1) e Victor Laloux (2), durante estes estudos, obteve primeiros prémios, medalhas e menções honrosas que lhe permitiram concorrer à primeira classe dos arquitectos diplomados pelo Governo francês. Em 1895, recebeu o honroso diploma, após defesa de um Projecto do Palácio da Justiça para Lisboa que, entretanto lhe fora encomendado pelo Governo português. Nesse ano foi recebido no “Salon”.
devem-se a Ventura Terra as grandiosas obras do Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, continuadas, após a sua morte, pelo Arqº. Manuel Nogueira (1883-1953), e, ainda, em Lisboa, a sinagoga israelita Schaare Tiekwa, da Rua Alexandre Herculano, que substituiu a do Beco dos Apóstolos, à Rua das Flores («A Construção Moderna» N.º 97/Ano IV/1903);
Obteve o Prémio Valmor referente aos Anos de 1903, 1906, 1909 e 1911 com as edificações situadas na Rua Alexandre Herculano, N.º 57-57C, Avenida da República, N.º 38, Rua Marquês da Fronteira, N.º 18-28, e Rua Alexandre Herculano N.º 25. Receberia ainda, respeitante a 1913, uma Menção Honrosa do Prémio Valmor pelo prédio situado na Avenida António Augusto de Aguiar, N.º 3-D, onde é hoje a sede da Ordem dos Engenheiros.”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = assim

(1) - Louis-Jules André ou Jules André é um arquitecto francês, nascido em Paris, a 24-06-1819 e morreu, também em Paris, a 30-01-1890, foi professor de Arquitectura, Prémio de Roma e membro do Instituto de França.

(2) - Victor-Alexandre-Frédéric Laloux (Tours, 15-11-1850 - Paris, 13-07-1937) é um arquitecto francês.

Acontecimentos Arquitectónicos da década:

1910 – Instauração da República.
1910 (até este ano) - Realiza-se na zona do Campo Grande uma das mais importantes feiras de Lisboa;
1914 – Projecto de monumento ao Marquês de Pombal por F. Santos, A. Couto e A. Bermudes;
1914/18 – Primeira Guerra Mundial;
1919 – Início das obras no Bairro Social do Arco Cego.

A seguir à imagem do Google MAP, e da segunda à nona fotografia são referentes ao ano de 2008, daí em diante são de 2013.


Próxima publicação dia 14-05-2014 com o Prémio Valmor de 1912, na Praça Duque de Saldanha 12, e arquitectada por Manuel Joaquim Norte Júnior.

sábado, 26 de abril de 2014

Lisboa (XIII) – Rossio e Estação

(In Wikipédia ou em “site” indicado - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

