A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sábado, 25 de agosto de 2012

5MJZ (XXX) - Thelonious Monk

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)            
             
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.          
                     
Thelonious Sphere Monk (Rocky Mount, EUA, 10-10-1917 — Weehawken, New Jersey, EUA, 17-02-1982) - Foi um pianista e compositor de jazz norte-americano.
Thelonious Monk foi um pianista único, e considerado um dos mais importantes músicos do Jazz. Monk tinha um estilo único de improvisar e tocar. Era famoso pelos seus improvisos de poucas e boas notas. Se fosse preciso, fazia com duas ou três notas o que outros pianistas faziam com nove ou dez. Cada nota entrava perfeitamente no contexto da música, numa mistura melódica e rítmica. Utilizava, somente, as notas necessárias e muito bem trabalhadas. Sentado ao piano, tocava-o encurvado, com uma má postura, além do seu mau dedilhar ruim, com os dedos rígidos, que ficavam perfeitamente erectos e batiam nas teclas tal qual uma baqueta faria num tambor. Excêntrico, Thelonious não era muito bem visto pela crítica da época, porém era unanimidade entre os músicos de jazz, como inegualável. Compunha melodias e criava ritmos nada usuais. Compôs vários temas que hoje são considerados “standards”, como "Epistrophy", "'Round Midnight", "Blue Monk", "Straight No Chaser" e "Well, You Needn't".
Apesar de ser lembrado como um dos fundadores do “Bebop”, o seu estilo, com o passar do tempo, evoluiu para algo único, próprio, de composições com harmonias dissonantes e guinadas melódicas combinadas a linhas de percussão, desenvolvidas com abruptos ataques ao piano e uso de silêncios e hesitações.         
                  
Ruby My Dear", de 1947 (*), é uma balada jazz composta por Thelonious Monk.

A canção teve esse nome, por causa  do primeiro amor de Monk, Rubie Richardson. Foi gravada pela primeira vez, numa sessão de 1947 para a “Blue Note Records”. Monk gravou "Ruby My Dear" várias vezes, incluindo actuações de piano solo em 1959 e 1965, bem como versões com os saxofonistas Coleman Hawkins e John Coltrane (em New York, no “Five Spot Jazz Cafe”, decorria o Verão de 1957).
Em 1997, o guitarrista Larry Coryell cobriu a canção de seu álbum "Spaces Revisited".
Esta é uma das baladas mais românticas de Monk, gravada um pouco antes da “Columbia Records” ter assiando com ele.            
              
(*) 1947 – Morre Henry Ford, o criador do célebre automóvel “Modelo T”, o “Ford T”; Mahatma Gandhi negoceia o fim de 190 anos de domínio colonial britânico, na Índia; Morre o “gangster” Al Capone;          
                   

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