Contigo nunca me perco, perdendo-me !!!... (Ricardo Santos)

sábado, 25 de agosto de 2012

Baladas Pat Metheny e… (IV)

Durante dez semanas, duas por semana, deixar-vos-ei 20 baladas de Pat Metheny, algumas delas compostas em parceria. 
Metheny porquê ?
Porque a sua música é uma presença diária. Faz-me sentir bem e verificar que ainda existem coisas boas no Mundo que habitamos. A música de Metheny é uma dessas coisas boas.     
                  
Biografias de Pat Metheny e de alguns dos músicos do grupo por aqui:


            
As duas baladas de hoje, e mais uma vez com a ajuda do Youtube, são:         

If I Could”, composta por Pat Metheny (música) para o álbum “First Circle” de 1984, gravado para a etiqueta ECM. “First Circle” é um álbum vencedor de um Grammy. No álbum Pat Metheny é acompanhado por Lyle Mays no piano e teclados, Steve Rodby no baixo, o baterista, Paul Wertico e o vocalista e percussionista, Pedro Aznar. O álbum ganhou o Grammy de “Melhor Performance de Jazz Fusion” em 1985.          
           
A formação para este álbum foi a seguinte:           
       
Pat Metheny - Viola, Viola Synclavier, Cítara, Viola Slide, Viola Acústica, Viola Acústica de 12 cordas;
Lyle Mays - Piano, Sintetizadores, Oberheim, Campainhas/Sinos Agogo, Orgão, e Trompete;
Steve Rodby – Baixos eléctrico, acústico e bateria;
Pedro Aznar - Glockenspiel, Voz, Campainhas/Sinos, Viola Acústica, Percussão, Assobio, Viola Acústica de 12 cordas; e
Paul Wertico - Bateria, “Field Drum”, Timbales.        
              
           
                   
The Road To You”, composta por Pat Metheny (música) para o álbum “The Road To You” de 1993, gravado para a etiqueta Geffen, com produção de Pat Metheny.
“The Road to You” é o segundo álbum do “Pat Metheny Group” ao vivo, lançado em 1993, dez anos após o seu primeiro lançamento ao vivo, “Travels”. Todas as peças foram gravadas ao vivo (a excepção é a última faixa “Solo ‘More Travels’”, gravada em estúdio), numa digressão europeia em 1991. As músicas foram retiradas de actuações nas cidades italianas de Bari, Pescara, Jesi e Nápoles; e das cidades francesas de Marselha, Paris e Besançon.
O CD contem os tempos por música, mas os aí registados, são muito imprecisos. O álbum ganhou um Grammy, em 1994, para “Melhor Performance de Jazz Contemporâneo”.       
               
A formação para este álbum foi a seguinte:          
             
Pat Metheny – Viola, Viola Sintetizadora;
Lyle Mays – Piano, Teclas;
Steve Rodby – Baixos Acústico e Eléctrico;
Paul Wertico – Bateria;
Armando Marçal – Percussão, Timbales, Congas, Voz; e
Pedro Aznar – Voz, Viola Acústica, Percussão, Saxofone, Bateria de Aço, Vibrafone, Marimba, Melódica.         
                  

Juca e Zeca - Interacção Humorística (LXXVIII)


Diálogos Farenses por Bê Zê

Jazz Standards (LXXIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)       
                   
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)               
               
The Nearness of You (#64) - Música de Hoagy Carmichael e Letra de Ned Washington
Em 1940, Glenn Miller e sua Orquestra apresentou a composição "The Nearness of You" na voz de Ray Eberle. A gravação da etiqueta “Bluebird” teve um relativo sucesso, aparecendo nas tabelas no final de Junho, permanecendo lá por onze semanas, e atingindo o lugar número cinco. Em 1953, a canção tornou-se novamente num sucesso, desta vez na voz de Bob Manning, com a orquestra de Monty Kelly, que viram a sua gravação, subir tabelas ao 16º. lugar.
No que diz respeito à canção, e de acordo com a biografia de Hoagy Carmichael por Richard Sudhalter “Stardust Melody: A Vida e a Música de Hoagy Carmichael”, "The Nearness of You" foi uma melodia que Carmichael criou, com 15 anos de idade, para uma adaptação cinematográfica da obra do escritor britânico William Shakespeare, em “Sonho de Uma Noite de Verão”, tendo o actor Mickey Rooney no papel de Puck. Com a letra de Ned Washington, tornou-se em "The Nearness of You", programada para inclusão no filme “Romance in the Rough”. O filme nunca foi produzido e a música teve de esperar pela sua republicação em 1940, de modo a ganhar o seu estatuto de “standard”.          
                  
