Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Braga (I) – Santuário do Sameiro e Bom Jesus

(In Wikipédia, adaptação Ricardo Santos)
O Santuário do Sameiro é um santuário localizado em Braga, Portugal, cuja construção se iniciou a 14 de Julho de 1863. É o centro de maior devoção “Mariana” em Portugal, depois de Fátima. O Templo, concluído no século XX, destaca-se no seu interior o altar-mor em granito branco polido, bem como o sacrário de prata. Em frente do Templo ergue-se uma imponente e vasta escadaria, no topo do qual se levantam dois altos pilares, encimados da Virgem e do Coração de Jesus.

Cronologia da construção:
Em 14 de Julho de 1863 foi lançada a primeira pedra para a Igreja do Sameiro;
Em 10 de Agosto de 1877 a Igreja foi sagrada;
Em 7 de Agosto de 1878, chegou a imagem de Nossa Senhora do Sameiro, obra do escultor italiano Eugénio Maccagnani (1852-1930);
Em 12 de Julho de 1936, inicia-se a construção da cúpula;
Em 12 de Junho de 1941, foi a sagração do altar da Basílica de Sameiro;
Em 7 de Junho de 1953 foi inaugurado o cruzeiro monumental, obra do arquitecto David Moreira da Silva;
Em 13 de Junho de 1954 foram inaugurados os monumentos ao sagrado coração de Jesus, e ao Papa Pio IX;
Em 17 de Junho de 1979 foi inaugurada a Cripta, sob o templo inicial;
Em 15 de Maio de 1982, teve a visita do Papa João Paulo II; e
Em 3 de Junho de 1984, foi inaugurada a estátua do Papa João Paulo.

O Santuário do Bom Jesus de Braga (O Santuário do Bom Jesus do Monte) é um local religioso e turístico localizado em Tenões, uma freguesia dos arredores de Braga, Portugal. O Bom Jesus possui uma grande igreja, um Escadaria por onde passa a Via Sacra do Bom Jesus, uma mata (Parque do Bom Jesus) alguns hotéis e um elevador hidráulico centenário.

O santuário do Bom Jesus serviu de inspiração a numerosas construções pelo mundo fora como o Bom Jesus de Congonhas em Congonhas, Brasil, o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lâmego etc.

Foi projectado pelo arquitecto Carlos Amarante, por encomenda do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, para substituir uma primitiva igreja, mandada construir por D. Rodrigo de Moura Teles que se encontrava em ruínas. As obras começaram em 1 de Junho de 1784, tendo ficado concluídas em 1811. É um dos primeiros edifícios neoclássicos em Portugal. A fachada é ladeada por duas torres e termina num frontão triangular.

Os Escadarias do Bom Jesus vencem um desnível de 116 metros e estão divididos em três partes:

Escadaria do Pórtico - O Pórtico, um arco à entrada da escadaria, mostra o brasão de D. Rodrigo de Moura Teles, Arcebispo de Braga, responsável pela construção, em 1723, do primeiro grande lanço de escadaria e capelas. Nesta primeira parte, estão as capelas do início da Via Sacra.

Escadarias dos Cinco Sentidos - Nesta parte da Escadaria estão cinco lances de escadas, intervalados por patamares com fontes alegóricas aos cinco sentidos, pela seguinte ordem: Visão, Audição, Olfacto, Paladar e Tacto.

A primeira fonte, a das Cinco Chagas, tem a seguinte inscrição: “Fontes de púrpura abriu então o ódio amargo; agora o amor transforma-os aqui em cristais para ti”.
Fonte da Visão - Na fonte da Visão existe uma estátua lançando água pelos olhos e onde a inscrição é “Varão prudente, toma-as por um sonho e assim vigiarás”. À direita a estátua de Moisés dizendo “Aqueles que feridos olhavam saravam” e de Jeremias, com a inscrição “Eu vejo uma cara vigilante”.

Fonte da Audição - A fonte do Ouvido, representado por uma figura que lança água das orelhas tem a estátua de "Idito" a tocar cítara e a legenda “Que cantava ao som da cítara, presidindo os que cantavam e louvavam o Senhor”. À esquerda está David e “Ao meu ouvido darás gozo e alegria” em frente a uma mulher que lhe diz “Tua voz soe aos meus ouvidos”.
 
