A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Alentejo (I) – Algumas fotografias tiradas em Setembro de 2006

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)          
           
Alandroal          
              
Alandroal é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Évora, região do Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com cerca de 1 900 habitantes. Ergue-se a 341 m de altitude.
O Alandroal foi elevado à categoria de vila em 1486, por uma Carta de Foral atribuída por D. João II. A vila inclui apenas a freguesia de Nossa Senhora da Conceição.
É sede de um município com 544,86 km² de área e 6 187 habitantes (2006) [1], subdividido em 6 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila Viçosa, a leste por Espanha, a sul por Mourão e por Reguengos de Monsaraz e a oeste pelo Redondo. Ao concelho do Alandroal foram anexados, no século XIX, os territórios dos antigos municípios de Terena e Juromenha. A povoação de Villarreal, situada no município de Olivença (Espanha), era uma povoação do antigo concelho de Juromenha.
O próprio Alandroal é uma das três vilas do concelho, sendo as outras Terena e Juromenha.      
           
Redondo         
            
Redondo é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com 5 800 habitantes.
É sede de um município com 369,75 km² de área e 7036 habitantes (2001), subdividido em 2 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Estremoz e de Borba, a leste por Vila Viçosa e pelo Alandroal, a sueste por Reguengos de Monsaraz e a oeste por Évora.
Sede de concelho, situada a 35 km de distância da capital de província, Évora. A zona que hoje compreende foi habitada desde os tempos mais remotos, como o comprovam os monumentos megalíticos existentes na região.
Segundo a lenda, a fundação da vila está relacionada com o penedo redondo que existiu no primitivo muramento medieval. A sua formação administrativa deve-se a D. Afonso III; que segundo alguns historiadores lhe concedeu foral em 1250. Foi fortificada por D. Dinis que lhe outorgou o foral (carta soberana) de 1318, à qual D. Manuel acrescentou privilégios de leitura nova em 1517.
Património da Coroa, foi doada, em 1500, por D. Manuel ao capitão de Arzila, D. Vasco Coutinho, 1.º Conde de Redondo e 1.º Conde de Borba.
No início do século XV a vila de Redondo, outrora um ponto obrigatório de escalada para viajantes de Évora, Vila Viçosa e Alandroal, estava praticamente despovoada. A pedido dos procuradores da vila, D. João I, em 1418, proibiu o uso de outras estradas naquele circuito, obrigando todos os viajantes a passarem por esta vila.
As expansão da vila deu-se a partir de 1463 uma vez que a cerca do castelo estava completamente povoada, foi decidida, por alvará régio, que a zona do arrabalde fosse habitada, ficando os moradores desta zona com os mesmos privilégios e liberdades que os moradores da cerca do castelo.
O concelho de Redondo, actualmente dividido em duas freguesias – Redondo e Montoito – abrange uma área de 371,44 km², deles fazem parte um conjunto de populações com dimensões significativas, entre as quais: Aldeias de Montoito, Falcoeiras, Santa Susana, Aldeia da Serra, Foros da Fonte Seca, Freixo e Vinhas.
Aqui vivem actualmente cerca de 7288 habitantes, segundo o censo de 2001.Feriado Municipal – Segunda-feira após o domingo de Páscoa.           
           