Norah Jones (Brooklyn, EUA, 30-03-1979 - 20xx) – Do álbum “Come Way With Me” de 2002, para a Blue Note.        

         
                
Sheena Easton (Bellshill, Scotland, 27-04-1959 - 20xx) – Do álbum “No Strings” de 1993.      
                    
               
                     
Mina Anna Mazzini (Busto Arsizio, Itália, 25-03-1940 - 20xx)         
                  
              
                 
Sarah Vaughan (Newark, EUA, 27-03-1924 — Los Angeles, EUA, 03-04-1990) – A versão de 1949, do álbum “Sarah Vaughan 1949-1950”, com a orquestra de Joe Lipman.   
                    
                 
                   
Letra     
            
It's not the pale moon that excites me
That thrills and delights me
Oh no, it's just the nearness of you
It isn't your sweet conversation
That brings this sensation
Oh no, it's just the nearness of you
When you're in my arms
And I feel you so close to me
All my wildest dreams came true
I need no soft lights to enchant me
If you will only grant me the right to hold you ever so tight
And to feel in the night the nearness of you             
                
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

Alguma “velha” publicidade televisiva (XIV)

Quem não se lembra e quem não bebeu “Schweppes” ?!            
                     

5MJZ (XXX) - Thelonious Monk

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)            
             
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.          
                     
Thelonious Sphere Monk (Rocky Mount, EUA, 10-10-1917 — Weehawken, New Jersey, EUA, 17-02-1982) - Foi um pianista e compositor de jazz norte-americano.
Thelonious Monk foi um pianista único, e considerado um dos mais importantes músicos do Jazz. Monk tinha um estilo único de improvisar e tocar. Era famoso pelos seus improvisos de poucas e boas notas. Se fosse preciso, fazia com duas ou três notas o que outros pianistas faziam com nove ou dez. Cada nota entrava perfeitamente no contexto da música, numa mistura melódica e rítmica. Utilizava, somente, as notas necessárias e muito bem trabalhadas. Sentado ao piano, tocava-o encurvado, com uma má postura, além do seu mau dedilhar ruim, com os dedos rígidos, que ficavam perfeitamente erectos e batiam nas teclas tal qual uma baqueta faria num tambor. Excêntrico, Thelonious não era muito bem visto pela crítica da época, porém era unanimidade entre os músicos de jazz, como inegualável. Compunha melodias e criava ritmos nada usuais. Compôs vários temas que hoje são considerados “standards”, como "Epistrophy", "'Round Midnight", "Blue Monk", "Straight No Chaser" e "Well, You Needn't".
Apesar de ser lembrado como um dos fundadores do “Bebop”, o seu estilo, com o passar do tempo, evoluiu para algo único, próprio, de composições com harmonias dissonantes e guinadas melódicas combinadas a linhas de percussão, desenvolvidas com abruptos ataques ao piano e uso de silêncios e hesitações.         
                  
Ruby My Dear", de 1947 (*), é uma balada jazz composta por Thelonious Monk.

A canção teve esse nome, por causa  do primeiro amor de Monk, Rubie Richardson. Foi gravada pela primeira vez, numa sessão de 1947 para a “Blue Note Records”. Monk gravou "Ruby My Dear" várias vezes, incluindo actuações de piano solo em 1959 e 1965, bem como versões com os saxofonistas Coleman Hawkins e John Coltrane (em New York, no “Five Spot Jazz Cafe”, decorria o Verão de 1957).
Em 1997, o guitarrista Larry Coryell cobriu a canção de seu álbum "Spaces Revisited".
Esta é uma das baladas mais românticas de Monk, gravada um pouco antes da “Columbia Records” ter assiando com ele.            
              
