Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sábado, 12 de julho de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1914, Campo Grande 382

Terceira Menção Honrosa foi para uma moradia unifamiliar, situada no Campo Grande 382, pertencente a Artur Magalhães com arquitectura de Álvaro Machado (1874-1944). Nesta escolha o júri considerou que as "duas fachadas de estilização portuguesa recomendam-se". Actualmente é o Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

Situa-se no final do Campo Grande, do lado direito quem vai da Praça de Entrecampos, pela faixa lateral, em direcção á Alameda das Linhas de Torres, um pouco antes dos últimos semáforos do Campo Grande.


 Arquitecto Álvaro Augusto Machado (1874-1944):

“Natural de Lisboa e filho do cenógrafo Eduardo Machado, o decorador do Coliseu dos Recreios, matriculou-se na Escola de Belas-Artes em1889, concluindo o curso de Arquitectura com distinção, em 1897. Um projecto académico por si elaborado da estação terminal de Caminhos-de-Ferro foi premiado em 1908, no Grémio Artístico, integrado na Exposição Comemorativa do IV Centenário do Caminho Marítimo para a Índia.
Autor do edifício da Sociedade Nacional de Belas Artes, na Rua Barata Salgueiro
Artista considerado no seu tempo, do seu risco são ainda os túmulos do visconde de Valmor, a que já demos devido destaque, e o de Alfredo da Cunha, figura grada do jornalismo português, ambos no cemitério do Alto de São João e do Arq.º Domingos Parente da Silva, erguido pelos seus admiradores, no Cemitério da Ajuda. Também o Monumento a Eduardo Coelho, o fundador do “Diário de Notícias”, no Jardim de São Pedro de Alcântara e aos mortos da Grande Guerra, em Lamego, são peças da sua autoria.
Foi durante vinte anos professor de Desenho, no Instituto Superior Técnico.
Obteve o Prémio Valmor de 1919 pelo edifício construído na Av. Duque de Loulé, N.º 47, já demolido, e uma Menção Honrosa, respeitante a 1914, com o prédio da Rua Oriental do Campo Grande, N.º 382, onde é hoje o Museu Municipal de Rafael Bordalo Pinheiro.”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM
Acontecimentos referentes à década:

1910 – Instauração da República.
1910 (até este ano) - Realiza-se na zona do Campo Grande uma das mais importantes feiras de Lisboa;
1914 – Projecto de monumento ao Marquês de Pombal por F. Santos, A. Couto e A. Bermudes;
1914/18 – Primeira Guerra Mundial;
1919 – Início das obras no Bairro Social do Arco Cego.

As 12 primeiras fotos, a seguir à imagem do Google MAP, são de 2008 e as seguintes de 2013.


Próxima publicação dia 24-07-2014 com o Prémio Valmor de 1914, na Avenida Fontes Pereira de Melo 28, a moradia conta como inquilino, os “Serviços do Metropolitano de Lisboa”. Foi arquitectado por Manuel Joaquim Norte Júnior.

4 comentários:

  1. ~ Embora não concorde com a figura do cãozinho no alçado principal, é um bonito prédio, com uma notável traça de mestre. ~

    ~ ~ ~ Excelente fim de tarde, Ricardo. ~ ~ ~

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A figura do cãozinho deve ter tido algum significado para quem a casa foi arquitectada e posteriormente construída, mas, na realidade, não fica bem.
      Grave, são as câmaras de video que são completamente inestéticas. Embora necessárias à segurança do Museu, poderiam, certamente, pô-las noutros locais que não afectassem a arquitectura do edifício.
      Obrigado Majo

      Eliminar
  2. Por acaso também tenho várias fotos do local: aqui há coisa de 3 ou 4 anos visitei o museu e tive oportunidade de ver de perto tanto o exterior, como o interior. Gosto especialmente do busto e do azulejo que representa Rafael Bordalo Pinheiro. Pena que atualmente o edifício esteja tão "encaixado" entre outros muito mais modernaços e que não têm nada a ver...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estou absolutamente de acordo contigo em relação à actual localização entre dois "mamarrachos" !
      Obrigado Teresa

      Eliminar

Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.