A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sábado, 8 de março de 2014

Dornes (I) – A Vila e a Torre Pentagonal

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Torre de Dornes é uma torre pentagonal templária localizada na freguesia de Dornes, concelho de Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, Portugal. Teria sido edificada sobre antiga torre romana atribuída a Sertório, general romano de c. 72 A.C..
A Torre está classificada pelo IPPAR como Imóvel de Interesse Público desde 1943.

Dornes é uma freguesia portuguesa do concelho de Ferreira do Zêzere, com 19,00 km² de área e 714 habitantes (2001). Densidade: 37,6 habitantes por km².
A Vila de Dornes situa-se numa pequena península à beira do Zêzere, no concelho de Ferreira do Zêzere. Foi sede de concelho entre 1513 e 1836. Era constituído pelas freguesias de Beco, Dornes e Paio Mendes. Em 1801 tinha 2 287 habitantes e 43 km². A freguesia de Dornes situa-se no extremo norte do distrito de Santarém, concelho de Ferreira do Zêzere. Eclesiasticamente pertence ao Bispado de Coimbra e turisticamente está integrada na Região de Turismo dos Templários. Dornes faz fronteira, através do rio Zêzere (Albufeira de Castelo do Bode), com a freguesia de Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã e distrito de Castelo Branco. No concelho de Ferreira do Zêzere faz fronteira com as freguesias Águas Belas, Beco e Paio Mendes.
Compõem esta freguesia a Vila de Dornes, sede histórica e religiosa da freguesia e os lugares de Barrada, Cagida, Carril, Casal Ascenso Antunes, Casal da Mata, Frazoeira, Joaninho, Junqueira, Lameirancha, Macieira da Rocha, Peralfaia, Quinta da Benta, Quintas, Ribeiro da Coroa, Rio Cimeiro, Rio Fundeiro, Salão de Baixo, Salão de Cima e Vale Serrão.
Terra muito antiga, será mesmo anterior à fundação da nacionalidade, como o atestam os monumentos e os vestígios arqueológicos que por aqui se têm encontrado. Já na primeira dinastia alguns documentos que lhe fazem referência, sendo documentada a presença de um religioso de Dornes no Foral de Arega, em inícios do século XIII.
Ainda no século XIII há referências à Comenda Templária de Dornes.
Mais tarde, no século XV, Dornes, enquanto Comenda Mor da Ordem de Cristo teve por Comendador D. Gonçalo de Sousa, homem muito influente, da Casa do Infante D. Henrique, e que aqui mandou construir, em 1453, a Igreja de Nossa Senhora do Pranto. Este local de culto deu à povoação, parte da importância que esteve na origem, em 1513, da atribuição do Foral Manuelino.
A Dornes pertenceu o território de três freguesias: Dornes, Beco e Paio Mendes.
Aqui nasceram, um século mais tarde, muitos dos heróicos combatentes que por volta de 1650 se bateram nas fronteiras para assegurar a independência nacional.
Do "modus vivendus" das gentes de Dornes, destacaremos a produção e comercialização da madeira de castanho, tradição que já encontramos descrita desde o século XIV e que se manteve até finais do século XIX. Também no Século XIX, a reforma de Rodrigo da Fonseca, veio extinguir o Concelho Dornes, integrando-o desde 1835, no Concelho de Ferreira do Zêzere.
Do século XIX para cá, a freguesia de Dornes tem sido um pólo de atracção turística e a sala de visitas do Concelho de Ferreira do Zêzere em função das suas paisagens deslumbrantes sobre o Zêzere e também em virtude da grande carga histórica e monumental que as suas aldeias encerram. De entre os visitantes ilustres, destaca-se Alfredo Keil que em 1890, estando hospedado na Estalagem dos Vales, ensaiaria com a então Sociedade Filarmónica Carrilense a primeira orquestração da marcha: "A Portuguesa", sendo por isso o Carril um dos berços do actual hino nacional de Portugal.

Entrega e Leitura do Foral de Dornas:


Conclusões:

Este monumento, em termos gerais, é mais um que não está bem conservado. Se calhar com um pouco do dinheiro, de algumas romarias que por lá abundam poder-se-ia ajudar a preservá-lo. Faltam-lhe alguns pináculos no telhado.
Temos belezas arquitectónicas, aliadas à paisagem, espectaculares em Portugal, mas é preciso tratá-las e poupá-las da intempérie.

Musicalmente, vamos ouvir a música “Scarecrow” (Espantalho !), do grupo britânico “Magna Carta”. É a sexta faixa (CD) do seu álbum “Seasons” de 1970.
O grupo Magna Carta foi originalmente formado em Londres, em 10 de Maio de 1969, por Chris Simpson (vocais e guitarra), Lyell Tranter (vocais e guitarra) e Glen Stuart (vocais). A banda é conhecida pelo seu estilo de baladas gentis e assuntos míticos. Embora nunca tenha sido uma banda pura de música “Folk” eles conseguiram construir a ponte e eliminar o intervalo entre o “Folk” e o “Folk Rock”. O trio tocou e gravou álbuns para a “Fontana Records” e para a “Vertigo Records”, tendo particular sucesso no álbum de 1970, “Seasons”, antes de Lyell Tranter regressar à Austrália, abandonando o grupo. Lyell é substituído por Davey Johnstone que gravou com o resto do grupo “Songs From Wasties Orchard” e “In Concert”, antes de sair do grupo para se juntar à banda de Elton John, onde penso, ainda hoje, tocar.

6 comentários:

  1. O património nacional tem sido muito descurado.

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    1. Nesta mostra de fotos estão aquelas que o Rui publicou no passatempo do Blogue dele.
      Sim Catarina tudo muito descurado
      Obrigado Catarina

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  2. A primeira vez que lá fui, fiquei a adorar aquela zona do País !
    Obrigada Rosa (dos Ventos!)

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  3. Muito interessante, Ricardo ! Achei muito curioso o evento da leitura e entrega do foral e especialmente dos termos em que foi redigido ! :))) ...
    De resto, redobrado o interesse geral uma vez que já conhecia a Torre e o local, a partir das tuas fotos ! :)))

    Abraço ! :))
    .

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    1. Rui, na altura, em que publiquei pela primeira vez no meu antigo Blogue, havia um video muito mais interessante sobre Dornes. Infelizmente desapareceu do Youtube, e encontrei este.
      O local no Zêzere é espectacular, extremamente aprazível e natural.
      Obrigado, um Abraço

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.