Fonte do Olfacto - Na fonte do Olfacto a estátua deita água pelo nariz e a estátua é de um varão encabeçado pela inscrição “Dai flores como o lírio e rescendei suave cheiro”. À esquerda está Noé e à direita "Sulamite" dizendo “A tua estatura é semelhante a uma palmeira... e o cheiro da tua boca é como o das maçãs”.
 
Fonte do Paladar - Na fonte do Gosto a estátua deita água pela boca e tem a estátua de José do Egipto com um cálice e um prato nas mãos. “A tua terra seja cheia das bênçãos do senhor, dos frutos do céu e do orvalho” é o que se lê. À esquerda “Jónatas” dizendo “Provei um pouco de mel na ponta duma vara e eis porque morro” e na direita “Esdras” pedindo que “Prove o pão, e não nos abandones, como o pastor no meio dos lobos”.
 
Fonte do Tacto - Na fonte do Tacto, cuja fonte tem uma bilha segurada por duas mãos, donde cai água. A estátua da fonte é de Salomão, com a sugestiva inscrição “As minhas entranhas estremeceram ao seu toque”. Salomão está ladeado por Isaías que diz “Tocou a minha boca” e Isaac, cego com as mãos estendidas à procura do filho e proferindo “Chega-te a mim, meu filho, para que te toque”.

Em termos musicais e para acompanhar as fotografias tiradas nestes dois santuários, uma música que homenageia o grande pianista de jazz norte-americano Bill Evans. A interpretação cabe a Pat Metheny (guitarra), que faz/fez 55 anos hoje/ontem, e a Lyle Mays (teclas). Datada de 1980, faz parte do álbum “As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls”, e a música chama-se “September Fifteenth”.
Sobre estes dois músicos, já pouco mais há a dizer, visto que eles têm vindo a aparecer com frequência no meu blogue e eu já publiquei aqui algumas palavras sobre eles. Por isso, a melhor maneira de conhecermos alguém é ver/ler/ouvir a arte que ela transmite.


Porto (I) – Baixa do Porto

Esta semana trago-vos, também, fotos, da baixa da cidade Invicta, cidade que muito prezo e admiro. 
     
As fotos falam por si, não precisam de apresentações. São edifícios típicos da baixa portista, monumentos e igrejas. Alguns, verdadeiras obras-primas da arquitectura.      
Para acompanhar musicalmente estas minhas fotos, três artistas, Veloso, Sérgio e Abrunhosa. Dois nascidos no Porto, e um nascido em Lisboa, mas que veio para o Porto, em tenríssima idade, para aí ser criado.        
       
As composições musicais são, como é óbvio, ao meu gosto pessoal, mas sobejamente conhecidas.    

Juca Chaves - O Humor da velha guarda (V)

Juca Chaves (reposição do Blog “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”)      
          
(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)         
           
Jurandyr Czaczkes, (Juca Chaves) (Rio de Janeiro, 22-10-1938 – 20xx) - É um compositor, músico e humorista brasileiro. Com formação em música erudita, começou a compor ainda na infância. Iniciou a sua carreira no fim da década de 1950, tocando modinhas e trovas num estilo suave.      
          
Os três “sketches” cómicos a apresentar-vos, hoje, são:      
          
1- Coleccionar canivete suíço;
2- Cácá, cácá porquê tinha que ser você… (canção); e
3- Eunice Musa inspiradora.   
 

domingo, 25 de agosto de 2013

Praça Dom Pedro IV / Rossio / Rocio (século XII, reconstruída em 1755)

Lisboa é a minha cidade, onde nasci, cresci e de onde hei-de partir.
Deixo-vos algumas fotos antigas, da cidade ainda inteira, não destruída, como tem sido, pela sociedade moderna, ou por aqueles que só tem interesse em dinheiro e poder, e ignoram pura e simplesmente a cultura, a tradição e a história de uma urbe. Uma das mais antigas da Europa.  
           
(O documento em "Powerpoint" onde estas fotos existiam, tinha o nome de FCosta como sendo o seu autor. Não sei sequer se essa pessoa é o dono das mesmas. São fotos da maravilhosa cidade de Lisboa. Vou passar aqui algumas fotos que esse documento continha para mostrar a minha cidade há mais de 50 anos.) 
         