(*) 1947 – Morre Henry Ford, o criador do célebre automóvel “Modelo T”, o “Ford T”; Mahatma Gandhi negoceia o fim de 190 anos de domínio colonial britânico, na Índia; Morre o “gangster” Al Capone;          
                   

Titanic é para meninos

Músicas House MD (6ª. Temporada) (XXXI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)        
                 
Billy Moon, Sharkey & Zooks from the Spark (2004 – 20xx) – É um grupo (Sharkey's Machine) que teve o seu primeiro album em 2004, com a presença de Billy Moon.       
             
Billy Moon, Sharkey & Zooks from the Spark – Little Cabin Song       
                
                 
                          
Iron & Wine (Sam Beam) (Carolina do Sul, 26-07-1974 – 20xx) - É o nome artístico utilizado pelo cantor e compositor norte-americano de “Folk Rock” Sam Beam. Beam lançou o seu primeiro álbum, como Iron & Wine, em 2002. O CD intitula-se "The Creek Drank the Cradle", para a etiqueta “Sub Pop”.                 
                      
Iron & Wine – Love Vigilantes, em Long Beach, Califórnia em 10 de Maio de 2009.        
                   
               
                     
The Radiohead (1988 – 20xx) – É uma banda inglesa de rock alternativo, formada no ano de 1988, em Oxford, por Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão).
Os “Radiohead” lançaram o seu primeiro single, "Creep", no ano de 1992 e o seu primeiro álbum de estúdio, “Pablo Honey”, em 1993. Ainda que o single de "Creep" não tenha feito sucesso quando foi lançado, o seu relançamento, no ano seguinte, fez da canção um êxito internacional. A popularidade desta banda no Reino Unido aumentou com o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, “The Bends”, em 1995. A textura atmosférica das guitarras e o falsete de Thom Yorke foram bastante aclamados por críticos e admiradores do grupo. Com o lançamento de “OK Computer”, em 1997, os “Radiohead” ganharam fama mundial. Contando com um som bastante expansivo e temas sobre a alienação moderna, “OK Computer” é aclamado até hoje, como um marco dos anos 90. O lançamento de “Kid A”, em 2000, e de “Amnesiac”, em 2001, marcou o pico da popularidade dos “Radiohead”, ainda que estes dois álbuns tenham tido opiniões controversas entre críticos e entusiastas da banda. Este período marcou uma considerável mudança no som dos “Radiohead”, com a banda incorporando elementos experimentais de música electrónica e jazz nas suas composições. “Hail to the Thief” (2003), sexto álbum de estúdio da banda, mesclou todos os estilos que a banda já empregou na sua carreira, como as guitarras distorcidas, música electrónica e letras contemporâneas. Dando sequência ao lançamento de “Hail to the Thief”, os “Radiohead” entraram em hiato, deixaram a etiqueta EMI e lançaram o seu sétimo álbum, “In Rainbows”, em 2007, por meio de “download” digital, pelo qual os compradores escolhiam o quanto queriam pagar.       
                  
Radiohead – No Surprises             
                       

domingo, 12 de agosto de 2012

Jazz Standards (LXXII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)             
                   
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)             
                
Skylark (#62) - Música de Hoagy Carmichael e Letra de Johnny Mercer
Em 1942 “Skylark” apareceu quatro vezes nas tabelas populares. A primeira gravação era da orquestra de Glenn Miller e a interpretação vocal de Ray Eberle. Subiu ao número 7 da tabela. Os quatro sucessos eram:

Glenn Miller (1942, Ray Eberle, vocal, #7)
Harry James (1942, Helen Forrest, vocal, #11)
Dinah Shore (1942, com Rosario Bourdon & Orchestra, #5)
Bing Crosby (1942, com John Scott Trotter & Orchestra, #14)          
               
Hoagy Carmichael escreveu originalmente a composição que se tornaria "Skylark" para um musical sobre o seu amigo falecido, Bix Beiderbecke. A melodia da canção é dito ter sido baseada nos solos de Bix Beiderbecke, pelo menos, o fraseado, uma afirmação apoiada por título original da composição ", Bix Lix" ("Bix Licks").
Embora o musical nunca tenha sido produzido, Carmichael pegou de novo na composição e passou a melodia para Johnny Mercer que, alguns meses mais tarde, chamou Hoagy Carmichael e cantou-lhe "Skylark". Nessa altura, já Carmichael se tinha esquecido que ele próprio escrevera esta canção!          
               
