Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

domingo, 22 de setembro de 2013

Bill Evans – Groups & Soloists of Jazz (VI)

Hoje publico mais um dos meus pianistas de Jazz preferidos, conjuntamente com o exuberante canadiano Oscar Peterson, Bill Evans impressiona-me imenso, pela sua capacidade de criar harmonias extremamente sofisticadas. Por causa dele chego muitas vezes a pensar, o motivo porque abomino e odeio a droga. Ele não teve essa sorte !  
        
(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)        
       
William "Bill" John Evans (Plainfield, EUA, 16-08-1929 — New York, EUA, 15-09-1980) – Foi um pianista norte-americano, considerado um dos mais importantes músicos de jazz da história, sendo até hoje uma das referências do piano de jazz pós anos 50.
O seu uso da harmonia impressionista, as suas interpretações inventivas do repertório tradicional de jazz e as suas linhas melódias sincopadas e polirrítmicas influenciaram toda uma geração de pianistas, incluindo Herbie Hancock, Denny Zeitlin, Chick Corea e Keith Jarrett. O seu trabalho continua a influenciar jovens pianistas como Fred Hersch, Esbjörn Svensson, Bill Charlap e Lyle Mays, e músicos que tocam outros instrumentos, como o guitarrista John McLaughlin.
A sua mãe era pianista amadora e interessada em compositores clássicos modernos, o que originou a sua formação clássica ao piano a partir dos 6 anos de idade. Aprendeu flauta aos 13 anos e também tocava violino.
Nos anos 40, tocou “boogie woogie” em vários clubes de New York. Recebeu uma bolsa na “Southeastern Louisiana University” e formou-se em piano e ensino de música, em 1950. Mais tarde, estudou composição na “Mannes College of Music”. Depois de algum tempo no exército, tocou em vários clubes de dança, com clarinetistas e guitarristas de jazz.
Trabalhando em Nova Iorque nos anos 50, Evans ganhou fama como “sideman” (músico convidado a tocar) em bandas tradicionais e as chamadas “Third Stream”.
Durante esta época, ele teve a oportunidade de gravar em vários contextos com alguns dos maiores nomes do jazz, entre eles George Russell (piano), Charles Mingus (contrabaixo), Oliver Nelson (saxofone) e Art Farmer (trompete).
Em 1956 lançou o seu álbum de estreia, “New Jazz Conceptions”, para a editora “Riverside Records”, já incluindo aquela que se tornaria a sua mais conhecida composição, "Waltz for Debbie".
Em 1958, Evans era o único músico branco no célebre sexteto de Miles Davis. Apesar da pouca duração (8 meses) foi uma das colaborações mais frutíferas da história do jazz. Fruto dessa colaboração é o álbum “Kind of Blue”, lançado em 1959, do qual participaram também Cannonball Adderley (saxofone alto), John Coltrane (saxofone tenor), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria). “A Kind of Blue” é o álbum mais vendido da história do Jazz. Evans deixou o sexteto por queria trabalhar em projectos próprios, mas também pelos problemas com a droga e os conflitos com outros membros da banda.
No começo dos anos 60 Evans liderou um trio com o baixista Scott LaFaro e o baterista Paul Motian, um dos mais aclamados trios de Jazz de todos os tempos. Gravaram “Portrait in Jazz” (1959), “Explorations”, “Sunday at the Village Vanguard” e “Waltz for Debby”, todos em 1961.
A morte prematura de LaFaro, aos 25 anos de idade, num acidente automobilístico, lançou Evans e Motian numa profunda crise, com uma interrupção no trabalho em trio, da qual começaram a sair com a chegada do contrabaixista Chuck Israels.
Bill tocou também com Jim Hall (guitarra), Freddie Hubbard (trompete), Stan Getz (saxofone), com orquestras dirigidas por Claus Ogerman, e com Tony Bennett.
A sua carreira foi encurtada devido aos problemas com drogas, que minaram severamente a sua saúde. No entanto, Evans conseguiu manter um alto padrão de qualidade musical em sua discografia.
De acordo com o famoso crítico de Jazz, Joachim E. Berendt, Bill Evans foi o primeiro pianista moderno "modal". O seu fraseado elegante e as suas harmonias sofisticadas indicam influências de Debussy, Ravel e até mesmo Chopin.
Morreu de insuficiência hepática e hemorragia interna provocadas pelo uso continuado de heroína e cocaína.        
        
Waltz For Debby, de 1961, composta por Bill Evans e Gene Lees, com Larry Bunker (bateria) e Chuck Israels (contrabaixo).       
      
  
        
Nardis (a partir dos 04:10), composição de Miles Davis. Aqui na “At Ilkka Kuusisto's home”, Lauttasaari, Helsinki, Finlândia, no ano de 1970. Com Eddie Gomez (contrabaixo) e Marty Morell (bateria).    
        


          
Up With The Lark, composição de Jerome Kern e Leo Robin, de 1946. Aqui tocada na Dinamarca em 1975. Com Eddie Gomez (contrabaixo) e Eliot Zigmund (bateria).        
          
       
            
Alfie (a partir dos 3:30), composição de Burt Bacharach e Hal David. Aqui na “At Ilkka Kuusisto's home”, Lauttasaari, Helsinki, Finlândia, no ano de 1970. Com Eddie Gomez (contrabaixo) e Marty Morell (bateria).       
       

6 comentários:

  1. Tb gosto de jazz. Vou continuar a ouvir...

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    1. Ele está aqui para isso, para ser ouvido !
      Obrigado

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  2. E publicas muitíssimo bem! :)

    Boa noite, Ricardo! :)

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    1. O Bill Evans é para mim imposs+ivel não ouvir diariamente, mesmo que repetidamente. A boa música, boa leitura, bom cinema, são para ver as vezes que nos approver. Nesta vida que levamos há que usufruir dos prazeres da vida. Os três que citei fazem parte de mim.
      Obrigado Malena.

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  3. Respostas
    1. Começa a ser bom encontrar na Blogosfera pessoas com os mesmos gostos musicais. Obrigado

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.