A Praça de D. Pedro IV, é uma praça da Baixa de Lisboa, mais conhecida pelo seu antigo nome de Rossio e antes Rocio, tem constituído o centro nevrálgico da cidade. No período romano aqui existiu um hipódromo. Esta zona baixa da cidade, antes do século XII, era navegável. Era chamada Valverde, devido a um afluente do rio Tejo. O imundo caneiro do Rossio foi coberto ainda na Lisboa de quatrocentos. Era uma praça irregularmente esguelhada mas foi sempre um espaço amplo onde se realizavam feiras e mercados. 
Ainda na Idade Média começou a ser rodeado de edifícios de vária natureza. No século XV, a este, estabeleceu-se o Hospital de Todos os Santos, construído nos reinados de D. João II e de D. Manuel I, que assentava sobre 25 arcos ogivais de pedraria, tendo a meio o templo, de esplêndida arquitectura manuelina, em cuja fachada se abria um pórtico em gótico floreado com os emblemas dos fundadores. Sob a arcaria ficava a ermida da Senhora do Amparo, na altura em que se acha hoje a rua com esse nome, para o lado da Betesga a roda dos enjeitados. Ao norte do Hospital, levanta-se o Convento de São Domingos de Lisboa, fundado em 1242 pelo rei D. Sancho II, acrescentado depois por D. Afonso III e novamente aumentado por D. Manuel I. O terramoto de 1531 arruinou-o muito, o que obrigou a nova reedificação em 1536. Era notável a sua riqueza em alfaias preciosas, havendo uma imagem de prata maciça, que saía em procissão num andor do mesmo metal, alumiada por lâmpadas também de prata. As pinturas dos altares, os paramentos, os tesouros, tudo desapareceu durante o terramoto de 1755, salvando-se unicamente a capela-mor, mandada fazer por D. João V e riscada pelo arquitecto João Frederico Ludovice. A velha Igreja de São Domingos ficava junto à ermida de Nossa Senhora da Escada, também conhecida por Nossa Senhora da Corredoura, por ficar próximo do sítio deste nome, actualmente a Rua das Portas de Santo Antão, e cuja construção datava dos princípios da monarquia. Em antigos tempos, quando os reis viviam no Palácio dos Estaus, servia de capela real. O terramoto causou-lhe grande destroço, sendo arrasada em 1834 para edificação do prédio que torneia do Rossio para o Largo de São Domingos. No topo norte da praça, onde se abre hoje o Largo D. João da Câmara, ficava o Palácio dos Estaus com as suas torres de três andares, edificada em 1449 pelo infante D. Pedro, o regente, para hospedar as pessoas da corte sem residência própria e os monarcas e embaixadores estrangeiros. Neste paço habitou D. João III desde 1540, recebendo ali nesse ano São Francisco Xavier, e aí se realizaram muitas festas de corte. Foi aí que morreu D. Duarte, filho de D. João III , e que D. Sebastião recebeu das mãos do cardeal D. Henrique o governo do reino. Em 1571 nele se instalou o Tribunal e a Sede da Inquisição, sendo então oficialmente designado por Casa de Despacho da Santa Inquisição. Pelo terramoto de 1755 ficou muito arruinado, sendo reedificado sob a direcção de Carlos Mardel e pelo arquitecto Manuel Caetano de Sousa (1738-1802). Para o lado de Santo Antão ficavam outros dois palácios e para o lado oposto o Palácio dos Faros, que veio a pertencer aos Duques do Cadaval, e ocupava pouco mais ou menos o sítio onde se eleva hoje a Estação do Rossio. O centro da praça era de terra batida, ficando a oeste, quase em frente a S. Domingos, o famoso chafariz do Rossio, fonte monumental adornada por um Neptuno de pedra, construído no fim do século XVI e derrubado em 1786.
Após o terramoto de 1755, a praça foi reconstruída segundo o plano de Carlos Mardel pois poucos edifícios lhe resistiram, renascendo uma praça rectangular de 166 m comprimento x 52 m largura. No lugar do Palácio dos Estaus, em 1807, passou a instalar-se o Paço da Regência e, em 1826 a Câmara dos Pares, sendo também ali instalada a Academia Real de Fortificação, a Secretaria da Intendência da Polícia, a Escola do Exército e o Tesouro Público. Em 1836, funcionando nele o Tesouro, ardeu completamente. No seu lugar, foi construído o Teatro Nacional D. Maria II, inaugurado em 1846.
Assistiu esta praça a touradas, festivais, feiras, revistas e paradas militares, festas cortesãs, revoluções populares e também a autos-de-fé durante a Inquisição ou execuções capitais. Foi no Rossio que se deram os tumultos populares depois da morte de D. Fernando e que foi abandonado o cadáver do bispo D. Martinho, precipitado das torres da Sé de Lisboa. Aí foi queimado vivo Garcia Valdez, autor de uma conspiração contra o Mestre de Avis, e aí foram decapitados em 26 de agosto de 1641, o Duque de Caminha, o Marquês de Vila Real e o Conde de Armamar, réus do mesmo crime em relação a D. João IV. Finalmente, nas lutas liberais e miguelistas, foi aqui o teatro do sufocado pronunciamento constitucional de infantaria 4, em 22 de agosto de 1831, em que morreram para cima de 300 homens.
Entre 1846 e 1849 na praça é construído o Teatro D. Maria II, a praça é arborizada, as fontes monumentais colocadas, a estátua de D. Pedro IV inaugurada, o pavimento é calcetado com mosaico português, a preto e branco, com padrões ondulantes. Foi um dos primeiros desenhos desse tipo a decorar os pavimentos da cidade.
Onde são hoje os números 22-25 e 27-29, ficavam no princípio do século XIX os celebérrimos botequins do Nicola e das Parras, onde se reuniam os literados do tempo, Manuel Maria Barbosa du Bocage, Nuno Álvares Pato Moniz, Francisco Joaquim Bingre, João Vicente Pimentel Maldonado, etc.. Ali improvisou Manuel Maria Barbosa du Bocage muitos dos seus sonetos e das suas mais famosas sátiras.
Hoje assiste a ocasionais comícios políticos, e os seus sóbrios edifícios pombalinos, já muito alterados, estão ocupados por lojas de recordações, joalharias e cafés.
 

