A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Prosia Saudade (II)

As horas fora em que vagueei pelas alcatifas do trabalho,
Foi o tempo que passou no relógio da minha vida.
Por muito que ande com os ponteiros para trás,
Esses segundos de areia esgueiraram-se na ampulheta partida.

Um sopro, um vento.

Hoje, quando escrevo, espero ansiosamente,
Para tentar ainda ralhar, como se fosse 1995.
Mas não é.

É a saudade.

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.