Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sábado, 19 de março de 2011

De facto Boa Música – Vocal Portuguesa (V)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Pedro Abrunhosa (Porto, 20-12-1960 - 20xx) – É um cantor e compositor português. Inicia cedo os estudos musicais. Termina o Curso de Composição do Conservatório de Música do Porto, após o que estuda e trabalha com os professores Álvaro Salazar e Jorge Peixinho. Faz o Curso de Pedagogia Musical com Jos Wuytack.
Começa a sua carreira como docente aos 16 anos na Escola de Música do Porto. Dá igualmente aulas no ensino oficial, na “Escola do Hot Clube”, em Lisboa, e na “Escola de Música Caiús”. Desenvolve os estudos de Contrabaixo. Funda a “Escola de Jazz do Porto” e a Orquestra da mesma, que dirige e para a qual escreve.
Trabalha nesta área por toda a Europa com Wallace Rooney (trompete), Gerry Niewood (saxofone), Steve Brown (guitarra), Todd Coolman (baixo), Billy Hart (bateria), Bill Dobbins (vocal e compositor), Dave Schnitter (clarinete), Jack Walrath (trompete), Boulou Ferré (guitarra), Elios Ferré (guitarra), Frankie Rose (bateria), Vicent Penasse e Tommy Halferty.
Em 1994 é editado o álbum “Viagens”, conjuntamente com os “Bandemónio”. Atinge vendas recorde de 243.000 unidades atingindo a marca de tripla platina. Neste álbum conta com a participação do saxofonista de James Brown, Maceo Parker. Faz mais de duzentos espectáculos em apenas dois anos. Apresenta-se ainda nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Macau, França, Suíça, Espanha, Luxemburgo, França, Itália e outros.

7 Álbuns, um deles ao vivo, 3 EP’s e 1 DVD.

Tema “Eu Não Sei Quem Te Perdeu”, de 2002, do álbum “Momento”. “Momento é por definição o instante irrepetível. A música é pois, ainda que de forma estranhamente paradoxal, a arte de tornar perene o momento, estruturada que é no conceito de tempo e da repetição encantatória deste. Assim construí eu este disco. Uma maneira de tornar eternos os meus instantes, de os lançar como nuvens invisíveis sobre o céu carregado das melodias que me ensombram. Aqui habitam todos os fantasmas, as obsessões, as loucuras possíveis e todas as outras que não cheguei ainda a pronunciar. Das palavras faço canções que me fintam e se perdem por entre a harmonia seca de um piano qualquer. São as esquinas da cidade que me seduzem, mulheres vestidas de maquilhagem carregada, vultos escorregadios que tecem a noite como pássaros silenciosos, madrugadas encantadas entre as pegadas de um areal molhado pela chuva imprecisa. Os meus momentos são banais e por isso os canto. Esta vontade que tenho de tornar o real numa canção que repito até que outra canção me surja do sonho. Elas são o mundo a pulsar a cada piscar de olhos, o lento crescer de um lírio num deserto de cetim e cimento, as letras esbatidas de um jornal que ninguém lerá. Este é o meu Momento. Assim se cumprirão nas vossas mãos os meus instantes irrepetíveis. Pedro Abrunhosa.



Tema “Se Eu Fosse Um Dia O teu Olhar”, de 1996, do álbum “Tempo”. “A música é a mágica fronteira que nos une. É o território infinito de sons e silêncios. Às vezes é o deserto, às vezes um frenético rio que palpita veloz por entre as margens das nossas mãos. Este disco é uma gosta de espuma que me ficou esquecida nos dedos. Ele só foi possível porque tu o fizeste. Contigo cantei, cresci e aprendi. Trago na memória o perfume distante dos concertos que levei pelo país e onde deixei sempre um pouco de mim. Contigo descobri o pulsar do meu coração, a luz das palavras, o mistério dos sons e dos olhares que tantas vezes cantamos e onde tudo fica por dizer. Ardendo no desejo e sorrindo de cumplicidade, a custo nos fornos despedindo. Hoje conheço-te, como se pode conhecer alguém que chora as mesmas lágrimas que nós. Se te sentires presente em algum compasso, acorde ou palavras que aqui te trago, é porque és tu de quem falo em tais momentos. Agarra as rédeas deste cavalo que cavalga selvagem e se bate livre dentro de mim. Procura-me por entre as vagas melodias das canções, ou nos concertos em que o palco é o céu e o chão maré. As vossas vozes são ondas e revoltas que dirigem o oceano, os meus acordes os barcos que nele derivam. Vocês são os anjos que habitam anónimos os versos que escrevo. Agradecer é pouco. Que a música esteja sempre convosco. Pedro Abrunhosa.



Tema “Beijo”, de 1999, do álbum “Silêncio”. “O silêncio é a mais perfeita forma de música. Nele eu me escondo, me encanto e pernoito as palavras que te irão encontrar. O silêncio é a minha obsessão, a minha forma de te escutar. Eu sei que estás aí, que me ouves e me percebes. Sei que sentes os meus silêncios. Eles são os teus também.Pedro Abrunhosa.



Tema “Será”, de 1996, do álbum “Tempo”.

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