A Praça de D. Pedro IV, mais conhecida pelo seu antigo nome de Rossio, tem constituído o centro nevrálgico de Lisboa desde há seis séculos. Assistiu a touradas, festivais, paradas militares e também a autos-de-fé durante a Inquisição.
Hoje assiste a ocasionais comícios políticos, e os seus sóbrios edifícios pombalinos, estão ocupados por lojas de recordações, joalharias e cafés.
Em meados do século XIX a praça foi calcetada a preto e branco, com padrões ondulantes. Foi um dos primeiros desenhos desse tipo a decorar os pavimentos da cidade. No lado norte da praça fica o Teatro Nacional D. Maria II, que recebeu o nome da filha de D. Pedro, D. Maria II.
Estátua de D. Pedro IV - No centro da praça, ergue-se a estátua de D. Pedro IV, vigésimo oitavo rei de Portugal e primeiro imperador do Brasil independente. Na sua base, as quatro figuras femininas são alegorias à Justiça, à Sabedoria, à Força e à Moderação, qualidades atribuídas ao Rei-Soldado.
Criou-se uma lenda urbana de que a referida estátua de D. Pedro IV na verdade teria sido, originalmente, concebida para o imperador Maximiliano do México. Como o imperador mexicano foi fuzilado em 1867, pouco antes do término da estátua, prontamente teria sido essa reaproveitada para o projecto de revitalização do Rossio, o que explicaria as – supostas – semelhanças da estátua do rei português com a figura do imperador mexicano. Vários estudiosos, como o historiador José Augusto França em A arte em Portugal no século XIX, já se demonstravam contra essa teoria, visto que a peça apresenta claros sinais de se tratar duma figura nacional portuguesa: os escudos nos botões, o colar da Torre e Espada e a Carta Constitucional. Recentes descobertas na base da estátua em meados de 2001, durante obras de restauro, reafirmam tratar-se da figura de D. Pedro IV - dois frascos de vinte centímetros cada, contendo documentos e uma fotografia revelada em albumina, que estão a ser analisados pelo Instituto Português de Conservação.
Estação Ferroviária do Rossio - É uma estação da linha de Sintra da rede de comboios suburbanos de Lisboa. Fica situada entre o Rossio e a Praça dos Restauradores, em Lisboa.
Foi autor do projecto o arquitecto José Luís Monteiro, por encomenda da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses. A obra teve início, em 1886, tendo sido adjudicada a uma empresa belga, e incluiu, além da construção da estação, a escavação do túnel ferroviário, a ligação rodoviária à Calçada do Carmo e a construção do Hotel Palace.
Foi inaugurada em 23 de Novembro de 1890, com o nome de Estação da Avenida.
Durante muitos anos o Rossio foi a estação central de Lisboa, estação terminal de comboios nacionais e internacionais, que a ela chegavam pelas Linha de Cintura e Linha do Oeste.
Com o aumento de tráfego da linha de Sintra, a estação do Rossio passou a estar apenas destinada ao tráfego suburbano de passageiros, sendo os restantes comboios transferidos novamente para a estação de Santa Apolónia (com a excepção, durante alguns anos, dos comboios da linha do Oeste).
A linha de acesso à estação foi electrificada em 1956, pondo fim aos problemas ligados ao fumo dentro do túnel.

O tema escolhido para ilustrar musicalmente estas fotografias é o tema de António Pinho Vargas, “La Corázon”, do álbum “Os Jogos do Mundo” de 1989, com a presença de APV (Yamaha grande piano), José Nogueira (saxofone  alto e saxofone Selmer), Mário Barreiros (bateria Pearl e pratos Sabian), Pedro Barreiros (contrabaixo), Quico (sintetizadores Roland D-50, Júpiter 8, MKS-80, S-550) e Rui Júnior (tablas e percussão)

António Pinho Vargas (1951-20xx) – Nascido em Agosto em Vila Nova de Gaia, tem uma carreira musical longa e rica de experiências. Funda em 1970, a “Associação de Música Conceptual”, conjuntamente com Carlos Zíngaro e Jorge Lima Barreto. Licenciado em História pela Faculdade de Letras do Porto, enfrenta alguns anos de dificuldade pessoal por querer ser músico de “jazz”. Malpertuis, Bambu, Faces, Fora de Moda, Ritual, são álbuns de outros músicos com quem participa. Em 1983 estreia-se com o álbum “Outros Lugares”. Depois não pára e compõe e edita outros álbuns, tais como: Cores e Aromas; As Folhas Novas mudam de Cor; Os Jogos do Mundo; Selos e Borboletas. No teatro e cinema, com bandas sonoras: “Hamlet”; Tempos Difíceis;  Aqui na Terra, Cinco Dias, Cinco Noites. Também música erudita e ópera, com “Os Dias Levantados”.
E nunca mais parávamos de falar de APV, este excelente compositor e intérprete que é mais uma pérola do tão abandonado panorama musical português.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

40 anos

Como povo que sou e do qual faço parte, fico a pensar, será que tudo o que ele disse, ainda o continuamos a ter ?! Quem é que deu cabo disto ?!