Reguengos de Monsaraz        
           
Reguengos de Monsaraz é uma cidade portuguesa, no Distrito de Évora, na região do Alentejo e na sub-região do Alentejo Central, com cerca de 12 400 habitantes.
É sede de um município com 461,22 km² de área e 14 900 habitantes (2009), subdividido em 5 freguesias. O município é limitado a norte pelo município do Alandroal, a leste por Mourão, a sueste por Moura, a sudoeste por Portel, a oeste por Évora e a noroeste pelo Redondo.
Tornou-se sede de concelho pela primeira vez em 1838 (substituindo a anterior sede do concelho na vila de Monsaraz) e definitivamente em 1851. Foi elevada à categoria administrativa de vila em 1840 e elevada a cidade em 9 de Dezembro de 2004.
Reguengos de Monsaraz é segunda maior cidade do distrito de Évora (maior cidade da área suburbana de Évora), constituindo um dos quatro concelhos que compõem a área suburbana de Évora, os quais são Arraiolos, Montemor-o-Novo, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo. A cidade situa-se a apenas 25 minutos de Évora e dispõe de autocarros da rede "Rodoviária do Alentejo", que efectuam o trajecto de Reguengos para Évora e vice-versa com alguma frequência.
Em termos geográficos, Reguengos de Monsaraz situa-se a apenas 90 minutos de Lisboa, ficando a uma distância de 166 km. Dispõe de vários autocarros da Rede Expressos que efectuam o trajecto de Évora para Lisboa de 60 em 60 minutos, assim como os comboios “Intercidades” que efectuam o trajecto Évora para a estação do Oriente. Tais 90 minutos falados anteriormente serão reduzidos para cerca de 70 minutos de carro, devido à extensão da A6 até ao ramal de São Manços (Évora), o que virá facilitar os acessos à Grande Lisboa; ou para 25 minutos de TGV, estando prevista a construção da estação, mediante aprovação do projecto por parte das entidades estatais, junto a um dos nós da A6 entre Reguengos de Monsaraz e o troço de Montemor-o-Novo.
De todos os concelhos que compõem o distrito de Évora, Reguengos de Monsaraz destaca-se pela vasta oferta em termos de turismo rural de alta qualidade, ao longo da extensa encosta de Monsaraz sobre o Rio Guadiana e Albufeira de Alqueva.
A cidade fornece uma vasta animação nocturna, que se figura em poucos estabelecimentos, isenta de criminalidade e com bom ambiente.
Em termos comerciais, a cidade dispõe de vários super-mercados, dos quais dois estão inseridos em pequenos centros comerciais, uma sala de cinema, várias pastelarias e restaurantes típicos da região alentejana e ainda algum comércio tradicional.
Paisagisticamente, a cidade de Reguengos de Monsaraz está demasiado mal cuidada, em termos de estradas, acessos às principais vias e de passeios públicos; uma vez que, provavelmente por má gestão financeira, a Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz prefere investir em estradas de alcatrão estreitas no centro da localidade ao invés de reduzir os sentidos para metade, calçar as estradas e aumentar o movimento urbano na semi-circular da Cegonheira que envolve a localidade. Tais decisões apenas têm tornado a cidade mais perigosa para crianças e idosos no centro urbano. Se plantassem várias árvores nos vários bairros e dos terrenos estatais abandonados criassem jardins, tornar-se-ia uma cidade mais fresca, com melhor ambiente e mais movimento pedonal urbano; aumentando assim a segurança rodoviária dentro da pequena cidade.      
            
Vila Viçosa       
             
Vila Viçosa é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com 5 400 habitantes.
É sede de um município com 194,62 km² de área e 8 871 habitantes (2001), subdividido em cinco freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Elvas, a sul pelo Alandroal, a oeste pelo Redondo e a noroeste por Borba.
Em Vila Viçosa mantiveram-se os duques de Bragança durante vários séculos até à Proclamação da República as suas propriedades e o magnífico Paço Ducal de Vila Viçosa.
Vila Viçosa foi ocupada pelos romanos e muçulmanos até ser conquistada em 1217 durante o reinado de D. Afonso II. D. Sancho II, em1270 recebe foral de D. Afonso III vendo o seu nome mudado de Vale Viçoso para Vila Viçosa. O foral é bastante idêntico ao de Monsaraz, Estremoz e Santarém, atribuindo grandes regalias a Vila Viçosa. No século XIV, D. Dinis manda erigir o Castelo de Vila Viçosa.
Na Crise de 1383-1385 Vila Viçosa tomou o partido de Castela, sendo um dos últimos castelos a render-se. Em 1461 Vila Viçosa passou a fazer parte do Ducado de Bragança. Em 1500, Jaime I de Bragança foi convidado a regressar à corte por D. Manuel I, vendo-lhe restituídos os títulos e as terras do ducado. Em 1502 com o início da construção do Paço Ducal de Vila Viçosa, Vila Viçosa tornou a sede do Ducado de Bragança. Em 1512, Vila Viçosa recebe no foral de D. Manuel I.             
Durante o domínio filipino, Vila Viçosa, era sede da maior corte ducal da Península Ibérica. Em 1640, um grupo de conspiradores convenceu o então João II, Duque de Bragança a aceitar o trono de Portugal, tornando-se a 1 de Dezembro de 1640, D. João IV (1640-1656) dando início à Dinastia de Bragança. A partir desta data, Vila Viçosa, perdeu fulgor e tornou-se na residência real de férias. Em 1646, João IV de Portugal ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição como agradecimento pela boa campanha da Guerra da Restauração, tornando-se Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal. A partir desta data, mais nenhum Rei de Portugal usou a coroa.
Em 1755, Vila Viçosa foi fortemente abalada pelo Terramoto de 1755. No início do século XIX, Vila Viçosa foi saqueada durante as Invasões Francesas.
Com a Proclamação da República a 5 de Outubro de 1910, Vila Viçosa caiu em decadência, devido ao objectivo dos republicanos em apagar todos os vestígios da monarquia. Contudo, na década de 1930, com a exploração dos mármores e abertura do Paço Ducal de Vila Viçosa para turismo, Vila Viçosa começou a modificar-se até aos dias de hoje.
Vila Viçosa está situada a 4 km de Borba, a 9 km do Alandroal, a 17 km de Estremoz, a 30 de Elvas, a 58 km de Évora, a 40 km de Espanha e a 212 km de Lisboa. O concelho compreende as serras de Borba, Vigária e d'Ossa. É ainda atravessado pela Ribeira d'Asseca, um afluente do Guadiana.       
          