Glenn Miller (Clarinda, Iowa, EUA, 01-03-1904 - 15-12-1944) Orchestra & Ray Eberle (Hoosick Falls, New York, EUA, 19-01-1919 - Douglasville, Georgia, EUA, 25-08-1979)   
            
               
                
Dinah Shore (Winchester, Tennessee, 29-02-1916 – Beverly, California, 24-02-1994)   
             
              
                   
Linda Ronstadt (Tucson, Arizona, EUA, 15-07-1946 - 20xx) e a orquestra de Nelson Riddle (Oradell, New Jersey, EUA, 01-06-1921 – Los Angeles, EUA, 06-10-1985) – do álbum “Lush Life” de 1984.             
                     
          
                   
Keith Jarrett (Allentown, EUA, 08-05-1945 - 20xx) trio – Com Keith Jarrett (piano), Gary Peacock (contrabaixo) e Jack DeJohnette (bateria). Para o álbum da “Blue Note” de 3 de Junho de 1984.            
               
          
               
Letra

Skylark
Have you anything to say to me
Won't you tell me where my love can be
Is there a meadow in the mist
Where someone's waiting to be kissed
Oh skylark
Have you seen a valley green with spring
Where my heart can go a-journeying
Over the shadows and the rain
To a blossom-covered lane
And in your lonely flight
Haven't you heard the music in the night
Wonderful music
Faint as a will o' the wisp
Crazy as a loon
Sad as a gypsy serenading the moon
Oh skylark
I don't know if you can find these things
But my heart is riding on your wings
So if you see them anywhere
Won't you lead me there
Oh skylark
Won't you lead me there          
         
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

5MJZ (XXIX) - Sarah Vaughan com Ernie Wilkins Orchestra

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)          
                  
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.       
             
Sarah Lois Vaughan (Newark, EUA, 27-03-1924 — Los Angeles, EUA 03-04-1990) - Foi uma cantora norte-americana de jazz, descrita por Scott Yanow como "uma das vozes mais maravilhosas do século 20". Apelidada "Sailor", "Sassy" e "A Divina", Sarah Vaughan ganhou um Grammy e o prémio “NEA Jazz Masters”, o prémio de mais importante no jazz", atribuído pela “National Endowment for the Arts” (NEA), em 1989. A voz de Vaughan caracterizava-se pela sua tonalidade grave, pela enorme versatilidade e pelo seu controle do “vibrato”. Sarah Vaughan foi uma das primeiras vocalistas a incorporar o fraseio do “Bebop”.
Asbury "Jake" Vaughan, pai de Sarah, era carpinteiro de profissão, bem como pianista e guitarrista amador. Sua mãe, Ada Vaughan, era lavadeira e cantora no coro da igreja.
Jake e Ada mudaram-se para Newark, no estado de Virgínia, durante a Primeira Guerra Mundial. Sarah era a única filha natural do casal, que na década de 60 adoptou Donna, filha de uma mulher que viajou com Sarah.
Sarah morou com a sua família por toda a sua infância, numa casa, da rua Brunswick. Jake era profundamente religioso e a sua família, era muito activa na Igreja Batista Novo Monte Sião, na rua Thomas, 186. Aos sete anos de idade Sarah iniciou lições de piano. Era cantora no coro da igreja e, ocasionalmente, tocava em ensaios e serviços.
Sarah desenvolveu cedo um amor pela música popular, ouvindo gravações e a rádio. Na década de 30, a cidade de Newark possuía um cenário musical activo, e Sarah pode, frequentemente, ver bandas locais ou que ali faziam digressões, tocando em lugares como a pista de patinagem, da rua Montgomery, no “Montgomery Street Skating Rink”. Na juventude, Sarah começa a aventurar-se, ilegalmente, em clubes nocturnos da cidade, actuando como pianista e, algumas vezes, cantora. Entre os locais mais notáveis, o “Piccadilly Club” e o “Aeroporto de Newark”.
Inicialmente, Sarah estudava na Escola Secundária do lado leste de Newark, mas foi transferida para a Escola Secundária de Artes de Newark, fundada em 1931, como a primeira escola secundária especializada em artes. Porém a sua actuação nocturna começa a influenciar negativamente as suas actividades escolares, e, ainda nos primeiros anos, Sarah abandona a escola para se dedicar e concentrar, integralmente, à música. Nessa época, ela e seus amigos já se arriscavam atravessar o Rio Hudson, em New York, para irem ouvir as grandes bandas no “Teatro Apollo”.
Em 1944, Sarah gravou o tema famoso de Dizzy Gillespie, "Night in Tunisia", então intitulada "Interlude" e gravou ainda, ao lado do pai do “Bebop”, “Lover Man”, tornando esta gravação um clássico.            
                   