Viva o 25 de Abril !!!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Quatro composições (desta vez !) dos álbuns mais vendidos (V)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

EUA, “Whitney Houston - I Am Every Woman”, “Whitney Houston – Run To You”, “Lisa Stanfield - Someday (I'm Coming Back)” e “Kenny G - Waiting For You”, The Bodyguard, 30/11/1982, Pop / R&B / Rock / Dance

Um bom filme e uma excelente banda sonora. Vozes inesquecíveis, como a de Whitney Houston, em meia-dúzia de excelentes interpretações, e mais oito composições com diferentes intérpretes. Um álbum muito bom de ouvir.

Whitney Houston - I Am Every Woman


Whitney Houston – Run To You


Lisa Stanfield - Someday (I'm Coming Back)


Kenny G - Waiting For You

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ivone Silva

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Maria Ivone da Silva Nunes (Ferreira do Zêzere, Paio Mendes, 24-04-1936 1936 — Lisboa, 20-11-1987) – Mais, simplesmente, conhecida por Ivone Silva, foi uma actriz portuguesa conhecida pelo seu trabalho humorístico na televisão e teatro de revista. Filha de José António da Silva e de sua mulher Ermelinda Rosa Nunes Dias, 15.ª neta de Duarte Galvão, ambos ligados profissionalmente à arte da alfaiataria, nasceu a 24 de Abril de 1936 em Paio Mendes, aldeia situada no concelho de Ferreira do Zêzere e veio a falecer em Lisboa a 20 de Novembro de 1987, de cancro da mama. Desde muito cedo conviveu com o ambiente ligado às artes cénicas já que o pai também era actor, tenho participado com algum destaque, em filmes portugueses como “O Ladrão da Luva Branca” e “O Zé do Telhado”. A sua irmã é a actriz Linda Silva.
A figura ímpar e excepcional de Ivone Silva ficou estreitamente ligada a outro grande humorista português, Camilo de Oliveira, que com o dueto crítico e muito engraçado dos dois alcoólicos, Agostinho e Agostinha, intitulado “Ai Agostinho, ai Agostinha” na série televisiva portuguesa «Sabadabadu». Muitos dos seus programas deram a conhecer ao mundo português, nomes, como Carlos Cunha e muitos outros actores.
Desta senhora saíram várias frases populares como "com um simples vestido preto, eu nunca me comprometo".
Tem uma Rua com o seu nome na Freguesia do Campo Grande, em Lisboa.

A Ré – de uma revista de autoria de César de Oliveira.


Olívia Patroa e Olívia Costureira


O Cubo – do programa “Sabadabadu”.


Entrevista – … em 1970.

A Fé é que nos salva - Interacção Humorística (CXX)

Em 02-06-2011. Obrigado.

A Fé é que nos salva…

A D. Beatriz, senhora alentejana, 80 anos, solteira, organista numa igreja da Diocese de Beja. É admirada por todos pela sua simpatia e doçura.
Uma tarde, convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá. Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu e perguntou-lhe o porquê de tal decoração em cima do órgão.

E responde ela apontando para a jarra: "Ah! refere-se a isto?
Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei um pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa? Este Inverno ainda não me constipei".

A Fé é que nos salva…

domingo, 20 de abril de 2014

Jazz Standards (CXV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

I Love You (#119) - Música e Letra de Cloe Porter
No seu livro, “Cole Porter: A Biography”, Charles Schwartz conta-nos a história de como "I Love You", cantada pela primeira vez, no espectáculo da Broadway  “Mexican Hayride” em 1944, foi escrito por Porter sobre uma aposta com o actor Monty Woolley. Enquanto o musical “Mexican Hayride” ainda estava na sua fase de inicial, Woolley havia desafiado Cole para escrever uma composição que teia de se chamar “I Love You”, e que essa frase teria de se repetir imensas vezes. Woolley achou que o dom de Cole com palavras e música não seria suficiente para superar essa pequena aposta. Aceitando o desafio, trouxe o seu melhor para a canção neste refrão:

‘I love you,’
Hums the April breeze.
‘I love you,’
Echo the hills.
‘I love you,’
The golden dawn agrees
As once more she sees daffodils.