Júlio Pereira – Chula de Lisboa        
            

Oscar Peterson – Groups & Soloists of Jazz (V)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)     
           
Oscar Emmanuel Peterson (Montreal, Quebec, Canadá, 15-08-1925 – Mississauga, Ontário, Canadá, 23-12-2007) - Foi um pianista de jazz canadiano. Oscar Peterson é considerado por muitos críticos como um dos maiores pianistas de jazz de todos os tempos (Scott Yanow, 2004).
Os seus parceiros musicais mais constantes são os contrabaixistas Ray Brown e Niels-Henning Ørsted Pedersen, e os guitarristas Herb Ellis e Joe Pass.
Começou a estudar trompete e piano, aos cinco anos de idade, com o seu pai. Após ter contraído uma tuberculose dedicou-se somente ao piano.
Em 1944 participou da Johnny Holmes Orchestra, onde aprendeu composição e orquestração/arranjo. Três anos mais tarde montou o seu primeiro trio com Bert Brown (contrabaixo) e Frank Gariepy (bateria), com o qual se apresentava em concertos semanais na Alberta Lounge, onde Norman Granz o descobriu e o levou para tocar no Carnegie Hall.
Em 1952 fundou um novo trio com o baixista Ray Brown e o guitarrista Barney Kessel, que foi substituido por Herb Ellis, um ano mais tarde.
A partir da segunda metade dos anos 50, fez inúmeras apresentações e concertos com grandes nomes do jazz tais como Ella Fitzgerald (voz), Billie Holiday (voz) e Carmen McRae (voz), Louis Armstrong (trompete), Lester Young (saxofone), Count Basie (piano), Charlie Parker (saxofone), Quincy Jones (trompete), Stan Getz (saxofone), Coleman Hawkins (saxofone), Dizzy Gillespie (trompete), Roy Eldridge (trompete), Clark Terry (trompete), Freddie Hubbard (trompete) e com o Modern Jazz Quartet.
Nos anos 70 Ray Brown (contrabaixo) saíu do trio e foi substituido pelo baixista dinamarquês Niels-Henning Ørsted Pedersen.
Em 1993 Peterson sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou paralisado, do seu lado esquerdo, por dois anos. Recuperou-se e continuou a tocar, de modo limitado. Em 1997 ganhou um “Grammy” pela sua obra e foi premiado pela “International Jazz Hall of Fame”.
Em 2003 Peterson gravou o DVD “A Night in Vienna” pela etiqueta “Verve”, onde vemos que a idade avançada já o limita. Apesar de ter perdido um pouco seu charme, Oscar Peterson continuou a fazer espectáculos nos Estados Unidos e na Europa, poucos meses antes de sua morte. No entanto, devido à saúde debilitada, teve que cancelar a sua apresentação no “Toronto Jazz Festival 2007” e não pode comparecer no dia 8 de Junho a um espectáculo em sua homenagem no Carnegie Hall . A sua última formação trazia-o na companhia de Ulf Wakenius (guitarra), David Young (contrabaixo) e Alvin Queens (percussão).
O pianista canadense, é uma das grandes lendas do instrumento no jazz, morreu em 23 de Dezembro de 2007, de insuficiência renal. Tinha 82 anos. Encontra-se sepultado em Saint Peter's Anglican Church Cemetery, Mississauga, Ontário no Canadá.
Recebeu 7 (sete) Grammy entre 1974 e 1991 e entrou para o “Canadian Music Hall of Fame” em 1978.
Recebeu, ainda, o “Roy Thomson Award” (1987), a “Toronto Arts Award For Lifetime Achievement” (1991), o “Governor General's Performing Arts Award” (1992), o “Glenn Gould Prize” (1993), o prémio da “International Society for Performing Artists” (1995), a medalha “Loyola Medal of Concordia University” (1997), o prémio “Imperiale World Art Award” (1999), o prémio de música da “UNESCO” (2000), e o “Toronto Musicians' Association Musician of the Year Award” (2001).
Em 1999, a Universidade Concórdia de Montreal renomeou o seu “campus” para “Oscar Peterson Concert Hall” em sua honra.        
             
