Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

domingo, 12 de agosto de 2012

5MJZ (XXIX) - Sarah Vaughan com Ernie Wilkins Orchestra

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)          
                  
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.       
             
Sarah Lois Vaughan (Newark, EUA, 27-03-1924 — Los Angeles, EUA 03-04-1990) - Foi uma cantora norte-americana de jazz, descrita por Scott Yanow como "uma das vozes mais maravilhosas do século 20". Apelidada "Sailor", "Sassy" e "A Divina", Sarah Vaughan ganhou um Grammy e o prémio “NEA Jazz Masters”, o prémio de mais importante no jazz", atribuído pela “National Endowment for the Arts” (NEA), em 1989. A voz de Vaughan caracterizava-se pela sua tonalidade grave, pela enorme versatilidade e pelo seu controle do “vibrato”. Sarah Vaughan foi uma das primeiras vocalistas a incorporar o fraseio do “Bebop”.
Asbury "Jake" Vaughan, pai de Sarah, era carpinteiro de profissão, bem como pianista e guitarrista amador. Sua mãe, Ada Vaughan, era lavadeira e cantora no coro da igreja.
Jake e Ada mudaram-se para Newark, no estado de Virgínia, durante a Primeira Guerra Mundial. Sarah era a única filha natural do casal, que na década de 60 adoptou Donna, filha de uma mulher que viajou com Sarah.
Sarah morou com a sua família por toda a sua infância, numa casa, da rua Brunswick. Jake era profundamente religioso e a sua família, era muito activa na Igreja Batista Novo Monte Sião, na rua Thomas, 186. Aos sete anos de idade Sarah iniciou lições de piano. Era cantora no coro da igreja e, ocasionalmente, tocava em ensaios e serviços.
Sarah desenvolveu cedo um amor pela música popular, ouvindo gravações e a rádio. Na década de 30, a cidade de Newark possuía um cenário musical activo, e Sarah pode, frequentemente, ver bandas locais ou que ali faziam digressões, tocando em lugares como a pista de patinagem, da rua Montgomery, no “Montgomery Street Skating Rink”. Na juventude, Sarah começa a aventurar-se, ilegalmente, em clubes nocturnos da cidade, actuando como pianista e, algumas vezes, cantora. Entre os locais mais notáveis, o “Piccadilly Club” e o “Aeroporto de Newark”.
Inicialmente, Sarah estudava na Escola Secundária do lado leste de Newark, mas foi transferida para a Escola Secundária de Artes de Newark, fundada em 1931, como a primeira escola secundária especializada em artes. Porém a sua actuação nocturna começa a influenciar negativamente as suas actividades escolares, e, ainda nos primeiros anos, Sarah abandona a escola para se dedicar e concentrar, integralmente, à música. Nessa época, ela e seus amigos já se arriscavam atravessar o Rio Hudson, em New York, para irem ouvir as grandes bandas no “Teatro Apollo”.
Em 1944, Sarah gravou o tema famoso de Dizzy Gillespie, "Night in Tunisia", então intitulada "Interlude" e gravou ainda, ao lado do pai do “Bebop”, “Lover Man”, tornando esta gravação um clássico.            
                   
Cherokee", escrito por Ray Noble, em 1938 (*), inicialmente composta para ser o primeiro de 5 andamentos da “Indian Suite” (Cherokee, Comanche War Dance, Iroquois, Seminole, e Sioux Sue).              
                 
(*) 1938 – Pela primeira vez no teatro “Carnegie Hall” de New York, o jazz é ouvido, com a orquestra de Benny Goodman; Ladislas e Biro inventam a esferográfica; Orson Wells causa pânico em New York, com o seu programa “Guerra dos Mundos”; Almada Negreiros publica “Nome de Guerra”.             
                

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