Cantada por Wilbur Evans no espectáculo, “I Love You” rapidamente, foi aceite, permitindo a Cole Porter ganhar a aposta…

Bing Crosby (1944, 18 semanas, mantendo-se em 1º. Lugar por 5 semanas);
Ernie Madriguera e orquestra (1944, 3 semanas, chegando ao 7º. Lugar);
Jo Stafford (1944, e a orquestra de Paul Weston, 6 semanas, chegando ao 8º. Lugar);
Perry Como (1944, 3 semanas, chegando ao 12º. Lugar).

Peter Bernstein (New York, EUA, 03-09-1967 – 20xx) Trio - com Peter Bernstein (guitarra), Dwayne Burno (contrabaixo) e Joe Strasser (bateria).


Jo Stafford (Coalinga, California, EUA, 12-11-1917 - Century City, Los Angeles, California, EUA, 16-07-2008) -


Bing Crosby (Tacoma, Washington, EUA, 03-05-1903 — Madrid, Espanha, 14-11-1977)


John Coltrane (Hamlet, Carolina do Norte, EUA, 23-09-1926 - Long Island, Nova Iorque, EUA, 17-07-1967) – Do álbum “Lush Life”, com John Coltrane (saxofone tenor), Earl May (contrabaixo) e Art Taylor (bateria), gravado nos Estúdios de Rudy Van Gelder, Hackensack, New Jersey, a 16 de Agosto de 1957.


Letra

I love you
Hums the April breeze.
I love you
Echo the hills.
I love you
The golden dawn agrees
As once more she sees
Daffodils.
It's spring again
And birds on the wing again
Start to sing again
The old melody.
I love you,
That's the song of songs
And it all belongs
To you and me.
It's spring again
And birds on the wing again
Start to sing again
The old melody.
I love you,
That's the song of songs
And it all belongs
To you and me

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Os Festivais das Canções (1984)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.

Euro Festival 1984, em 5 de Maio, Luxemburgo (Luxemburgo).

1º. Herreys (1984 – ????) - Diggi-loo diggi-ley


2º. Linda Martin (17-04-1967) - Terminal 3


3º. Bravo (1982 – 1985) – Lady, Lady


Festival RTP da Canção de 1984, em 7 de Março, no Auditório Europa.

1º. Maria Guinot (20-06-1945) - Silêncio e Tanta Gente


2º. Samuel Leonor Lopes Quedas (01-08-1952) – Pelo Fim da Tarde


3º. Banda Tribo (19?? - ????) - A Padeirinha de Aljubarrota

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Jazz Standards (CXIV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Lover (#118) - Música de Richard Rodgers e Letra de Lorenz Hart
O filme de 1933, “Love Me Tonight”, estreado com Jeanette MacDonald e Maurice Chevalier, apresentou a música "Lover", que foi cantada por Jeanette MacDonald. No livro de Gerald Mast “Can’t Help Singin’” afirma que o nível atingido pelo compositor Richard Rodgers e Lorenz Hart (letrista) torna esta partitura "... uma das melhores e originais, alguma vez jamais escritas para o cinema". Além desta crítica, Clive Hirschhorn, no seu livro “Hollywood Musicals” diz que o filme "…continua a ser um dos musicais mais encantadores e coesos do género."
O filme é um conto de fadas com Jeanette MacDonald, como uma princesa que se apaixona por um alfaiate interpretado por Maurice Chevalier. As composições "Isn’t It Romantic" e "Mimi", tornaram-se canções assinatura de Chevalier, principalmente, a última. Apesar da forma em que foi apresentado no filme, a bela valsa "Lover" conseguiu traçar e manter a sua popularidade ao longo de gerações, bastando para isso ver as datas do sucesso da mesma:

Paul Whiteman e a sua orquestra, em 1933, com Jack Fulton (vocal), 7 semanas de permanência, chegou ao 3º. Lugar;
Greta Keller, em 1933, 2 semanas de permanência, chegou ao 15º. Lugar;
Guy Lombardo e a sua orquestra, em 1944, somente instrumental, 5 semanas de permanência, chegou 8º. Lugar;
Les Paul, em 1948, somente instrumental, 4 semanas de permanência, chegou ao 21º. Lugar; e
Peggy Lee, em 1952, 13 semanas de permanência, chegou ao 3º. Lugar.


