Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

domingo, 7 de outubro de 2012

5MJZ (XXXIII) - Betty Carter

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)           
                
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.           
             
Betty Carter (com o nome de nascimento Lillie Mae Jones) (Flint, Michigan, EUA 16-05-1929 – 26-09-1998) – Foi uma cantora de jazz norte-americana conhecida pela sua técnica de improvisação, habilidades “scatting”, e outros complexas habilidades musicais que demonstraram o seu talento vocal e interpretação imaginativa de letras e melodias.
A vocalista Carmen McRae observou uma vez, "existe somente e apenas uma cantora de jazz, apenas uma... Betty Carter !"
Carter nasceu em Flint, Michigan e cresceu em Detroit, onde seu pai coordenava um coro de igreja. Em criança, Carter foi criada para ser extremamente independente e não esperar carinho da sua família. Mesmo 30 anos após ter saído de casa, Carter ainda era muito consciente e afectada pela vida na casa onde ela foi criada, e comentou:
"Eu fui retirada muito cedo da minha família. Não houve nenhum contacto real com telefonemas para casa todas as semanas para descobrir como o mundo e as pessoas são... Quanto à minha família se está preocupada ou não, tem sido uma caminhada solitária ... É, provavelmente, tanto culpa minha como a é deles, e eu não pode culpar ninguém por isso. Mas nunca houve proximidade real, onde a família me pudesse dizer... ‘Estamos orgulhosos'... e tudo isso. Não, não ... nada disso aconteceu."            
            
What A Little Monnlight Can Do" é uma canção popular escrita por Harry M. Woods, em 1934 (*). Em 1934, Woods mudou-se para Londres durante três anos, onde trabalhou para o estúdio de cinema britânico “Gaumont British”, contribuindo materialmente para vários filmes, um dos quais foi “Road House” (1934). A música foi cantada no filme por Violet Lorena e incluiu um versículo introdutório, não ouviu na versão mais recente gravada por Billie Holiday, acompanhado por Teddy Wilson & His Orchestra, em 2 de Julho de 1935. Peggy Lee cantou-a com um arranjo de Nelson Riddle no seu álbum de 1959 “Jum For Joy”. Crystal Gayle incluiu-a no seu álbum de 1980 “These Days”. Steve Tyrell gravou-a no seu álbum de 2001, “Standard Time”.         
                 
(*) 1934 – Coleman Hawkins em digressão pela Europa, é substituído por Lester Young na orquestra de Fletcher Henderson; Mao Tse Tung inicia a grande marcha na China; O Correio Áereo passa a funcionar em Portugal; “Mensagem” é publicada por Fernando Pessoa; e Henry Miller publica “Trópico de Câncer”.            
                

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