Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

domingo, 29 de abril de 2012

5MJZ (XVII) - Miles Davis Sextet

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)               
                 
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.          
                 
Miles Dewey Davis Jr (Alton, Illinois, EUA, 26-05-1926 — Santa Monica, California, EUA, 28-09-1991) - Foi um trompetista, compositor e chefe de banda de jazz norte-americano.
Considerado um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz desde a Segunda Guerra Mundial até a década de 1990. Ele participou em várias gravações do “Bebop” e das primeiras gravações do “Cool Jazz”. Foi parte do desenvolvimento do “Jazz Modal”, e também do “Jazz Fusão” que teve origem no seu trabalho dele com outros músicos, desde o final da década de 1960, até ao começo da década de 1970.
Miles Davis pertenceu a uma classe tradicional de trompetistas de jazz, que começou com Buddy Bolden e desenvolveu-se com Joe "King" Oliver, Louis Armstrong, Roy Eldridge e Dizzy Gillespie. Ao contrário desses músicos ele nunca foi considerado com um alto nível de habilidade técnica. Seu grande êxito como músico, entretanto, foi ir mais além do que ser influente e distinto no seu instrumento, e moldar estilos inteiros e maneiras de fazer música através dos seus trabalhos. Muitos dos mais importantes músicos de jazz fizeram o seu nome, na segunda metade do século XX, nos agrupamentos de Miles Davis, incluindo, os teclistas, Joe Zawinul, Chick Corea e Herbie Hancock, os saxofonistas John Coltrane, Wayne Shorter, George Coleman e Kenny Garrett, o baterista Tony Williams e o guitarrista John McLaughlin.
Como trompetista Davis tinha um som puro e claro, mas também uma invulgar liberdade de articulação e altura. Ele ficou conhecido por ter um registo baixo e minimalista de tocar, mas também era capaz de conseguir alta complexidade e técnica com seu trompete.
Em 13 de Março de 2006, Davis foi, postumamente, incluído no “Rock & Roll Hall of Fame”. Foi, também, incluído no “St. Louis Walk of Fame”, “Big Band and Jazz Hall of Fame”, e no “Down Beat's Jazz Hall of Fame”.         
                
So What", Miles Davis, composta em 1959 (*), do álbum “Kind A Blue”, de 2 de Março de 1959, com Miles Davis (trompete) Cannonball Adderley (saxofone alto) John Coltrane (saxofone tenor), Bill Evans (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria).
            
(*) 1959 – Morte da cantora Billie Holiday; Tom Jobim e João Gilberto gravam “Chega de Saudade”; Museu Guggenheim em New York, pelo arquitecto Frank Lloyd Wright; e Jean-Luc Godard realiza o filme “A Bout de Souffle”.         
             

Sem comentários:

Enviar um comentário

Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.