Frank Sinatra (Hoboken, EUA, 12-12-1915 — Los Angeles, EUA, 14-05-1998) – em Abril de 1950.


Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996) – Em 1956, para a Verve Records.


Deanna Durbin (Winnipeg, Manitoba, EUA, 04-12-1921 - Neauphle-le-Château, França, ??-04-2103)


Eric Johnson (???? - ????) – Tocada por Eric Johnson e a sua Orquestra, para a etiqueta “Westminster” em 1958.


Letra

Lover, when I'm near you, and I hear you - speak my name
Softly, in my ear you - breathe a flame
Lover, when we are dancing, keep on glancing in my eyes,
Till loves own enchanting music dies
All of my future is in you, you're every plan in design,
Promise you'll always continue to be mine
Lover, it's immoral, but why quarrel - with our bliss
When, two lips of coral - want to kiss
I say (that) the devil is in you, and to resists you - I try
But if you didn't continue - I would die
Lover, please be tender, when you're tender - fears depart
Lover, I surrender - to my heart

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Duas composições dos álbuns mais vendidos (IV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

EUA, Michael Jackson, “Bad” e “I Just Can't Stoping Loving You”, Bad, 31/10/1987, Pop, R&B, Funk, Soul, Dance-Pop, Rock

Editado 31-10-1987, um dos álbuns de maior sucesso de todos os tempos, e por indicação do “Guiness Book of World Records” com vendas de cerca de 45 milhões de unidades. Deixo-vos com duas músicas escolhidas por mim e espero que gostem.

Bad


I Just Can't Stoping Loving You

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1909, Rua Marquês Fronteira 18-28

No ano de 1909 foram entregues quatro prémios, três dos quais Menções Honrosas.
Nesse ano o Prémio Valmor coube ao Palacete Mendonça (10), na Avenida Marquês de Fronteira, 18-28, um projecto do arquitecto Miguel Ventura Terra para Henrique José Monteiro Mendonça. Edificado no alto do Parque Eduardo VII e um pouco recuado em relação à via pública possui uma fachada simétrica e de expressão algo italianizante. O júri destacou ainda a “loggia”, afirmando mesmo que «(...) deveria ser mais amplamente adoptado no nosso pais (...)».

Encontra-se na Rua Marquês da Fronteira (à esquerda), logo a seguir à transversal para o Palácio da Justiça, e quando se começa a descer em direcção à Avenida António Augusto Aguiar, tendo o “El Corte Inglês” do lado direito. O Palacete encontra-se dentro de uma pequena propriedade fechada ao público. Em virtude disso, as fotografias foram tiradas à distância (estilo “paparazzo”) e não mostram bem o extraordinário edifício que foi Prémio Valmor de 1909.

Arquitecto Miguel Ventura Terra:


Prémios Valmor (1903, 1906, 1909, 1911) e Menção Honrosa (1913)

Arquitecto Miguel Ventura Terra (1866-1919):

“Natural da freguesia de São Pedro de Seixas do Minho, iniciou os seus estudos na Academia Portuense, entretanto Escola de Belas-Artes, que concluiu com a obtenção do diploma de Arquitecto e, em 1886, partiu para Paris, como bolseiro do Governo, após um polémico concurso, reclamado e sanado, onde lhe foi confirmado o primeiro lugar. Nesta cidade, candidatou-se à respectiva Escola de Belas-Artes, tendo ficado entre os cinco primeiros classificados. Discípulo dos notáveis arquitectos Jules André (1) e Victor Laloux (2), durante estes estudos, obteve primeiros prémios, medalhas e menções honrosas que lhe permitiram concorrer à primeira classe dos arquitectos diplomados pelo Governo francês. Em 1895, recebeu o honroso diploma, após defesa de um Projecto do Palácio da Justiça para Lisboa que, entretanto lhe fora encomendado pelo Governo português. Nesse ano foi recebido no “Salon”.
devem-se a Ventura Terra as grandiosas obras do Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, continuadas, após a sua morte, pelo Arqº. Manuel Nogueira (1883-1953), e, ainda, em Lisboa, a sinagoga israelita Schaare Tiekwa, da Rua Alexandre Herculano, que substituiu a do Beco dos Apóstolos, à Rua das Flores («A Construção Moderna» N.º 97/Ano IV/1903);
Obteve o Prémio Valmor referente aos Anos de 1903, 1906, 1909 e 1911 com as edificações situadas na Rua Alexandre Herculano, N.º 57-57C, Avenida da República, N.º 38, Rua Marquês da Fronteira, N.º 18-28, e Rua Alexandre Herculano N.º 25. Receberia ainda, respeitante a 1913, uma Menção Honrosa do Prémio Valmor pelo prédio situado na Avenida António Augusto de Aguiar, N.º 3-D, onde é hoje a sede da Ordem dos Engenheiros.”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = assim