I Can’t Get Started, de Vermont Duke e Ira Gershwin, composta em 1936.     
          
          
            
Sushi, de Oscar Peterson, composta em 1981. Com Oscar Peterson (piano), Joe Pass (guitarra), Martin Drew (bateria) e David Young (contrabaixo).       
         
       
         
Nigerian Marketplace, de Oscar Peterson, composta em 1981. Com Oscar Peterson (piano), Niels-Henning Ørsted Pedersen (contrabaixo) e Martin Drew (bateria). Berlim, 1985.      
         
       
            
Hymn To Freedom, de Oscar Peterson, composta em 1962. Aqui, ao vivo na Dinamarca, em 1964. Com Oscar Peterson (piano), Ray Brown (contrabaixo) e Ed Thigpen (bateria).       
           

Músicas House MD (6ª. e 7ª. Temporadas) (XLIV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)        
            
George (Buddy) Guy (Lettsworth, Louisiana, EUA, 30-07-1936 – 20xx) - É um guitarrista e cantor norte-americano de blues e rock. Conhecido por servir de inspiração para Jimi Hendrix e outras lendas dos anos 60, Guy é considerado um importante expoente do chamado Chicago blues, tornado famoso por Muddy Waters e Howlin' Wolf. Foi considerado o 23º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.       
         
Junior Wells (Memphis, Tennessee, EUA, 09-12-1934 – 15-01-1998) - Nome artístico de Amos Wells Blakemore Junior. Foi um famoso cantor e instrumentista de harmónica de “Blues”. Wells é conhecido por já ter acompanhado artistas como Muddy Waters, Buddy Guy, Bonnie Raitt, Rolling Stones, Carlos Santana e Van Morrison.       
         
Junior Wells – In The Wee Hours    
        
         
               
Edvard Hagerup Grieg (Bergen, Noruega, 15-06-1843 — Bergen, Noruega, 04-09-1907) - É o mais célebre compositor norueguês, um dos mais célebres do período romântico, e do mundo. As suas peças mais conhecidas são a “suite” sinfónica “Holberg”, o “Concerto para Piano Nº.1” e a “suite” “Peer Gynt”.  
Como outros grandes compositores, Edvard Grieg demonstrara desde muito novo um excepcional talento musical. Começou a sua aprendizagem com a mãe, sobretudo no piano, aos seis anos de idade. Na adolescência, foi influenciado por Mozart, Weber e Chopin. As suas primeiras composições datam de 1857. 
            
