A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Jazz Standards (XV)

Gostaria de salientar, e após 19 semanas de “Jazz Standards“ que isto não é um curso, mas sim, um prazer pessoal meu e, também em vos presentear com outro tipo de música. Eu no meu actual Blog e no anterior, o “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”, nunca fui nem quis, nem quero ser mediático. As notícias transmitidas pelos meios de comunicação social, tem o meu interesse em 10% delas, o resto não me interessa. 

Política, futebol, e vidas das pessoas mediáticas, pouco me interessam. O País tem de se construir de uma única maneira, com trabalho honesto. Muita raramente me lerão com comentários políticos, futebolísticos, ou outros que tais, da coscuvilhice.

Apreciem música, mas música mesmo, que é ainda das poucas coisas verdadeiras e universais.

A explicação abaixo, sobre o que é um “Jazz Standard” é importante para quem ler o meu Blog pela primeira vez, por isso a repito, todas as semanas.

Como vos disse já mais que uma vez, não sou músico, não sei música, sou simplesmente um melómano, interessada em ouvir sons com qualidade e diferentes das trivialidades que passam pela grande maioria da nossa rádio e televisão.

O que é um “Jazz Standard” ?

Os termos “standards” ou “jazz standards” são muitas vezes usados quando nos referimos a composições populares ou de músicas de jazz. Uma rápida pesquisa na Internet revela, contudo, que as definições desses termos podem ser muito variar muito.
Então o que é um “standard” ?
Comparando definições de alguns dicionários e de estudiosos de música e baseando-nos naquilo que for comum e que estiver em acordo, será razoável dizer que:
“Standard” (padrão) é uma composição mantida em estima contínua e usada em comum, por vários reportórios.
… e …
Um “Jazz Standard” (padrão de jazz) é uma composição mantida em estima contínua e é usada em comum, como a base de orquestrações/arranjos de jazz e improvisações.

Algumas vezes, o termo “jazz standard” é usado para sugerir que determinada composição se torna um “standard”. Palavras e frases têm muitas vezes múltiplos significados e esta não é excepção. Neste sítio http://www.jazzstandards.com/ nós vamos usar a definição que tem maior aceitação geral, uma que aceita composições seja qual for a sua origem.

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Ain’t Misbehavin (#32) - Música de Fats Waller & Harry Brooks e Letra de Andy Razaf
Na apresentação da publicação musical da música negra “Hot Chocolates”, na Connie’s Inn, no bairro de Harlem, Fats Waller introduziu pela primeira vez a composição “Ain’t Misbehavin”. O espectáculo teve um tal sucesso que foi transferido para a Broadway, tendo a sua estreia a 20 de Junho de 1929, no Teatro Hudson, e aí realizaram-se 219 actuações. No espectáculo de “Connie’s Inn” a canção de “Ain’t Misbehavin” foi interpretada por Margaret Simms e Paul Bass, mais tarde, as “Russell Wooding’s Hallelujah Singers” é que a cantaram. No “Hudson Theatre”, na abertura foram à mesma as “Russell Wooding’s Hallelujah Singers”, mas no intervalo Louis Armstrong, que se estreavana Brodway, foi para o palco e tocou “Ain’t Misbehavin” em solo de trompete.

Fats Waller (New York, 21-05-1904 - Kansas, 15-12-1943)


Letra (versão de Fats Waller)

No one to talk with,
All by myself,
No one to walk with,
But I'm happy on the shelf
Ain't misbehavin',
Savin' my love for you
For you, for you, for you, for you

I know for certain,
The one I love,
I’m through with flirtin',
It’s you that I’m thinking of
Ain't misbehavin',
Savin' my love for you

Like Jack Horner in the corner
Don't go no where,
What do I care,
Your kisses are worth waitin' for
Be-lieve me

I don't stay out late,
No place to go,
I'm home about eight,
Just me and my radio
Ain't misbehavin',
I'm savin' my love for

Django Reinhardt (Liberchies, Pont-à-Celles, 23-01-1910 - Fontainebleau, 16 May 1953) & Stéphane Grappelli (Paris, 26-01-1908 - Paris 01-12-1997) – Django Reinhardt (guitarra) e Stéphane Grappelli (violino).


Anita O'Day (Chicago, Illinois, 18-10-1919 - Los Angeles, 23-11-2006) – Com o Trio de Nat King Cole.


Letra (versão de Anita O’Day)

No one to talk with,
All by myself,
No one to talk with,
But I'm happy on the shelf
Ain't misbehavin',
Savin' all my love for you

I know for certain,
The one I love,
I’m through with flirtin',
It’s just you that I’m thinking of
Ain't misbehavin',
Savin' my love for you

Like Jackie Horner up in the corner
He don't go no where,
What do I care,
Your kisses are worth waitin' for
Believe me

I don't stay out late,
Don’t care to go,
I'm home about eight,
Just me and my radio
Ain't misbehavin',
Savin' my love for

Art Tatum (Toledo, Ohio, 13-10-1910 - Los Angeles, Califórnia, 05-11-1956) – Durante a Segunda Guerra Mundial, com uma audiência de militares norte-americanos.

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.