Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sábado, 7 de janeiro de 2012

5MJZ (I) - Nina Simone

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)        
          
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
A sua luta para tornar o “Jazz” numa música, muito mais ouvida, está bem patente no seu programa “5 Minutos de Jazz” que já habitou em várias estações de rádio nacionais, com o mesmo “jingle” introdutório, o “Sexteto de Lou Donaldson” e a composição “Lou’s Blues”. É um dos mais antigos programas da Rádio Portuguesa e nele o José Duarte tem mostrado em 5 minutos o que de bom se faz e se deve ouvir, para o nosso ouvido esquecer as rotinas e começarmos a aprender outra música que não as mesmas porcarias passadas insistentemente na nossa rádio comercial diária.
No caminho abaixo, encontra-se toda a dedicação da vida de José Duarte em prol da Cultura e do Jazz,         
       
                
No “Pacto Português” iremos passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.
Recomendo os três CD’s que ainda estão à venda na FNAC, pelo preço (em 06-12-2012): 
            
                  
Começamos com a grande Nina Simone            
               
Nina Simone (21-02-1933 – 21-04-2003) – Grande pianista, cantora e compositora norte-americana. O seu nome artístico deriva de ser pequena e ficou “nina”, e Simone foi uma homenagem a uma grande artista dos palcos e cinema francês Simone Signoret, sua preferida. Este nome foi adoptado aos 20 anos para poder cantar nos cabarés de New York, Philadelphy e Atlantic City, escondida de seus pais que eram pastores metodistas. Destacou-se e foi perseguida por ser negra e por abraçar, publicamente, todo tipo de combate ao racismo. O seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Era casada com um polícia de New York, e também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Num breve contacto com sua obra, aqueles que não a conhecem, entendem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o “gospel” passando pelo “soul”, “blues”, “folk” e “jazz”. Foi uma das primeiras artistas negras a frequentar a importante “Juilliard School of Music”, em New York. A sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino activista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras (pretas) numa igreja de Birmingham em 1963.           
              
"My Baby Just Cares for Me" é um “standard” de jazz escrito por Walter Donaldson e com letra de Gus Kahn. Foi escrito para a versão cinematográfica de 1930 (*) da comédia musical Ziegfeld de 1928 “Whoopee!”, cantada por Eddie Cantor. É conhecida como a melodia principal da cantor e pianista, Nina Simone. Nina gravou a canção em 1958 para o seu álbum de estreia, “Little Girl Blue”. A composição permaneceu relativamente obscura até 1987, quando foi usado num comercial da televisão do Reino Unido para o perfume francês “Channel No.5”. A acompanhar este primeiro êxito, a faixa foi lançada como um “single” pela etiqueta "Charly Records", entrando para o "UK Singles Chart" em 31 de Outubro de 1987 e tornando-se número 5, e um dos maiores sucessos de Nina Simone, quase 29 anos depois da sua primeira actuação com o mesmo tema. Este “single” também fez o top 10 em várias tabelas europeias e alcançou a posição número 1 no "Top 40 Holandês". Um vídeo da música foi produzido pela “Aardman Animations” e dirigido por Peter Lord.                 
                   
(*) 1930 – A actriz Marlene Dietrich protagoniza “Anjo Azul” do cineasta Von SternBerg; o escritor português Ferrera de Castro, publica o seu livro “A Selva”; e Jorge Luís Borges publica “Evaristo Carriego”.         

Vamos ver/ouvir aqui a mesma composição interpretada por ela, mas em três versões, a excelente e animada criada pela “Aardman Animations”, uma outra ao vivo e num espectáculo de televisão, e uma terceira também animada.              
                  
            
             
         
                

2 comentários:

  1. Conhecia bem a música, das 3 versões gostei mais da qualidade da música da última.

    Já agora, porque reparei nisso, tenho o blogue do júnior parado... voltei a estar no Doce ou Travessura original.

    Bjos

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  2. Vou-te lá visitar de novo no "Doce ou Travessura".
    Bjs

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.