Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1929, Avenida 5 Outubro 207-215

Em 1929 o Prémio Valmor foi para uma moradia unifamiliar pertencente a Félix Lopes e cujo projectista foi Pardal Monteiro. Esta moradia situa-se na Av. 5 de Outubro, 209-215 e utilizava uma linguagem de formas “arte deco” e foi considerado “um belo exemplar da arquitectura moderna, impondo-se pelo equilíbrio das suas proporções, pela harmonia da sua decoração”. Bem conservada, a moradia tem as duas garagens adaptadas a uma repartição.

Encontra-se do lado direito da Avenida 5 de Outubro, para quem vai do lado de Entrecampos em direcção ao Marquês de Pombal/Praça Duque de Saldanha. É o primeiro edifício a seguir à ponte ferroviária e fica junto ao estacionamento que vulgarmente serve para o Hospital Curry Cabral. É um edifício bem grande e exuberante.

Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957):

“Natural de Montelavar (Sintra), e então também musando o nome de Porfírio Pedro Monteiro, tinha 17 anos quando frequentava o primeiro ano do Curso da Arquitectura Civil da Escola de Belas-Artes, concluindo-o em 1918. Tirocinou com Ventura Terra, do qual foi discípulo estimado. O período dos anos 20 a 40 é de grande produção de «atelier» e se corresponde, por um lado, ao dos seus Prémios Valmor, também terá o Instituto Superior Técnico (1927), a Estação do Cais do Sodré (1928), o Instituto Nacional de Estatística (1931-35). Quando da inauguração da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, a revista “Arquitectos”, do Sindicato Nacional dos Arquitectos, N.º 6/Agosto-Outubro de 1938, dedicou-lhe uma expressiva local, a págs. 182; o mesmo sucedeu com o edifício do «Diário de Notícias», no N.º 13, de Maio-Junho de 1940, do referido orgão sindical. Participou na Exposição do Mundo Português com o Pavilhão dos Descobrimentos.
...
Obteve o Prémio Valmor correspondente aos anos de 1923, 1928, 1929, 1938 e 1940 com as seguintes edificações situadas na Av da República, N.ºs 49-49-D; Calçada de Santo Amaro, Nº. 83-85; Av. Cinco de Outubro, N.ºs 207-215; Av. Marquês de Tomar (Igreja N.ª S.ª de Fátima) e Av. da Liberdade, N.ºs 266-266-A (Sede do «Diário de Notícias»).
Recebria também , respeitante a 1930, uma Menção Honrosa do Prémio Valmor pelo prédio situado na Av. da República, N.º 54, infelizmente já desaparecido.”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM
Outros acontecimentos nesta década:

1920 – Início das obras no Bairro Social da Ajuda;
1924 – Teatro Tivoli, Raul Lino;
1925 – Primeiro Salão de Outono da Sociedade de Belas-Artes;
1926 – Bristol Club e Pavilhão de Rádio do Instituto de Oncologia, Carlos Ramos;
1926 - Cinema Capitólio, Cristino da Silva;
1927/35 – Instituto Superior Técnico, Pardal Monteiro;
1928 – Estação do Cais do Sodré, Pardal Monteiro;
1928 - Stand Rios de Oliveira, Cassiano Branco.

A seguir à imagem do Google MAP, e da segunda à décia quarta fotografia são referentes a 2008, daí em diante são de 2013.


Próxima publicação dia 16-12-2014 com o Prémio Valmor de 1931, Rua Infantaria 16 92-94, e arquitectada por Miguel Simões Jacobetty Rosa & António Maria Veloso dos Reis Camelo. Pertença de manuel Roque Gameiro, teve alteraçºoes estruturais em 1957. Lamento dizê-lo, mas não entendo a atribuição deste prémio a tal construção.

4 comentários:

  1. ~ ~ B e l í s s i m o !!

    ~ Um crime, terem deixado construir a torre ao lado, com uma traça e cores que não combinam minimamente!
    ~ ~ Excelente trabalho, Ricardo.

    ~ Bom e animado fim de semana. ~

    ResponderEliminar

Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.