A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1913, Avenida República 23

Também o ano de 1913 contempla dois edifícios, o Prémio Valmor atribuído a um edifício de habitação na Av. da República, 23 cujo proprietário era José dos Santos e arquitectura de Miguel Nogueira Júnior (1883-1953).
O edifício vencedor do Prémio Valmor, na Av. da República, ostenta uma forte influência da Arte Nova e Neo-Romântica. Foi recentemente renovado servindo agora como sede a uma Instituição Bancária.

Encontra-se do lado direito da Avenida da República, para quem vai de Entrecampos para a Praça Duque de Saldanha, fazendo esquina entre a Avenida João Crisóstomo e a faixa lateral esquerda da Avenida da República. Cerca de dois quarteirões antes da Praça Duque de Saldanha.

Arquitecto Miguel José Nogueira Júnior (1883-1953):

“Natural da freguesia de S. Pedro de Seixas do Minho, a mesma do Arq.º Ventura Terra, é admissível que este tivesse exercido influência na sua carreira.
Veio para Lisboa por volta de 1902, com dezanove anos, para fazer no Instituto Industrial os preparatórios à Escola de Belas-Artes. Morava então num segundo andar do N.º 12 da Rua de Penha de França, sua residência ainda de muitos anos.
Diplomado arquitecto em 1907, dois anos depois era pensionista do Legado Valmor em Paris.
No Norte será ele que prosseguirá a Igreja do Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, iniciada por Miguel Ventura Terra; projectará a vedação artística do Parque das Caldas de Monção e um casino neoclássico, com elementos portugueses, para a Estação Termal de Chaves, na década de trinta.
Obteve o Prémio Valmor referente a 1913 e 1916 com as edificações situadas na Avenida da República, N.º 23, tornejando para a Avenida João Crisóstomo N.º 19, e na Rua Tomás Ribeiro, N.º 58-60, tornejando para a Avenida Luís Bivar, N.º 2-6.”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM
Acontecimentos Arquitectónicos da década:

1910 – Instauração da República.
1910 (até este ano) - Realiza-se na zona do Campo Grande uma das mais importantes feiras de Lisboa;
1914 – Projecto de monumento ao Marquês de Pombal por F. Santos, A. Couto e A. Bermudes;
1914/18 – Primeira Guerra Mundial;

1919 – Início das obras no Bairro Social do Arco Cego.

A seguir à imagem do Google MAP, e da segunda à décima fotografia são referentes a 2008, daí em diante são de 2013.


Próxima publicação dia 12-07-2014 com o Prémio Valmor de 1914, no Campo Grande 382, e arquitectada por Álvaro Augusto Machado. Actualmente, é onde se encontra o Museu Rafael Bordalo Pinheiro.

7 comentários:

  1. ~ ~ Excelentes fotografias, Ricardo. Um trabalho admirável.

    ~ ~ Lisboa tem em ti, um dedicado e zeloso admirador.

    ~ ~ ~ ~ Um Verão muito agradável e aprazível. ~ ~ ~ ~

    ~ ~ PS ~ ~
    ~ ~ Lembras-te de um técnico de informática que me pregou uma partida muito feia?
    ~ ~ Pois acontece que nunca me pediu desculpa. Por que será?!

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  2. Lisboa é a minha cidade, a minha "ainda" linda cidade !!!
    Obrigado Majo

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  3. Excelentes fotos, que captam a essência dos edifícios na perfeição.
    Sou uma apaixonada pela fotografia, mas não disponho desse bem cada vez mais essencial e raro chamado tempo.
    Vou disparando aqui e ali, para alimentar o bichinho da luz e dos planos... :):):)
    BFS. Abraço. D

    http://acontarvindodoceu.blogspot.pt

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    1. O "bichinho" da fotografia está cá. É uma dos meus passatempos preferidos e tenho de ter tempo para ele. Gosto muito de arquitectura, por isso, Lisboa e as suas belezas arquitectónicas !
      Obrigado D

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  4. Olá Ricardo ! :))
    Já to disse no meu blog, mas repito agora, aqui ! Nestes dias em que estive por Lisboa tive muitas ocasiões em que me recordava de ti e dos teus belos posts, sempre no sentido de nos mostrares o que Lisboa tem de belo ! ... Verdade ! E devo confessar que fiquei agradavelmente surpreendido com tudo que ia vendo ou (re)vendo ! Tens fortíssimos motivos para te orgulhares dessa fantástica Lisboa que me "reconquistou" ! :))
    Para fazeres uma pequena ideia, só num dia, saí no metro em Martim Moniz e sempre a pé subi a Graça até ao Castelo de S. Jorge, sempre atento a todos os pequenos pormenores, aí, umas voltas pelos arredores das muralhas, descida até aos miradouros de Alfama, descida pelo Limoeiro até à baixa pombalina, passando pela Sé (Relógio do Sol dum post rsrs). Daí, subindo ao Chiado (pela parte junta ao terreiro do Paço), Teatro S. Carlos, Brasileira, Trindade, Carmo, Elevador (vistas), novamente Chiado e Luis de Camões, descida ao Cais do Sodré (metro) ! Ufffa !!! ... Não sei quantos kms. (por escadas, mais escadas e vielas, mas tudo isto entre as 11 e as 5 !!!
    Valeu a pena e também tens "culpa" ! rsrsrs

    Grande Abraço ! :))
    .

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    1. Rui viva, espero que tudo esteja bem convosco.
      Ficou muito lisonjeado que as algumas das minhas fotografias te tenham inspirado na visita a Lisboa. Olha tenho pena que não me tenhas enviado um "mail" que tínhamos, bebido um cafézinho, no Martinho da Arcada.
      Obrigado pelo teu simpático comentário. Tenho muito prazer anquilo que faço e sinto-me muito satisfeito que os outros gostem.
      Um Grande Abraço

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  5. ~ Rui, mas que grande volta!
    ~ Foi pena não se terem encontrado!

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.