A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sábado, 30 de agosto de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1916, Avenida Tomás Ribeiro 58-60

O Prémio Valmor em 1916 foi para o edifício de habitação na Rua Tomás Ribeiro, 58-60 pertencente a Rita de Matos e Dias com projecto do Arquitecto Miguel Nogueira Júnior. É um prédio de rendimento destinado a habitação, com lojas no piso térreo, tendo sido reconhecido mérito à "dificuldade do gaveto" e manifestando-se agrado pelo "feliz remate decorativo". Hoje o edifício ainda se encontra em bom estado de conservação.

Faz esquina entre a Avenida Luís Bívar, no começo da mesma (lado direito), e a Rua Tomás Ribeiro, no fim da mesma (lado direito).

Arquitecto Miguel José Nogueira Júnior (1883-1953):

“Natural da freguesia de S. Pedro de Seixas do Minho, a mesma do Arq.º Ventura Terra, é admissível que este tivesse exercido influência na sua carreira.
Veio para Lisboa por volta de 1902, com dezanove anos, para fazer no Instituto Industrial os preparatórios à Escola de Belas-Artes. Morava então num segundo andar do N.º 12 da Rua de Penha de França, sua residência ainda de muitos anos.
Diplomado arquitecto em 1907, dois anos depois era pensionista do Legado Valmor em Paris.
No Norte será ele que prosseguirá a Igreja do Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, iniciada por Miguel Ventura Terra; projectará a vedação artística do Parque das Caldas de Monção e um casino neoclássico, com elementos portugueses, para a Estação Termal de Chaves, na década de trinta.
Obteve o Prémio Valmor referente a 1913 e 1916 com as edificações situadas na Avenida da República, N.º 23, tornejando para a Avenida João Crisóstomo N.º 19, e na Rua Tomás Ribeiro, N.º 58-60, tornejando para a Avenida Luís Bivar, N.º 2-6.”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM
Acontecimentos Arquitectónicos da década:

1910 – Instauração da República.
1910 (até este ano) - Realiza-se na zona do Campo Grande uma das mais importantes feiras de Lisboa;
1914 – Projecto de monumento ao Marquês de Pombal por F. Santos, A. Couto e A. Bermudes;
1914/18 – Primeira Guerra Mundial;
1919 – Início das obras no Bairro Social do Arco Cego.

A seguir à imagem do Google MAP, e da segunda à décima quarta fotografia são referentes a 2008, daí em diante são de 2013.


Próxima publicação dia 17-09-2014 com o Prémio Valmor de 1917, na Rua Viriato 5, e arquitectada por Ernesto Korrodi. O edifício levou obras de restauro, há poucos anos.

4 comentários:

  1. Ainda bem que voltei hoje ao teu espaço, Ricardo!
    Foi uma boa forma de aplacar a minha revolta provocada pelas enormidades ouvidas ontem, com a visão destes belos slides de um estilo arquitectónico que gosto muito e da sempre interessante informação sobre o arquitecto vencedor do Prémio e do edifício em causa.

    Desculpa se ontem me excedi na forma como me expressei, mas há coisas difíceis de 'engolir'.

    Um abraço.

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    1. É a cidade onde nasci, aquela que sempre amei e que a pouco e pouco, tenho vindo a vê-la ser destruído, e no lugar onde existiam belos edifícios, aparecerem arquitecturas que não têm nada a ver com a traça do local, nem com as zonas antigas desta metrópole, uma das cidades mais antigas da Europa. Esepro que as minhas fotos perdurem e que muitos as vejam para se lembrarem, como Lisboa era bela arquitectonicamente.
      Obrigado Janita

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  2. Ricardamigo

    Também sou alfacinha, mais precisamente nasci em 20 de Setembro em 1941 (estou velho? Gasto...)

    Já tenho estado por cá te sigo, já comento - e tu? Nicles batatoides... Na Travessa não há prémios Valmor, mas há muitas coisas más, ups, mais.

    No entanto, deixa-me que te diga que os prémios Valmor são um galardão eterno da nossa Lisboa e como tal há que entrega-los e publicita-los. Como este é paradigma. E até hoje, em que a arquitectura ainda existe, há prédios para prémios,exceptuando os muitos mamarrachos; que aliás sempre houveram (????) houveram???? houve, porra!

    Abç.

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    1. Não prometo lá ir, porque não sou político... mas ver se lá vou sim !
      Obrigado Henrique

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.