Dá a surpresa de ser. É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver, seu corpo meio maduro. Seus seios altos parecem (se ela tivesse deitada). Dois montinhos que amanhecem, sem ter que haver madrugada. E a mão do seu braço branco, assenta em palmo espalhado, sobre a saliência do flanco, do seu relevo tapado. Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ò fome, quando é que eu como ?
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Aqui, eu escrevo mal (?) o Português, a língua de Camões e de Pessoa. Não aderi ao Acordo !
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Aqui, eu escrevo mal (?) o Português, a língua de Camões e de Pessoa. Não aderi ao Acordo !
Programa do Jô – Oração de Mulher Tarada
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