Edvard Grieg – Suite Peer Gynt          
           
           
                 
Joe Purdy (19?? – 20xx) – É um popular cantor e compositor norte-americano que gravou e lançou doze álbuns ao longo de oito anos. Os membros da banda de Joe Purdy incluíram: Chris Seefried, Brian Wright, Willy C. de Ouro, Al Sgro, e Deacon. Os álbuns “Paris” in the Morning e “You Can Tell Georgia” venderam juntos 80.000 de downloads individuais on-line em todo o mundo. O seu catálogo de música já vendeu mais de 800 mil de downloads únicos em todo o mundo.
Cliente regular do “Hotel Café”, em Los Angeles, Purdy viajou para o Reino Unido com Tom McRae em 2006, como parte da “McRae’s Hotel Cafe Tour”.
A aparição de Purdy no “Wireless Festival”, em Leeds, levou a um pedido especial de Pete Townshend, membro dos “The Who” e da sua namorada Rachel Fuller, para tocarem com eles, em acústico, no espectáculo “Attic Series”.
Purdy também começou a tocar com “The Giving Tree” a partir de 2012, realizando espectáculos ao vivo, em conjunto, numa digressão pelos Estados Unidos.       
            
Joe Purdy – Good Days        
            

A Pilita Alentejana - Interacção Humorística (CIV)

Em 01-04-2011. Obrigado.          
              
A Pilita Alentejana            
             
Rija, enquanto durou.
Agora q'amolengou
e antes q'a morda a cobra,
Vou atá-la c'uma corda
Pra ela nã me fugiri.
Preciso da sacudiri,
Leva tempo pá'cordari
Já nem se sabe esticari.
Más lenta q'um caracoli,
Enrola-se-me no lençoli
.
Ninguém a tira dali,
Já só dá em preguiçari.
Nada a faz alevantari
E já nã dá com o monti,
Nem água bebe na fonti.
Que bich'é que lhe mordeu?
Parece defunta, morreu.
Deu-lhe p'ra enjoari,
Nem lh'apetece cheirari.
Jovem, metia inveja.
Com  más gás q'uma cerveja,
Sempre pronta p'ra brincari.
Cu diga a minha Maria,
Era de nôte e de dia.
Até as mulheres da vila,
Marcavam lugar na fila,
P'ra eu lha poder mostrari !
Uma moura a trabalhari,
Motivo do mê orgulho.
Fazia cá um barulho !
Entrava pelos quintais,
Inté espantava os animais.
 

Eram duas, três e quatro,
Da cozinha até ao quarto
E até debaixo da cama.
Esta bicha tinha fama.

 Punha tudo em alvoroço,
Desde o mê tempo de moço.
A idade nã perdoa,
Acabô-se a vida boa !
Depois de tanto caçari,
Já merece descansari.
Contava já mê avô:
"Niuma rata lhe escapou !"
É o sangui das gerações.
Mas nada de confusões,
Pois esta estória aqui escrita,
É da minha gata, a Pilita !

Jazz Standards (XCIX)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)         
            
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)       
          
My Foolish Heart (#103) - Música de Victor Young e Letra de Ned Washington
O compositor Victor Young escreveu esta música como a faixa título, do filme "My Foolish Heart". Colaborador de longa data de Victor, Ned Washington escreveu a letra, tendo sido a música foi cantada pela vocalista Martha Mears, e fazendo a dobragem da actriz Susan Hayward. "My Foolish Heart" foi nomeado para um Oscar da “Melhor Canção” em 1950.
O compositor, orquestrador e chefe de orquestra, Gordon Jenkins gravou para a Capitol, colocando a composição no 3º. Lugar, batendo a versão do popular cantor Billy Eckstine, influenciado pelo jazz.
Na altura, 1950, as tabelas estavam assim:
Gordon Jenkins e Orquestra (1950, Sandy Evans, vocal, #3);
Billy Eckstine e a Orquestra de Russ Case (1950, vocal, #6);
Mindy Carson (1950, vocal, #6);
Margaret Whiting (1950, vocal, #17);
Richard Hayes (1950, #21);
Hugo Winterhalter e Orquestra (1950, #29).         
            
Bill Evans (Plainfield, EUA, 16-08-1929 — New York, EUA, 15-09-1980) – Bill Evans (piano), Larry Bunker (bateria) e Chuck Israel (contrabaixo). Para a televisão sueca, Estocolmo, Suécia, 1964.           
             
       
           
Manhattan Jazz Quintet (1983-2008) – “David Matthews and Friends”. Convidado especial Terumasa Hino (trompete), e os músicos do MJO [David Matthews (piano), Chris Hunter (saxofone alto), Aaron Heick (saxofone tenor), John Patitucci (contrabaixo) e Danny Gottlieb (bateria)], orquestração de Dave Matthews.          
            
