A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Egberto Gismonti – Groups & Soloists of Jazz (XII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Egberto Gismonti Amin (Carmo, Brasil, 05-12-1947 - 20xx) – É um compositor, multi-instrumentista, cantor e orquestrador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental, que se destaca pela sua capacidade de experimentação.
Descendendo de uma família musical, começou a estudar piano aos seis anos. Ainda na infância e adolescência, os seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou num festival da “TV Globo” com a canção "O Sonho", que atraíu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu, nesse mesmo ano, para a França, onde estudou música dodecafónica com Jean Barraqué e análise musical com Nadia Boulanger. Estudou também com o compositor italiano Luigi Dallapiccola.
Em 1969, lançou o seu primeiro disco, “Egberto Gismonti”, com forte influência  “Bossa Nova”. O álbum acabaria sendo uma das suas obras mais procuradas, dado que, nos anos 1970, Gismonti dedicar-se-ia a pesquisas musicais e experiências, com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental. Ainda no ano de 1969, e pouco antes, do lançamento do seu primeiro disco, Egberto Gismonti teve a sua carreira impulsionada por Maysa (vocal). Com quem trabalhou em parte dos arranjos de seu LP “Maysa”, editado em 1969. Egberto conta com duas canções de sua autoria gravadas pela cantora.
A hesitação das editoras brasileiras, para o publicar, dado o seu estilo levou-o a procurar refúgio nas etiquetas europeias, pelas quais lançou vários álbuns nos anos seguintes. Gismonti explorou diversas correntes da música, sempre imprimindo o seu cunho pessoal. O choro, levou-o a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade pela tecnologia e a influência da Europa, levaram-no aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil levaram-no a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios “yawaiapiti”, do Alto Xingu.
A carreira de Gismonti prosseguiu sólida, embora medianamente comercial, e continuou gravando os seus álbuns e participando de discos de outros músico e compositores, além de fazer difressões com sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou, ou que colaboraram com ele, destacam-se Jane Duboc (voz), Naná Vasconcelos (voz e percussão), Marlui Miranda (voz), Wanderléa Salim (voz), Charlie Haden (contrabaixo), Jan Garbarek (saxofone), André Geraissati (guitarra), Jaques Morelenbaum (violoncelo, orquestração), Hermeto Pascoal (multi-instrumentista), Airto Moreira (bateria e percussão) e Flora Purim (voz).
Nos anos 80, Gismonti voltou a adquiri os direitos sobre todas as composições de sua autoria e tornou-se um dos poucos compositores do país, donos da sua própria obra. A sua discografia foi então, relançada pela sua própria editora, a “Carmo”. Ultimamente, muitos músicos têm gravado as suas composições.

Forrobodo, Egberto Gismonti Trio, no Festival de Jazz de Montreal, Canadá em 1998


Cigana


Café, do álbum “Sol do Meio-Dia”, de 1978.


Palhaço, na Alemanha

2 comentários:

  1. Não sou grande apreciador :((
    Aquele abraço e votos de boa semana!

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    1. Às vezes, é uma questão de ouvir, com insistência !
      Obrigado Pedro

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.