Cherokee", escrito por Ray Noble, em 1938 (*), inicialmente composta para ser o primeiro de 5 andamentos da “Indian Suite” (Cherokee, Comanche War Dance, Iroquois, Seminole, e Sioux Sue).              
                 
(*) 1938 – Pela primeira vez no teatro “Carnegie Hall” de New York, o jazz é ouvido, com a orquestra de Benny Goodman; Ladislas e Biro inventam a esferográfica; Orson Wells causa pânico em New York, com o seu programa “Guerra dos Mundos”; Almada Negreiros publica “Nome de Guerra”.             
                

Alguma “velha” publicidade televisiva (XIII)

Lembro-me, na minha juventude, de ter bebido muito deste produto.          
                  

Baladas Pat Metheny e… (III)

Durante dez semanas, duas por semana, deixar-vos-ei 20 baladas de Pat Metheny, algumas delas compostas em parceria.          
               
Metheny porquê ?              
                     
Porque a sua música é uma presença diária. Faz-me sentir bem e verificar que ainda existem coisas boas no Mundo que habitamos. A música de Metheny é uma dessas coisas boas.      
              
Biografias de Pat Metheny e de alguns dos músicos do grupo por aqui:             
                     
              
           
As duas (três) baladas de hoje, e mais uma vez com a ajuda do Youtube, são:           
                
The Bat (Part II)”, composta por Pat Metheny & Lyle Mays. Aqui no “clip” uma gravação em Montreal (Canadá), no Montreal Jazz Festival, em 1982.
4ª. Faixa do lado 2 do álbum “Offramp” de 1983. Este álbum ganhou um “Grammy Award” para “Best Jazz Fusion Performance”. “Offramp” é o primeiro álbum de estúdio que PM recorre à viola sintetizadora.  
           
A formação para este álbum foi a seguinte: 
         
Pat Metheny – viola sintetizadora, viola, viola synclavier;
Lyle Mays - piano, sintetizador, autoharp, orgão, synclavier;
Steve Rodby – baixo acústico e electrico;
Dan Gottlieb – bateria; e
Nana Vasconcelos - percussão, voz, berimbau.           
                
             
                   
A Map Of The World & In Her Family”, compostas por Pat Metheny. Do álbum “A Map of the World”, banda sonora do filme e da novela, ambos com o mesmo nome. A novela (1994) é da autoria de Jane Hamilton (13-07-1957 – 20xx), novelista norte-americana. O filme (1999) é de Scott Eliott, e conta com as interpretações de Sigourney Weaver, Julianne Moore, David Strathairn, e Chloë Sevigny.             
                
A formação para este álbum foi a seguinte:         
                  
Pat Metheny - piano, teclas, viola acústica;
Gil Goldstein – orgão:
Steve Rodby – contrabaixo; e
David Samuels – percussão.           
             

Doutor instantâneo

Sabedoria de Tubarão - Interacção Humorística (LXXVII)

Em 04-11-2010. Obrigado.