          
            
Rod Stewart (Highgate, Londres, Inglaterra, 10-01-1945 - 20xx) – Do álbum “The Great American Songbook, vol. V”, de 2010, para a editora J.       
           
          
               
Billy Eckstine (Pittsburgh, Pennsylvania, EUA,  08-07-1914 – Pittsburgh, Pennsylvania, EUA 08-03-1993) – a versão de 1950, gravada para a MGM (Metro Goldwyn Mayer), com a orquestra de Russ Case.         
             
      
            
Letra     
          
The night is like a lovely tune
Beware my foolish heart
How white the ever constant moon
Take care my foolish heart
There's a line between love and fascination
That's hard to see on an evening such as this
For they both give the very same sensation
When your lost in the magic of a kiss
Her lips are much too close to mine
Beware my foolish heart
But should our eager lips combine
Then let the fire start
For this time it isn't fascination
Or a dream that will fade and fall apart
It's love, this time it's love
My foolish heart
For this time it isn't fascination
Or a dream that will fade and fall apart
It's love, this time it's love
My foolish heart             
           
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

Herman José – José Severino, pasteleiro

domingo, 18 de agosto de 2013

Os Festivais das Canções (1968)


(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.


Euro Festival 1968, em 6 de Abril, Londres (Reino Unido).         
               
1º. Massiel (02-08-1947) – La, La, La         
            
           
              
2º. Cliff Richard (14-10-1940) - Congratulations          
             
            
            
3º. Isabelle Aubret (27-07-1938) – La Source         
             
          
               
Festival RTP da Canção de 1968, em 4 de Março, nos estúdios da Tóbis.           
                 
1º. Carlos Mendes (23-05-1947) - Verão          
               
             
             
2º. Tonicha (08-03-1946) – Fui ter com a Madrugada         
              
           
               
3º. José Cid (04-02-1942) - Balada para D. Inês         
              

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Acordo Ortográfico nada resolvido, obviamente !!!

O assunto, dada a importância, tem de ser tratado com honestidade, o Português assim o exige. Caso contrário, esta língua com mais de 200 milhões de falantes será completamente descaracterizada.
Entreguem o assunto aos profissionais e aos estudiosos da língua, os professores e os linguistas, das duas Academias.




Vida de Escaravelho (???!!!)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Juca Chaves - O Humor da velha guarda (I)

Juca Chaves (reposição do Blog “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)    
         
Jurandyr Czaczkes, (Juca Chaves) (Rio de Janeiro, 22-10-1938 – 20xx) - É um compositor, músico e humorista brasileiro. Com formação em música erudita, começou a compor ainda na infância. Iniciou a sua carreira no fim da década de 1950, tocando modinhas e trovas num estilo suave.

Os três “sketches” cómicos a apresentar-vos, hoje, são:     
       
1- Sdruws (canção);
2- Simpósio de sexo em Marrocos; e
3- Mulher ideal é a dos outros.     

Lisboa (IV) – Edifício esquina Berna com a República

Esta semana trago-vos as fotos de um edifício no cruzamento Avenida da República com a Avenida de Berna.
Esta construção, dentro da minha apreciação e dado que sou um leigo e não possuo conhecimentos de arquitecto, poderia ter ganho um Prémio Valmor.
Do lado da Avenida da República encontra-se vandalizado com meia dúzia de hieróglifos, feitos, de certeza, por alguns “anormais” habitantes desta cidade, capital do país mais a ocidente da Europa, que é Lisboa. Mas como vivemos numa sociedade de abusos, basta vermos as aldrabices que se fazem e que ninguém condena, legalmente, nem o braço da justiça julga, para percebermos que ninguém se importa com uns “gatafunhos” insignificantes na fachada de alguns edifícios, até somos capazes de achar graça.
Relativamente bem conservado, embora bastante sujo, nada que uma boa lavagem e pintura, com a mesma cor, não pudesse mudar.
Para o lado da Avenida de Berna encontram-se três bandeiras, uma de Lisboa, uma Portuguesa e uma da CEE. Não consegui ver nenhuma inscrição que me dissesse o possível proprietário actual ou sequer a instituição que ali habita e não preserva.
A música do Jáfumega “Nó Cego” é a ilustração viva daquilo que a cidade nos tem transformado com a sua destruição “foi o que fizeste em mim rapariga…. deste-me cabo da vida”. Nó cego é também aquilo que estes malditos políticos de trazer por casa estão a fazer de nós portugueses e das coisas boas que ainda existem na mente de muita gente. Eu não fui/sou/serei saudosista, mas não suporto mentira e estamos a ficar um autêntico “Nó Cego”.