(1) - Louis-Jules André ou Jules André é um arquitecto francês, nascido em Paris, a 24-06-1819 e morreu, também em Paris, a 30-01-1890, foi professor de Arquitectura, Prémio de Roma e membro do Instituto de França.

(2) - Victor-Alexandre-Frédéric Laloux (Tours, 15-11-1850 - Paris, 13-07-1937) é um arquitecto francês.

Acontecimentos Arquitectónicos da década:

1902 - Inauguração do elevador de Santa Justa;
1903 - Publicação do novo regulamento de salubridade para as construções urbanas;
1904 – Aprovação do Plano Geral de Melhoramentos, apresentado pelo engenheiro Ressano Garcia (1847-1911);
1905 – Desenvolvimento das construções ao longo da Avenida Fontes Pereira de Melo e da futura Avenida da República;
1905 - Jardim Zoológico, nas Laranjeiras, Raul Lino;
1907 – Animatógrafo do Rossio;
1908 - Projecto para o Parque Eduardo VII do arquitecto Miguel Ventura Terra.

Da quarta à décima foto, a seguir às 3 imagens do Google MAP, são de 2008 e as seguintes de 2013.


Próxima publicação dia 21-04-2014 com o Prémio Valmor de 1911, na Avenida Alexandre Herculano 25, e arquitectada por Miguel Ventura Terra.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Lisboa (XII) – Colégio Académico e Pastelaria Versailles

A fundação do Colégio Académico data de 1926 e a sua actividade teve início num edifício situado junto à Rua do Arco da Bandeira.
Em 1928 foi transferido para as instalações do extinto Colégio Francês, na Rua Álvaro Coutinho n.º 14 aos Anjos. Quatro anos mais tarde, foi criada a secção feminina que se instalou no edifício da Av. da República n.º 13, onde anteriormente tinham funcionado o colégio Inglês e a escola Minerva.
A secção masculina manteve-se no edifício dos Anjos até 1975. Coma cedência do edifício dos Anjos ao estado em 1975, o Colégio - sito na Av. da República - que entretanto adoptara o nome de "O Novo Académico" passou a ser misto.
A partir de 1981 o Colégio retomou a sua antiga designação de "Colégio Académico". Com paralelismo pedagógico desde 1978 e autonomia pedagógica a partir de 87, ao longo dos seus anos de existência, tem provas dadas quanto à qualidade de ensino que ministra e orgulha-se de ser responsável pela educação de muitos cidadãos portugueses.
Na sequência das actuais exigências de modernização do ensino e de uma maior abertura à Comunidade, o Colégio Académico em 1994 passou a ser membro do sistema de escolas associadas à Unesco, em 2010 gostaria de ser uma Eco-Escola e renovar a parceria com a Unesco.
Desde 2006 promove o “CO2 Neutrality Program”.


A Pastelaria Versailles é uma das pastelarias históricas da cidade de Lisboa. Situada na Avenida da República, no número 15A, foi inaugurada em 1922.