Campo Maior           
             
Campo Maior é uma vila portuguesa no Distrito de Portalegre, região Alentejo e sub-região do Alto Alentejo, com 7 851 habitantes.
É sede de um município com 247,26 km² de área e 8 342 habitantes (2006), subdividido em 3 freguesias. O município é limitado a norte e leste pela Espanha, a sueste pelo município de Elvas e a oeste por Arronches. Campo Maior é a segunda maior vila do Alentejo.
Certamente foi uma povoação Romana, dominada por Mouros durante meio milénio e reconquistada por cavaleiros cristãos da família Pérez de Badajoz em 1219, que posteriormente ofereceram a aldeia, pertencente ao concelho de Badajoz, à Igreja de Santa Maria do Castelo.
Em 31 de Maio de 1255, D. Afonso X de Leão e Castela, elevou-a a Vila.
O Senhor da Vila, o Bispo D. Frei Pedro Pérez concedeu, em 1260, o primeiro foral aos seus moradores assim como o seguinte brasão de armas: N. Sr.ª com um cordeiro, e a legenda “Sigillum Capituli Pacensis”.
Em 31 de Maio de 1297, através do Tratado de Alcanizes assinado em Castela por D. Fernando IV, rei de Leão e Castela e D. Dinis, passa a fazer parte de Portugal, juntamente com Olivença e Ouguela.
Campo Maior vai pertencer sucessivamente a D. Branca, irmã de D. Dinis, em 1301; a D. Afonso Sanches, filho ilegítimo do mesmo rei, em 1312; e novamente a D. Dinis em 1318.
O seu castelo que se ergue a leste da vila foi reedificado por D. Dinis em 1310, e foi no século XVII e XVIII que se levantaram fortificações tornando Campo Maior numa importante praça-forte de Portugal.
A acompanhar estas fotos, o tema “To The End Of The World”, de Pat Metheny, do álbum “We Live Here”, de 1994. Talvez um dos temas de Jazz que mais me marcou até hoje.
Pat Metheny (12-08-1954 - 20xx) – Nascido em Kansas City. Começa pelo trompete com 8 anos e passa para a guitarra aos 12. Aos 15 já toca regularmente com os melhores músicos de Jazz de Kansas City. Em público num Festival de Jazz em Kansas, pela primeira vez em 1974. Primeiro álbum em 1975 (Bright Size Life). Prémios para o “Melhor Guitarrista de Jazz” são incontáveis. Grammy Awards ganhou-os 16 vezes. Sete consecutivos para sete álbuns. Desde 1974, são 120 a 240 espectáculos por ano.    
 

8 comentários:

  1. O Alentejo é lindo! Bem... Portugal é lindo, na sua diversidade em tão pouco território! :)))

    Boa noite, Ricardo! :)

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  2. Gostei das fotos, mas adorei o tema de Pat Metheny! :)

    Vou ouvir mais do músico, que conheço de nome, mas não tanto os trabalhos! E devia, porque 120 a 240 espetáculos/ano não passam despercebidos a ninguém... ;)

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    1. Se precisares de ajuda para ouvir Metheny e se quiseres bater à minha porta. Estou disponível, sou um ouvinte incondicional. Tenho 75% dos seus álbuns e todos os do "Pat Metheny Group". Vale a pena ouvi-lo e ouvi-los.
      Vi-os por três vezes em Lisboa e são músicos espantosos.
      Obrigado

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  3. Rui,
    Já há muitos anos que não visto o Alentejo.
    E confesso uma certa saudade.
    Aquele abraço!!

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    1. O Alentejo é bonito por ser calmo e com uma paisagem completamente diferente da paisagem do Norte que também não é menos bonito. É como diz e parafraseando a Malena "Portugal é lindo, na sua diversidade em tão pouco território!".
      Obrigado

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  4. Belas fotos, bela montagem, belo acompanhamento musical !
    Há 2 anos, passei 4 dias sediado em Beja e daí fiz 4 itinerários para diferentes direcções e localidades !
    Já estou com saudades para repetir !
    Excelente povo, maravilhosos locais !

    Abraço, Ricardo ! :))
    .

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  5. Rui, Portugal é um país maravilhoso, somente tenho pena que não possamos ser mais felizes e que ultimamente soframos cada vez mais com a ganância do dinheiro e do poder, quem sofre com isso claro !
    Acho que deves repetir. Eu conheço grande parte de Portugal, fi-lo muitas vezes em trabalho, mas deu p+ara perceber que por todos os sítios onde andei, do Minho a Trás os Montes, das Beiras à Estremadura, do Alentejo ao Algarve, existem paisagens e pessoas maravilhosas.
    Obrigado

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.