Jáfumega (1980-1965). Originário da cidade do Porto, o projecto Jafumega (por vezes grafado Jáfumega, Jafu-mega, Jafu'mega ou Jáfu'mega) é uma banda de música portuguesa da década de 80.
A banda nasceu como consequência do fim do quarteto de adolescentes Mini Pop. Um grupo com os irmãos Barreiros (Mário, Eugénio e Pedro) que chegou a ter algum sucesso na década de 70.
O disco de estreia dos Jáfumega, totalmente em inglês, foi editado em 1980 com o nome “Estamos Aí”.
Aproveitando a onda musical que acontecia em Portugal no início dos anos 80, os Jáfumega decidem cantar em português, lançando o single "Dá-me Lume" que teve bastante sucesso graças ao tema "Ribeira".
Em 1982, os Jáfumega lançaram o álbum homónimo que inclui temas como "Latin'América", "Kasbah" e "Nó Cego". Algumas das letras eram da autoria de Carlos Tê. O álbum foi bem recebido pelo público e crítica e nesse ano tocam em Vilar de Mouros.
Em 1983 editaram o álbum Recados, com temas como "Romaria" e "La Dolce Vita", mas que não é tão bem recebido e o grupo faz uma paragem.
Em 1985 ainda é anunciada a intenção da banda lançar um novo disco, “São João Brejeiro” mas não se chegou a concretizar.
(In Wikipedia adaptado por Ricardo Santos)

Os excelentes músicos dos Jáfumega, são: Mário Barreiros (guitarra); Eugénio Barreiros (teclado e voz); Pedro Barreiros (baixo); José Nogueira (sopro); Álvaro Marques (bateria) e Luís Portugal (voz principal).
Alguns deles viriam a ter papel importante na música dita de “jazz” ao lado de António Pinho Vargas.       
           

domingo, 11 de agosto de 2013

Nat King Cole – Jazz Singers (XIV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)         
              
Nathaniel Adams Coles (Montegomery, EUA, 17-03-1919 — Santa Monica, EUA, 15-02-1965) – Nat King Cole como ficou conhecido foi um cantor e músico de jazz norte-americano, pai da cantora Natalie Cole. O apelido de "King Cole" veio de uma popular cantiga de roda inglesa conhecida como “Old King Cole”.
A sua voz marcante imortalizou várias canções, como: “Mona Lisa”, “Stardust”, “Unforgettable”, “Nature Boy”, “Christmas Song”, "Quizás, Quizás, Quizás", entre outras, algumas das quais nas línguas espanhola e portuguesa.
As suas músicas românticas tinham um toque especial, com a sua voz e associada ao piano, tornando-o assim um artista de grande sucesso.
A sua, então revolucionária, formação com piano, guitarra e contrabaixo, ao tempo das “Big Bands”, tornou-se popular, como o “trio” de jazz.
Nat King Cole aprendeu a tocar piano na igreja onde o seu pai era pastor. Desde criança que ele esteve ligado à música, tocando junto no coral da mesma igreja. Cole lutou contra o racismo durante toda a sua vida, recusando-se sempre a cantar em plateias com segregação racial.
Por ter um hábito de fumar diariamente três maços de cigarro, o cantor morreu vítima de cancro. Encontra-se sepultado no “Forest Lawn Memorial Park”, Glendale, Los Angeles, Estados Unidos. Um de seus últimos trabalhos foi no filme “Cat Ballou”, onde cantou a balada da personagem título, interpretada por Jane Fonda.
  
Smile, de 1936, letra de John Turner and Geoffrey Parsons e música de Charlie Chaplin.      
            
            
               
When I Fall In Love, de 1952, letra de Edward Heyman e música de Victor Young.           
              
            
                
Unforgettable, de 1951, com letra e música de Irving Gordon.             
                
            
               
I Love You For Sentimental Reasons, de 1945, com letra de Ivory "Deek" Watson e música de William "Pat" Best.