A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

domingo, 4 de novembro de 2012

Pôr-do Sol...

A minha tarde está mais nublada do que eu esperava. O tempo está incerto e as pessoas não sabem que roupa hão-de vestir para combater as adversas e ingratas contrariedades da vida.           
               
Para todos nós que, como eu, viveram sempre do seu ordenado e não foram vítimas de benesses adicionais, tais como, heranças, jogos de sorte, ou então pior, aldrabices e desonestidades, como dizia para nós que, chegámos agora perto do pôr-do-Sol e sentimos que se para muitos foi difícil, muito mais o será para os nossos filhos.             
                
Mas afinal, que porcaria de sociedade construímos que em vez de sermos sinceramente felizes, andamos a alimentar-nos de falsas esperanças e felicidades ?                
                 
Temos na realidade, de esquecer o dinheiro e o poder, da forma como pensamos agora nele, e vir para a rua apoiar alguém que nos governe e guie a bom porto. Pode e deve ser um político, mas nenhum de estes que compõe a nossa triste e confrangedora ala política portuguesa. Estes estão vendidos ao seu próprio umbigo pessoal e partidário, e ao dinheiro que recebem para nos contarem mentiras.           
Queremos alguém que pense onde estão as dificuldades e que as resolva com a ajuda de todos nós.       
                
Temos de ter cuidado com os mediatismos. Quem quer ajudar não precisa de publicidade nem de se publicitar. Ajudar faz parte da essência humana, se não for assim, muita pouca coisa andamos por cá a fazer, se é só para estarmos em constante guerra uns com os outros, muito está mal.           
             
Aproveitemos o que a tecnologia nos dá de bom, mas rejeitemos a cusquice e a coscuvilhice, o querer saber da vida dos outros.
A vida dos outros só deve interessar naquilo que ela nos pode afectar em termos de cidadãos. Olhemos-nos no espelho para perceber bem quem nós somos.       
               
Temos de conseguir ser felizes com toda a tecnologia existente actualmente e inventada por nós, mas, temos de considerá-la sempre segundo plano. Ela serve somente para ajudar, não para resolver. Resolver temos/teremos de ser nós a fazê-lo.           
               
Mas quem sou eu para estar aqui a debitar estas palavras. Bem, considero-me um cidadão igual aos outros, pertença deste Mundo tristemente desigual, que está revoltado com aquilo que também ajudei a construir.      
           
Os artificialismos existentes no planeta Terra são, também da minha autoria e na percentagem maioritária, só nos têm trazido dissabores e criado fossos díspares entre as classes humanas e na própria Natureza, aquela de onde somos concebidos e nascidos.      
            
Manifestemos as nossas palavras e lutas, mas honestamente, a pensar no próximo, sem publicidade. Temos de tentar minorizar os estragos feitos até agora, que possibilitam a existência de sociedades que vivem em faustosidade e outras exploradas, doentes que vivem em absoluta miséria.

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.