Musicalmente vai ficar a acompanhar-nos aquele que foi um dos grandes pianistas de Jazz de todos os tempos, fala-vos de Bill Evans, Vamos ouvir o tema “Haunted Heart” (Deitz/Schwartz), com Bill Evans (piano), Scott Lafaro (contrabaixo) e Paul Motian (bateria), do álbum “Explorations”, gravado em 2 de Fevereiro de 1961, em New York.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sara Lazarus – Jazz Singers (XXI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Sara Lazarus (Wilmington, Delaware, EUA, 01-04-19?? – 20xx) – É uma cantora de jazz norte-americana, que actua, predominantemente, em França. Sara Lazarus nasceu em Wilmington, Delaware, que também é a cidade natal de Clifford Brown. Começou a sua carreira no teatro musical, e aprendeu a cantar “standards” logo no início, em pequena. Aos 8 anos de idade, começou a ter aulas de piano. Aprendeu saxofone tenor e tocou numa orquestra durante a escola primária. Aos 16 anos, tornou-se membro da “American Youth Jazz Band”, como saxofonista tenor e cantora. Foi com esse grupo que ela completou a sua primeira digressão europeia, a qual terminou em 1980, no “Montreux Jazz Festival”.
Iniciou os seus estudos universitários em Literatura Inglesa, na Universidade de Harvard e tocou na orquestra da universidade.
Illinois Jacquet (saxofone), conheceu-a, quando ela era estudante, e encorajou-a a desenvolver a sua voz, através da sua realização profissional, como cantora. A “Down Beat”, uma das principais revistas americanas sobre jazz, apelidou-a de "a melhor solista de jazz a nível universitário."
Após ter terminado os seus estudos, Sara Lazarus passou a residir em França e participou numa série de festivais de jazz europeus, tais como: “Jazz in Marciac”; “Crest Jazz Vocal”; o festival de “Montlouis-Sur-Loire”; “Braga Jazz”; e a “JVC Jazz Festival Paris”. Trabalhou com músicos como Alain Jean-Marie (piano), Jacky Terrasson (piano), Manuel Rocheman (piano), Franck Amsallem (piano), Dominique Lemerle (contrabaixo), Riccardo Del Fra (contrabaixo), Gilles Naturel (contrabaixo), Steve Williams (bateria) e Andrea Michelutti (bateria).
Em 1994, ela ganhou o primeiro prémio no “Festival Internacional Thelonious Monk”, de cujo júri incluía, Jon Hendricks (cantor), Shirley Horn (piano e cantora), Cleo Laine (cantora), Abbey Lincoln (cantora), Dianne Reeves (cantora) e Jimmy Scott (cantor). Na cerimónia de entrega dos prémios, Sara teve a oportunidade de participar numa “jam session” com Herbie Hancock (piano), Ron Carter (contrabaixo), Grady Tate (bateria), Kenny Burrell (guitarra), Jimmy Heath (saxofone) e Clark Terry (trompete).
Em Novembro de 2000 ela participou num projecto de Patrice Caratini (maestro e contrabaixo) e seu “Jazz Ensemble”, que incidiu sobre a música de Cole Porter e, especificamente, para o seu álbum “Anything Goes”.
Em Março de 2005, o seu segundo álbum "Give Me The Simple Life" com Bireli Lagrene (guitarra e contrabaixo), foi editado e popularizou-se após uma digressão em França e em todo o continente europeu, nomeadamente, participando em vários festivais de jazz.
Sara Lazarus é dito ter uma voz "sóbria e delicada", conhecida pela sua espontaneidade, a sua ternura e sentido de comunicação.

Taking A Chance On Love


Myra, na “Thelonious Monk Vocalist Competition”, Sara Lazarus venceu, conjuntamente, com o saxofonista Anton Schwartz juntando à “Harvard Sunday Jazz Band”, tocando e cantando “Myra" de Benny Carter. Gravado ao vivo no “Sanders Theater”, Cambridge, Massachussets, EUA, 6 de Abril de 2002.


September Song


Gypsy In My Soul, com os “Bireli Lagrene Gypsy Project”, com Birelli Lagrene (guitarra).