Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

domingo, 6 de maio de 2012

Jazz Standards (LXI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)           
                
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)           
                
Lush Life (#36) - Música e Letra de Billy Strayhorn
Em 1933, um adolescente Billy Strayhorn começou a trabalhar em "Lush Life". Ele afinaria a sua composição ao longo dos próximos anos e, finalmente, em 1938, no “Stanley Theater”, em Pittsburgh, Billy Strayhorn tocava piano e cantava “Lush Life” para Duke Ellington. O filho de Ellington, Mercer, recordaria mais tarde que "Lush Life" e "Something to Live For" foram responsáveis ​​pela contratação de Strayhorn por Duke Ellington no início de 1939. Isso marcaria o início da colaboração lendária entre ambos.             
                  
Joe Henderson (Lima, EUA, 24-04-1937 - San Francisco, EUA, 30-06-2001) & Herbie Hancock (Chicago, EUA, 12-04-1940 - 20xx) – Joe Henderson (saxofone) e Herbie Hancock (piano), em 18 de Junho de 1993, no Festival de Jazz de Newport.              
            
           
               
Billy Strayhorn (Dayton, EUA, 29-12-1915 — New York, EUA, 31-05-1967) – Ao vivo, em 1964             
                
            
                   
John Coltrane (Hamlet, Carolina do Norte, EUA, 23-09-1926 - Long Island, Nova Iorque, EUA, 17-07-1967) – do album “Lush Life” (1957), com John Coltrane (saxofone tenor), Donald Byrd (trompete), Red Garland (piano) e Paul Chambers (contrabaixo)  e Louis Hayes (bateria).             
              
               
            
Linda Ronstadt (Tucson, Arizona, EUA, 15-07-1946 - 20xx) – Em 1998, a “Society of Singers” fez uma homenagem à cantora e actriz Rosemary Clooney (23-05-1928 – 29-06-2002), irmã do jornalista Nick Clooney e tia do actor George Clooney. O apresentado Joe Williams (cantor de jazz, 12-12-1918 – 29-03-1999) fez uma apresentação muito elogiosa e merecida da extraordinária cantora Linda Ronstadt. “Lush Life” foi a música que ela cantou.     
              
          
           
Letra        
           
I used to visit all the very gay places
Those come what may places
Where one relaxes on the axis of the wheel of life
To get the feel of life...
From jazz and cocktails.
The girls I knew had sad and sullen gray faces
With distingue traces
That used to be there you could see where they'd been washed away
By too many through the day...
Twelve o'clock tales.
Then you came along with your siren of song
To tempt me to madness!
I thought for a while that your poignant smile was tinged with the sadness
Of a great love for me.
Ah yes! I was wrong...
Again,
I was wrong.
Life is lonely again,
And only last year everything seemed so sure.
Now life is awful again,
A troughful of hearts could only be a bore.
A week in Paris will ease the bite of it,
All I care is to smile in spite of it.
I'll forget you, I will
While yet you are still burning inside my brain.
Romance is mush,
Stifling those who strive.
I'll live a lush life in some small dive...
And there I'll be, while I rot
With the rest of those whose lives are lonely, too…           
              
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

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Eu fiz um Pacto com a minha língua, o Português, língua de Camões, de Pessoa e de Saramago. Respeito pelo Português (Brasil), mas em desrespeito total pelo Acordo Ortográfico de 90 !!!