Sabedoria de Tubarão

Dois enormes tubarões brancos observavam os sobreviventes de um naufrágio.
- Siga-me, filho ! - disse o tubarão pai para o filho.
E nadaram até junto dos náufragos.
- Primeiro vamos nadar em volta deles com apenas a ponta das nossas barbatanas aparecendo fora da água. E assim eles fizeram.
- Muito bem, meu filho! Agora vamos nadar ao redor deles, algumas vezes, com nossas barbatanas todas de fora.
E assim eles fizeram.
- Agora nós já podemos comê-los a todos.
E assim eles fizeram.
Quando finalmente se saciaram, o filho perguntou:
- Pai, por que nós não os comemos logo de início? Por que ficámos nadando ao redor deles várias vezes antes de os comermos?
O sábio e experiente pai respondeu então:
- Porque ficam muito mais saborosos sem merda dentro...

Gira-Discos (XXXIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)           
                 
Quarteto 1111 (1967 – 1987) – Foi uma banda portuguesa, formada em 1967, no Estoril. Numa década de inovações e experimentalismos, muitas bandas tentavam copiar o que era difundido pela rádio e ouvido em ocasionais discos trazidos do estrangeiro. Começava-se com material rudimentar e terminava com a Censura. Os “Beatles” ou os “Shadows” eram a inspiração para a maioria das bandas.
Um dos muitos grupos inspirados nos “Shadows” era o “Conjunto Mistério”, mais tarde chamado “Quarteto 1111”. Este nome foi inspirado no número de telefone onde decorriam os ensaios. O grupo era formado por Miguel Artur da Silveira, José Cid, António Moniz Pereira e Jorge Moniz Pereira.
O primeiro EP é “A Lenda de El-Rei D. Sebastião”, que conseguiu ser o primeiro disco português a tocar no programa "Em Órbita" do Rádio Clube Português. Os trabalhos seguintes do “Quarteto 1111” seguem o caminho iniciado com a “A Lenda de El-Rei D. Sebastião”. Em 1968 concorrem ao festival RTP da Canção interpretando “Balada para D. Inês”, que se classifica em 3.º lugar.           
                 
"A Lenda de El-Rei D. Sebastião”, de 1967.          
                 
          
                  
"Balada para D. Inês”, de 1967.         
                 

Gira-Discos (XXXIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)         
              
The Bread (Los Angeles, California, EUA, 1968 – 1973) - Os “Bread” foram formados em 1968, a partir de um encontro entre David Gates e Jimmy Griffin. Com a presença adicional de Robb Royer, o grupo começou a tocar nos bares de Los Angeles e foi contratado para a editora Warner/Elektra, inicialmente apenas para ser uma banda de estúdio. O baterista Mike Botts juntou-se aos outros três membros. O primeiro “single” da banda, "Make It With You", alcançou o primeiro lugar das tabelas norte-americanas, da Billboard, em 1970. O sucesso inesperado com o primeiro álbum "Bread", de 1969, fez com que a banda começasse a realizar apresentações ao vivo pelos Estados Unidos.
O “Soft-Rock” de fácil assimilação conquistou as tabelas norte-americanas, com destaque para "If", "Everything I Own", "Baby I'm-A Want You", "Guitar Man, "Diary" e "Aubrey". Ao mesmo tempo, as relações entre os seus componentes Gates e Griffin, não eram as melhores. A banda iria acabar em 1973.
Três anos mais tarde, reencontraram-se para lançar um último trabalho, "Lost Without Your Love", também bem recebido pela crítica e público.     
              
"Make It With You” , no “The Midnight Special” de Burt Sugarman, em 1977. Do álbum “On The Waters” de Julho de 1970, para a etiqueta Elektra.          
                
            
                    
Hey have you ever tried
Really reaching out for the other side?
I may be climbing on rainbows
But baby, here goes
Dreams are for those who sleep
Life is for us to keep
And if you're wondering what this song is leading to,
I'd like to make it with you
I really think that we could make it, girl
Though you don't know me well
With every little thing only time will tell
If you believe the things that I do,
Then we'll see it through
Life can be short or long
Love can be right or wrong
And if I chose the one I'd like to help me through
I'd like to make it with you
I really think that we can make it, girl
Baby you know that dreams are for those who sleep
Life is for us to keep
And if I chose the one I'd like to help me through
I'd like to make it with you
I really think that we can make it, girl            
              
"Everything I Own”, do álbum "Baby I'm-A Want You", de Janeiro de 1972.